ADELAT lança novo DSO Brief que destaca o papel protagônico das redes de distribuição na habilitação da mobilidade elétrica na região

ADELAT lança novo DSO Brief que destaca o papel protagônico das redes de distribuição na habilitação da mobilidade elétrica na região

A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-americanas lançou o DSO Brief “A rede de distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina” para fornecer uma visão abrangente das vantagens e desafios para a distribuição elétrica da implementação desta tecnologia na região.

 

O trabalho inclui contribuições de renomados especialistas de empresas associadas à ADELAT e de membros da Associação Latino-Americana de Mobilidade Sustentável (ALAMOS).

 

A eletrificação dos transportes exige o desenvolvimento de novas infraestruturas elétricas, razão pela qual o desenvolvimento das redes de distribuição deve ser sincronizado para facilitar a transição energética e a integração dos Recursos Energéticos Distribuídos. Neste cenário, o papel do DSO (Operador do Sistema de Distribuição) se torna protagonista porque a rede será uma importante habilitadora da transformação sustentável da mobilidade.

 

As vantagens da mobilidade elétrica (ME) são inegáveis, mas o seu real impacto dependerá da forma de implementação, da rapidez da sua adoção e das características específicas de cada área de aplicação. Nos últimos dois anos, a ME registrou um crescimento superior a 260% nos países mais representativos da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru, República Dominicana e Uruguai). A mobilidade elétrica é uma solução ambientalmente sustentável para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e do impacto na saúde associado à melhoria da qualidade do ar e da exposição ao ruído nas cidades. Além disso, representa um motor de desenvolvimento econômico regional, uma vez que aproveita os recursos disponíveis e promove a autonomia na matriz energética.

 

O impacto da eletrificação total da mobilidade é estimado entre 6% e 25% da demanda total de eletricidade dos sistemas elétricos nacionais, razão pela qual a evolução destes sistemas é necessária para se adaptar ao crescimento da ME. Neste sentido, para acompanhar a crescente eletrificação do consumo, é essencial dispor de uma rede de distribuição elétrica moderna, digital, automatizada, segura, resiliente, flexível, sustentável e com capacidade de acomodação suficiente, o que exigirá marcos regulatórios que reconheçam os investimentos em ativos relacionados com a recarga dos veículos e que promovam a previsão da demanda, o investimento antecipado, as estruturas tarifárias flexíveis e a colaboração entre os atores envolvidos.

 

Entre as principais recomendações incluídas no documento, se destacam:

  • Investimento e parcerias;
  • Educação e conscientização pública;
  • Incentivos e políticas claras;
  • Desenvolvimento da indústria local;
  • Planejamento energético;
  • Pesquisa e desenvolvimento e
  • Compromisso com a sustentabilidade

 

Para materializar estes benefícios, é necessário que a América Latina e O Caribe avancem de projetos-piloto para a massificação do transporte de baixas emissões, através de um planejamento abrangente, coordenado e participativo, que envolva os diferentes atores públicos e privados, e que considere as necessidades e características de cada país e da região.

 

“Somente através de uma abordagem abrangente será factível o equilíbrio entre os incentivos e a necessidade do consumidor de uma rede de carregamento confiável e acessível”, conclui o trabalho.

 

Na ADELAT trabalhamos para orientar os esforços rumo a uma mobilidade elétrica bem-sucedida, sustentável e acessível para todos na América Latina.

 

 

 

*Acesse ao download do documento completo no idioma de sua preferência:

Português

Espanhol

 

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com

 

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-Americanas é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica na América Latina no âmbito da transição energética.

 

 

 

 

ADELAT debate experiências de extensão de concessões de distribuição de energia elétrica na América Latina, em seu último webinar

ADELAT debate experiências de extensão de concessões de distribuição de energia elétrica na América Latina, em seu último webinar

 

A ADELAT abordou as concessões de redes em seu webinar “Experiências internacionais na extensão de concessões de distribuição de energia elétrica”, considerando os desafios que o vencimento de 20 concessões no Brasil exigirá a partir de 2025.

