ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

 

O encontro virtual será realizado no dia 21 de março via Zoom com inscrição e transmissão em vivo desde o perfil no LinkedIn da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT).

 

A ADELAT reunirá especialistas internacionais para discutir o estado de desenvolvimento da mobilidade elétrica na região a nível público e privado. Serão analisadas as principais contribuições e desafios das redes de distribuição de energia, além de fazer um percurso pelo estado da mobilidade elétrica na região. Por outro lado, serão abordadas perspectivas futuras, benefícios e a experiência internacional que possa ser capitalizada. 

O painel de discussão será moderado pelo Diretor Regional da Latam Mobility, Andrés García Giraldo, e contará com palestrantes como o Ponto Focal de Inovação da Enel Iberia, Jorge Sánchez Cifuentes, que fará uma apresentação introdutória sobre o tema em questão, e do Coordenador Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL e Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Nivalde J. de Castro, que, por sua vez, contribuirá à discussão a partir de uma perspectiva focada na área acadêmica.

A visão sobre este cenário a partir da cooperação multilateral será fornecido pelo especialista sênior da Divisão de Transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e colíder da iniciativa de mobilidade elétrica, Raúl Molina, enquanto a Diretora Executiva da Associação Costa Rica de Mobilidade Elétrica – ASOMOVE e Presidenta da Associação Latino-Americana de Mobilidade Sustentável – ÁLAMOS, Silvia Rojas Soto, contribuirá com a expertise e liderança do país centro-americano na velocidade com que massifica esta tecnologia.

A esses palestrantes se juntará o Diretor Técnico do BRT do Transmilenio, Sistema de Transporte Coletivo de Bogotá, Jaime Enrique Monroy.

O papel chave dos distribuidores de electricidade como facilitadores do seu desenvolvimento é fundamental, especialmente nos países latino-americanos que pretendem mitigar o impacto das alterações climáticas. As vantagens desta nova tecnologia são inegáveis, mas o seu real impacto dependerá da implementação, da rapidez da sua adoção e das características específicas de cada área.

Desta forma, as ideias partilhadas pelos painelistas convidados alimentarão as reflexões sobre a importância da eletromobilidade na região, os benefícios alcançados com o seu avanço, o estado atual, bem como os principais desafios e soluções, especialmente aqueles que envolvem a rede de distribuição para habilitá-la.

Este webinar será realizado no âmbito do ciclo Voz Especialista ADELAT, no qual a Associação reforça o seu compromisso em cumprir o seu objetivo institucional de construção de conhecimento específico e intercâmbio de boas práticas numa dimensão global.

 

 

*Para mais informação ou notas de imprensa, escrever para comunicacion@adelat.com

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT reúne especialistas internacionais para analisar o enfrentamento de eventos climáticos extremos e o papel da resiliência nas redes de distribuição elétrica

ADELAT reúne especialistas internacionais para analisar o enfrentamento de eventos climáticos extremos e o papel da resiliência nas redes de distribuição elétrica

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT) realizou o webinar “Resiliência: definição, métricas e possíveis modelos regulatórios”, no qual renomados especialistas globais debateram com o presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa, e a diretora executiva, Alessandra Amaral, os desafios das redes de distribuição face a eventos climáticos extremos que afetam significativamente a infraestrutura.

A apresentação dos painelistas focalizou-se nas consequências diretas destes casos que incidem na continuidade e qualidade da prestação de serviços e também sobre como melhorar a forma de enfrentá-los, segundo os acontecimentos recentes na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

A meteorologista e CEO do Grupo Climatempo do Brasil, Patricia Diehl Madeira, apresentou conceitos-chave sobre gases de efeito estufa, aquecimento global e mudança climática. Nesse quadro, referiu-se a uma análise da Climatempo sobre a resiliência das redes elétricas e a atual possibilidade de prever as áreas que serão mais afetadas pelas alterações climáticas. “Isto é uma realidade, está acontecendo, vai piorar e a gente tem que tomar as providências e existe a possibilidade da gente prever de uma forma global quais são as áreas que vão ser mais atingidas    pelas mudanças climáticas”, disse.

Neste cenário de transição energética e eletrificação dos consumos, os investimentos para melhorar a resiliência das redes são fundamentais. Mark McGranaghan, Electric Power Research Institute (EPRI) Europe DAC Fellow, afirmou que é “crucial” ter ferramentas para avaliar diferentes alternativas de investimento e realizar análises de custo-benefício dessas opções. O painelista catalogou de desafio “devido a que envolve eventos relativamente pouco frequentes, em comparação com as métricas tradicionais de confiabilidade de número de interrupções e número de minutos interrompidos”.

McGranaghan observou que não existem ferramentas como a calculadora de gelo, que é usada para avaliar o custo dos eventos de confiabilidade tradicionais, mas não outros que ocorrem com menos frequência e têm grande impacto. “Portanto, o valor da resiliência é um tema de investigação no qual estamos a trabalhar muito ativamente”, acrescentou.

Neste sentido, explicou que para atribuir um “valor à resiliência” é importante estabelecer métricas para ter resultados equitativos e implementar estratégias de investimento conforme com as melhorias que o sistema local necessita.

Para o avanço destes objetivos e oferecer respostas adequadas, os especialistas concordaram que é necessária uma abordagem por parte das autoridades e dos reguladores.

O diretor-executivo de Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Ricardo Brandão, enfatizou a necessidade de mudar o atual modelo regulatório, pois “não é suficiente para enfrentar a situação”. Na mesma direção, o diretor de Estudos das Empresas Eléctricas A.G. do Chile, Andrés Alfonso Vicent, refletiu sobre o modelo chileno e afirmou que não basta para atender as demandas em vigência.

Brandão compartilhou os eixos fundamentais de trabalho propostos pela ABRADEE, os quais compreendem: 1. padrões de distribuição mais resilientes; 2. mecanismos para que as redes aéreas atuais sejam mais resilientes; 3. modelos preditivos do clima; y 4. uma rede de árvores que seja compatível com o desenho urbano.

Vicent colocou no debate se a resiliência deveria se focar na eficiência ou, do outro lado, na eficácia. “Aqui temos uma dicotomia, um duplo jeito de pensar que pretende sermos eficazes em combater a resiliência, mas continuamos detenidos em paradigmas e mentalidades de eficiência”, explicou. Analisou que a imersão atualmente está na tarifa. “O nosso maior desafio é sobre como transformarmos este risco da mudança climática, internalizá-lo na rede, porém também estabelecer um equilíbrio com a tarifa”, concluiu.

No final do webinar, o Ex Diretor Executivo da Comissão de Regulação de Energia e Gas (CREG) e gerente de ASPROEN S.A.S, Jorge Valencia, falou sobre a mudança do setor há pouco mais de 5 anos na Colômbia e concordou com os demais painelistas no fato que as “regulações sejam mais flexíveis face aos eventos extremos contra os quais (os sistemas de distribuição) estão constantemente batalhando”. 

“É um árduo trabalho para as instituições reguladoras, cujas sinais de melhoria às empresas devem continuar, mas no entanto também devem ter consciência que a cada vez mais surgem este tipo de situações, nas quais para garantir a continuidade e disponibilidade de um serviço de qualidade é preciso reconhecer às empresas pelos seus investimentos”, destacou.

Acesse aqui para visualizar o webinar completo.

*Para mais informações ou notas de imprensa, escrever a comunicacion@adelat.com

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.