 

Felipe Acosta Correa, presidente da Associação, abriu o espaço de discussão com uma revisão do conhecimento específico que a ADELAT vem produzindo e dos projetos previstos para serem executados ao longo de 2024, no âmbito do Ciclo Voz Especialista liderado pela Associação. Entre eles, destacou o já lançado documento de regulação, que inclui recomendações aos agentes e decisores sobre os principais desafios da matéria, e destacou ainda o estudo sobre os investimentos na distribuição eléctrica necessários na região, mobilidade eléctrica, integração das comunicações e resiliência, entre outros trabalhos.

 

Posteriormente, o diretor de geração de conhecimento da ADELAT, Roberto Cajamarca, compartilhou as principais conclusões do estudo sobre concessões, entre as quais mencionou os desafios dos modelos contratuais de distribuição que devem ser enfrentados pelos poderes concedentes de cada país.

 

“Existem elementos e obrigações semelhantes entre os modelos contratuais dos países, experiências acumuladas nos processos de transição nas décadas de 80 e 90, quando estes sectores foram abertos ao capital privado”, disse o diretor, acrescentando que um denominador comum é o “período alargado (mais de 50 anos) e indeterminado”, o que constitui uma diferença principal com o caso brasileiro, que contempla 30 anos.

 

Na outorga de concessões, destacou Cajamarca, o foco deve ser aumentar o benefício para os consumidores e criar incentivos adequados para que ocorram os investimentos das distribuidoras, promovendo a qualidade do serviço, encontrando o equilíbrio econômico-financeiro e proporcionando flexibilidade para que haja uma efetiva transformação da rede como facilitadora das mudanças que ocorrem no quadro da transição energética.

 

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, atuou como moderadora do painel de debate que começou com a intervenção do diretor de Estudos, Projetos e Informação da Organização Latino-Americana de Energia – OLADE, Fitzgerald Cantero Piali, a quem consultou sobre os projetos de maior sucesso experiências em termos de desenho contratual e regulatório na região.

 

Cantero indicou que, além da experiência ou do modelo de concessão que cada país escolhe, deve concentrar-se em aspectos fundamentais como o fornecimento garantido, acessível e de qualidade, o equilíbrio com as necessidades dos consumidores, um quadro que estabeleça incentivos ao investimento e à continuidade dos negócios, e a modernização para reduzir a não -perdas técnicas.

 

Por sua vez, José Mário Abdó, especialista e sócio-diretor da AEA, apresentou o panorama atual das concessões de distribuição no Brasil, que conta atualmente com 53 concessões, das quais 20 foram privatizadas entre 1995 e 2001, e estas últimas hoje atendem 55,5 milhões de consumidores, unidades que representam 64% do total do país. Em relação aos desafios que o modelo contratual deve superar para alcançar um equilíbrio adequado entre qualidade, eficiência económica e incentivos ao investimento, observou que “é uma trilogia extremamente relevante que deve conduzir à sustentabilidade”. “O caminho para isso é de mais de uma natureza; uma delas é a questão tarifária, justa, adequada e oportuna, que incentiva e remunera adequadamente o investidor”, disse, acrescentando que “a tarifa precisa de refletir as novas exigências e as exigências da liberalização do mercado, da transição energética justa, da resiliência dos rede e dar tratamento adequado à operadora (…)”.

 

Marcos Madureira, presidente de la Asociación Brasilera de Distribuidoras de Energía Eléctrica –  ABRADEE, comentó sobre las contribuciones realizadas por la institución que preside y sus asociadas en el actual proceso de evaluación y definición de los criterios en el proceso de prórroga de concesiones de distribución de energia elétrica. Indicou que as distribuidoras precisam de certeza sobre o futuro dos seus contratos para obterem financiamento e continuarem a fazer os investimentos necessários, e enfatizou que o custo para a sociedade de uma nova licitação seria maior do que uma prorrogação das concessões atuais.

 

Para finalizar as apresentações dos painelistas, o presidente da Associação Ibero-Americana de Direito Energético (ASIDE), William Villalobos, referiu-se aos elementos que o marco normativo e regulatório deve reunir para proporcionar a estabilidade jurídica que as distribuidoras necessitam para uma operação adequada e para o desenvolvimento de investimentos, especialmente aqueles que se referem à transição energética. “Sem segurança jurídica não há investimento, sem investimento não há transmissão ou distribuição, e sem transmissão ou distribuição não há transição”, disse Villalobos, e complementou a sua opinião destacando que “o setor energético latino-americano é o segundo, depois construção, com maior demanda em arbitragens internacionais”, segundo dados da CCI.

 

Para conluir, sugeriu focar na segurança jurídica dos investimentos e na estabilidade regulatória, pois mudanças bruscas nas regras do jogo levam a aumentos nos custos dos projetos, com impactos tarifários significativos que afetam os usuários e com maior dificuldade para a bancabilidade dos projetos.

 

Para acessar ao evento, faça clic aqui

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

ADELAT participou no Diário de Uma Vida Elétrica – DUVE

ADELAT participou no Diário de Uma Vida Elétrica – DUVE

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, foi convidada para um bate papo no “Diário de Uma Vida Elétrica”, espaço especializado no segmento de energia elétrica e conduzido pelo Guilherme Lucena Chrispim, no qual abordaram os principais desafios que a transição energética tem apresentado às distribuidoras de energia no continente.

No início da entrevista, a diretora comentou sobre sua formação acadêmica, em Economia, e sobre sua incursão no setor elétrico, encantada “por esse impacto que a energia elétrica tem na sua área profissional”. “É um setor que tem sempre alguma coisa sendo discutida”, disse a diretora.

Na entrevista também se destacou o papel protagônico e ampliado da rede de distribuição, que acaba tendo o desafio de lidar com a pluralidade de novos atores, novos elementos, novos modelos de negócios e com fluxos de energia bidirecionais, no contexto da transição energética.

A ADELAT promove a colaboração e liderança dos países e das distribuidoras latino-americanas para habilitar esse processo, através do conhecimento e aprendizados obtidos das características em comum mas também das diferenças dos países que compõem a região.

Assista ao vídeo e conheça mais sobre os principais desafios que a transição energética traz consigo para toda a cadeia de energia elétrica, principalmente para as distribuidoras.

Disponible también en Spotify 🎧 https://bit.ly/ADELATnoDUVE

 

ADELAT lança estudo sobre os processos de prorrogação deconcessões de distribuição elétrica e analisa o caso brasileiro

ADELAT lança estudo sobre os processos de prorrogação de concessões de distribuição elétrica e analisa o caso brasileiro

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-americana publicou um novo DSO Brief “O processo de prorrogação das concessões de distribuição de energia elétrica: análise do caso brasileiro sob a perspectiva dos países latino americanos”, que incluiu trabalhos conjuntos e debates com especialistas do setor no âmbito de seu objetivo institucional de geração de conhecimento específico.

O foco do documento no Brasil se baseia no fato que, a partir de 2025, se concluirão os contratos de 20 concessões de distribuição de energia elétrica, pertencentes a empresas que foram privatizadas após 1995 e que hoje representam quase 60% dos clientes e do faturamento das distribuidoras de energia elétrica do país. Nesse contexto, existe uma previsão legal e contratual enquanto à possibilidade de prorrogação desses contratos, a critério do Ministério de Minas e Energia (MME), uma vez que seja verificado o cumprimento  dequado do serviço.

Para contribuir ao debate sobre o modelo a aplicar no processo de prorrogação de concessão, este documento descreve os modelos regulatórios existentes na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru, assim como em diferentes países europeus.

Nos mercados elétricos da América Latina existem pontos coincidentes em relação ao modelo organizacional do sector elétrico. No caso das atividades de distribuição, desde a abertura ao capital privado nas décadas de 1980 e 1990, foram realizados contratos para a exploração de concessões em que se avalia a capacidade do agente privado de realizar investimentos, operar instalações e prestar serviços de qualidade.

Em vários países não se adota um prazo para a prestação do serviço de distribuição elétrica (Chile, Colômbia e Peru) ou, caso o façam, o prazo de validade é longo porque os preços são continuamente regulados e a qualidade do serviço é permanentemente observada e avaliada (Argentina e Guatemala).

No caso europeu, embora os dispositivos regulatórios e legais não imponham a aplicação de um sistema de concessões para o sistema de distribuição ou a aplicação de procedimentos de concurso público para a sua atribuição, o modelo mais difundido é o de concessões/autorizações sem caducidade ou com prazo opção de extensão, em que um DSO (Distribution System Operation, na sigla em inglês) tem presença na maior parte do território nacional.

Em alguns países onde os contratos têm opção de prorrogação, foram recentemente implementadas condições associadas aos objetivos de transição climática e energética, com o objetivo de promover uma transição mais rápida, mais local e mais equitativa, e aumentar a resiliência da rede elétrica.

A atividade de distribuição elétrica enfrenta o desafio de satisfazer à crescente eletrificação e à incorporação de recursos energéticos distribuídos. É por isso que a prorrogação das concessões deve ser acompanhada de investimentos em eficiência energética e modernização das redes de distribuição.

Na ADELAT temos a convicção de que a concepção de modelos contratuais deve promover a qualidade no fornecimento, a satisfação dos consumidores e o equilíbrio econômico-financeiro, bem como a flexibilidade necessária à evolução e adaptação aos desafios da transição energética.

Para baixar o documento, acesse: https://bit.ly/3JWdo4F 

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com 


Sobre ADELAT
A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

 

O encontro virtual será realizado no dia 21 de março via Zoom com inscrição e transmissão em vivo desde o perfil no LinkedIn da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT).

 

A ADELAT reunirá especialistas internacionais para discutir o estado de desenvolvimento da mobilidade elétrica na região a nível público e privado. Serão analisadas as principais contribuições e desafios das redes de distribuição de energia, além de fazer um percurso pelo estado da mobilidade elétrica na região. Por outro lado, serão abordadas perspectivas futuras, benefícios e a experiência internacional que possa ser capitalizada. 

O painel de discussão será moderado pelo Diretor Regional da Latam Mobility, Andrés García Giraldo, e contará com palestrantes como o Ponto Focal de Inovação da Enel Iberia, Jorge Sánchez Cifuentes, que fará uma apresentação introdutória sobre o tema em questão, e do Coordenador Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL e Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Nivalde J. de Castro, que, por sua vez, contribuirá à discussão a partir de uma perspectiva focada na área acadêmica.

A visão sobre este cenário a partir da cooperação multilateral será fornecido pelo especialista sênior da Divisão de Transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e colíder da iniciativa de mobilidade elétrica, Raúl Molina, enquanto a Diretora Executiva da Associação Costa Rica de Mobilidade Elétrica – ASOMOVE e Presidenta da Associação Latino-Americana de Mobilidade Sustentável – ÁLAMOS, Silvia Rojas Soto, contribuirá com a expertise e liderança do país centro-americano na velocidade com que massifica esta tecnologia.

A esses palestrantes se juntará o Diretor Técnico do BRT do Transmilenio, Sistema de Transporte Coletivo de Bogotá, Jaime Enrique Monroy.

O papel chave dos distribuidores de electricidade como facilitadores do seu desenvolvimento é fundamental, especialmente nos países latino-americanos que pretendem mitigar o impacto das alterações climáticas. As vantagens desta nova tecnologia são inegáveis, mas o seu real impacto dependerá da implementação, da rapidez da sua adoção e das características específicas de cada área.

Desta forma, as ideias partilhadas pelos painelistas convidados alimentarão as reflexões sobre a importância da eletromobilidade na região, os benefícios alcançados com o seu avanço, o estado atual, bem como os principais desafios e soluções, especialmente aqueles que envolvem a rede de distribuição para habilitá-la.

Este webinar será realizado no âmbito do ciclo Voz Especialista ADELAT, no qual a Associação reforça o seu compromisso em cumprir o seu objetivo institucional de construção de conhecimento específico e intercâmbio de boas práticas numa dimensão global.

 

 

*Para mais informação ou notas de imprensa, escrever para comunicacion@adelat.com

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A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT reúne especialistas internacionais para analisar o enfrentamento de eventos climáticos extremos e o papel da resiliência nas redes de distribuição elétrica

ADELAT reúne especialistas internacionais para analisar o enfrentamento de eventos climáticos extremos e o papel da resiliência nas redes de distribuição elétrica

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT) realizou o webinar “Resiliência: definição, métricas e possíveis modelos regulatórios”, no qual renomados especialistas globais debateram com o presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa, e a diretora executiva, Alessandra Amaral, os desafios das redes de distribuição face a eventos climáticos extremos que afetam significativamente a infraestrutura.

A apresentação dos painelistas focalizou-se nas consequências diretas destes casos que incidem na continuidade e qualidade da prestação de serviços e também sobre como melhorar a forma de enfrentá-los, segundo os acontecimentos recentes na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

A meteorologista e CEO do Grupo Climatempo do Brasil, Patricia Diehl Madeira, apresentou conceitos-chave sobre gases de efeito estufa, aquecimento global e mudança climática. Nesse quadro, referiu-se a uma análise da Climatempo sobre a resiliência das redes elétricas e a atual possibilidade de prever as áreas que serão mais afetadas pelas alterações climáticas. “Isto é uma realidade, está acontecendo, vai piorar e a gente tem que tomar as providências e existe a possibilidade da gente prever de uma forma global quais são as áreas que vão ser mais atingidas    pelas mudanças climáticas”, disse.

Neste cenário de transição energética e eletrificação dos consumos, os investimentos para melhorar a resiliência das redes são fundamentais. Mark McGranaghan, Electric Power Research Institute (EPRI) Europe DAC Fellow, afirmou que é “crucial” ter ferramentas para avaliar diferentes alternativas de investimento e realizar análises de custo-benefício dessas opções. O painelista catalogou de desafio “devido a que envolve eventos relativamente pouco frequentes, em comparação com as métricas tradicionais de confiabilidade de número de interrupções e número de minutos interrompidos”.

McGranaghan observou que não existem ferramentas como a calculadora de gelo, que é usada para avaliar o custo dos eventos de confiabilidade tradicionais, mas não outros que ocorrem com menos frequência e têm grande impacto. “Portanto, o valor da resiliência é um tema de investigação no qual estamos a trabalhar muito ativamente”, acrescentou.

Neste sentido, explicou que para atribuir um “valor à resiliência” é importante estabelecer métricas para ter resultados equitativos e implementar estratégias de investimento conforme com as melhorias que o sistema local necessita.

Para o avanço destes objetivos e oferecer respostas adequadas, os especialistas concordaram que é necessária uma abordagem por parte das autoridades e dos reguladores.

O diretor-executivo de Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Ricardo Brandão, enfatizou a necessidade de mudar o atual modelo regulatório, pois “não é suficiente para enfrentar a situação”. Na mesma direção, o diretor de Estudos das Empresas Eléctricas A.G. do Chile, Andrés Alfonso Vicent, refletiu sobre o modelo chileno e afirmou que não basta para atender as demandas em vigência.

Brandão compartilhou os eixos fundamentais de trabalho propostos pela ABRADEE, os quais compreendem: 1. padrões de distribuição mais resilientes; 2. mecanismos para que as redes aéreas atuais sejam mais resilientes; 3. modelos preditivos do clima; y 4. uma rede de árvores que seja compatível com o desenho urbano.

Vicent colocou no debate se a resiliência deveria se focar na eficiência ou, do outro lado, na eficácia. “Aqui temos uma dicotomia, um duplo jeito de pensar que pretende sermos eficazes em combater a resiliência, mas continuamos detenidos em paradigmas e mentalidades de eficiência”, explicou. Analisou que a imersão atualmente está na tarifa. “O nosso maior desafio é sobre como transformarmos este risco da mudança climática, internalizá-lo na rede, porém também estabelecer um equilíbrio com a tarifa”, concluiu.

No final do webinar, o Ex Diretor Executivo da Comissão de Regulação de Energia e Gas (CREG) e gerente de ASPROEN S.A.S, Jorge Valencia, falou sobre a mudança do setor há pouco mais de 5 anos na Colômbia e concordou com os demais painelistas no fato que as “regulações sejam mais flexíveis face aos eventos extremos contra os quais (os sistemas de distribuição) estão constantemente batalhando”. 

“É um árduo trabalho para as instituições reguladoras, cujas sinais de melhoria às empresas devem continuar, mas no entanto também devem ter consciência que a cada vez mais surgem este tipo de situações, nas quais para garantir a continuidade e disponibilidade de um serviço de qualidade é preciso reconhecer às empresas pelos seus investimentos”, destacou.

Acesse aqui para visualizar o webinar completo.

*Para mais informações ou notas de imprensa, escrever a comunicacion@adelat.com

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

Damos as boas vindas para Edenor à ADELAT!

Damos as boas vindas para Edenor à ADELAT!

A Associação de Distribuidoras de Elétricas Latino-americanas (ADELAT) tem o prazer de adicionar a Edenor às suas empresas associadas. A sua incorporação representa uma valiosa contribuição para a missão de tornar a transição energética uma realidade na região.

 

A Edenor foi fundada em 1992. Hoje se posiciona como a maior distribuidora da Argentina em número de clientes e energia elétrica vendida (em GWh e pesos argentinos). Conta com o maior número de clientes do país com 3,26 milhões, cobrindo 4.637 quilômetros quadrados.  A empresa opera na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob o símbolo EDN desde 26 de abril de 2007.

 

Sua missão é prestar um serviço socialmente responsável para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, o desenvolvimento dos negócios e da comunidade, junto com uma visão que procura ser um modelo de excelência em uma empresa de serviço público.

 

O presidente da associação, David Felipe Acosta Correa, expressou satisfação pela adesão de um novo associado na Argentina. “É um grande passo para a ADELAT continuar fortalecendo a cooperação internacional para compreender as realidades que afetam cada país da região. A distribuição de energia elétrica da Edenor impacta quase 11 milhões de pessoas em cenários muito diversos. Isso nos permitirá trocar experiências e contribuir com conhecimentos e ferramentas para acompanhar a empresa e seus clientes na transformação energética.”

 

Esta união fortalecerá a investigação, o desenvolvimento de novas tecnologias e a troca de experiências para materializar uma transição energética que beneficie todas as pessoas através de uma profunda modernização da distribuição elétrica. 

 

Assim, a ADELAT é formada por 19 empresas de distribuição elétrica e 2 entidades nacionais que estão presentes em sete países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru.



*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com 

 

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-Americanas é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica na América Latina no âmbito da transição energética.

 

Sobre Edenor

Edenor tem mais de 30 anos de experiência no setor. Fornece eletricidade a 3,2 milhões de clientes de 20 municípios do noroeste da Gran Buenos Aires e da zona noroeste da Cidade Autônoma de Buenos Aires.






ADELAT encerra sua jornada de 2023 focada no protagonismo das distribuidoras com a realização da Edição Brasil “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”

ADELAT encerra sua jornada de 2023 focada no protagonismo das distribuidoras com a realização da Edição Brasil “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”

A ADELAT, junto com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Equatorial Energia, da Universidade de São Paulo e da RegE Consultoria, realizou no Brasil a edição “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”, já realizada no Equador, Panamá, Chile e Uruguai.

O evento também teve a participação do presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa., e do diretor de regulação da EDP Brasil, Luiz Felipe Falcone de Souza, que proferiram as palavras de abertura do encontro.

David Felipe ressaltou a relevância de se aplicar planos de investimentos, ou seja, planos eficazes para cada concessão do Brasil, enquanto Luiz Felipe reparou que o sucesso do Brasil em já ter configurado sua matriz como predominantemente renovável permite ampliar a discussão a outros temas como a relevância do consumidor, a estrutura de custos, entre outros aspectos particulares do Brasil.

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, fez uma exposição das principais mensagens contidas no paper publicado pela associação em maio deste ano. Alessandra apontou a necessidade de “conexão de dados e de coordenação de todos esses novos elementos numa rede em sintonia”, tendo em consideração o contexto atual do setor, segundo o qual a resiliência desempenha um papel protagonista e, por consequência, agrega atitudes e esforços sem precedentes por parte das distribuidoras de energia.

Complementando os dados e conceitos do paper da ADELAT, os painelistas convidados compartilharam perspectivas e vivências sobre aspectos valiosos ao debate para avançar e formatar distribuidoras modernas, resilientes e flexíveis, que atuarão como catalisadoras da transição energética no Brasil e na América Latina.


Frederico de Araújo, do MME, se debruçou sobre a necessidade de as distribuidoras de energia elétrica estarem preparadas para as novas atividades que estão surgindo e, assim, serem efetivamente parte dessa transformação. Nesse contexto, o Ministério “quer participar do debate e estamos propondo medidas que viabilizem a aplicação de medição inteligente para todos, isso no âmbito da prorrogação das concessões”, destacou.


A esse respeito, Leandro Caixeta, da ANEEL, referiu que a agenda de concessões é “extremamente rara, uma concessão de distribuição no Brasil dura 30 anos; é um portal que você abre raramente e queremos aproveitar este portal aberto agora”. A agência reguladora reconhece a necessidade de se adaptar a tempos de mudança e de aproveitar uma janela como a renovação de concessões para encaixar esses espaços para evoluir. “É preciso ter incentivo para que o consumo coincida com a geração, sendo que com a nossa estrutura tarifária monômia e medidores antigos é muito difícil fazer isso; então, também queremos que os contratos de concessão tenham a possibilidade de diferenciação de tarifa”, complementou. 

Desde o âmbito acadêmico, Virginia Parente, da USP, expressou-se sobre o custo extra imposto sobre o sistema pelas energias intermitentes, o qual elas não necessariamente carregam. “A regulação precisa botar o dedo na ferida desses custos que são para a segurança do sistema. Tal segurança é um bem público e precisa ser endereçado e tratado como tal”. O custeio dos investimentos necessários foi um ponto de atenção no discurso da painelista, que conclui indagando: “Como iremos fazer com que os investimentos sejam adequados para o público que está agora ou estará usufruindo desses investimentos no futuro?”. Com essa questão a painelista provocou o público, indicando ser o grande desafio encarado pelo setor.

Tiago de Barros, da RegE Consultoria, mencionou o fato de que a mudança climática e a transição energética não só implicam a renovação da matriz, mas a eletrificação da economia. “Então, vai haver uma mudança de carga, mas uma mudança de carga que vai ser acompanhada de um montante de investimento bastante significativo”, disse. O consultor enfatizou a necessidade de uma mudança de paradigma que permita pensar em valor e em bem-estar social, além de se passar a um modelo de economia de plataforma que une usuários. “A distribuidora já é isso, mas é uma plataforma muito baseada no lado físico. Ela vai ter que se tornar uma plataforma de comunicação e uma plataforma digital”. Tiago destacou que os investimentos adicionais para essa digitalização e modernização não cabem na tarifa de quem paga megawatt/hora. “Aí entra algo que está no modelo trazido pelo Ministério e pela ANEEL para se ter no novo contrato, que é a ideia de as Outras Receitas terem uma participação maior na remuneração desses ativos”, complementou.

Dayanni Grassano, da Equatorial Energia, fez uma reflexão acerca da relevância da rede. “Precisamos ter uma rede adequada para o propósito, pois, sem rede de distribuição, a transição energética não vai acontecer”. Nesse sentido, compartilhou que a Equatorial não pensa apenas em levar a rede para a população, mas também em preparar a rede para os novos entrantes e suas particularidades, além de se preocupar com os reflexos sobre a tarifa. “Estamos na região Norte e Nordeste, áreas onde a tarifa de energia é elevada e o poder aquisitivo é baixo, então temos uma preocupação em relação à capacidade de pagamento do consumidor”, concluiu.

O evento fortaleceu a conexão entre diferentes atores do mercado de energia, permitindo a abertura de debates sobre questões pertinentes à transformação do setor, com vistas não somente aos desafios do futuro, mas principalmente àqueles que já estão presentes na cotidianidade do segmento.

 

Faça o download do policy paper em português aqui.

Sobre ADELAT

Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT cresce na região: ENERGUATE é a nova distribuidora

ADELAT cresce na região: ENERGUATE é a nova distribuidora associada

 

 

 

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica tem o orgulho de anunciar a incorporação da ENERGUATE à lista de empresas associadas como parte dos esforços contínuos para promover a transição energética em toda a região.

 

Trata-se de uma distribuidora de energia elétrica que fornece o serviço a mais de 2,3 milhões de clientes na Guatemala, entre casas de família, empresas e instituições em 298 municípios, em 21 dos 22 departamentos que conformam o país. Além de agregar um membro à associação, é um crescimento na representatividade da ADELAT em um novo país e fortalece os laços de trabalho colaborativo em um nível regional.

 

O trabalho da ENERGUATE é caracterizado por contar com elevados padrões de qualidade, proteção ambiental, práticas responsáveis e seguras e uma relação constante com o entorno social, através do seu programa de Responsabilidade Social Corporativa.

 

A empresa comemorou a adesão, membro desde o 1º de novembro, e enfatizou as expectativas sobre a “troca de experiências, novos aprendizados com especialistas regionais e globais, além do desenvolvimento conjunto de estratégias que promovam o papel das distribuidoras de energia elétrica como habilitadoras da transição energética, contribuindo em gerar um ambiente colaborativo e progresso mútuo.”

 

O presidente da ADELAT, David Felipe Correa Acosta, avaliou a incorporação da ENERGUATE como “fundamental para os propósitos da nossa associação”, que tem uma visão regional, e manifestou o seu entusiasmo por poder trabalhar “em conjunto e respeitosamente com a contribuição e perspectiva do setor elétrico na Guatemala, para avançar rumo à transição energética na América Latina.”

 

De outro lado, Alessandra Amaral, diretora executiva da ADELAT, destacou “a importância da aproximação ao contexto de países da América Central em termos de distribuição elétrica para a busca constante de melhorias com e para seus atores”, e indicou que a incorporação da ENERGUATE é um fato “por compartilhar uma visão comum sobre os desafios do nosso setor e saber que o trabalho colaborativo é essencial no contexto de transição energética.”

 

A suma de mais um membro e um novo país na Associação representa um valioso contributo para enfrentarmos os desafios e oportunidades da transição energética. A união entre especialistas dos países da região potencializará a troca de informações em diversos assuntos técnicos e administrativos que resultarão em melhorias na prestação de serviços.

 

O objetivo é consolidar o papel protagonista dos Operadores de Sistemas de Distribuição (“DSO”) na transformação energética em América Latina, fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias e a disseminação de práticas sustentáveis.

Com a adesão da ENERGUATE, a ADELAT é formada por 18 empresas distribuidoras de energia elétrica e 2 entidades nacionais, com presença em sete países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru.



*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com



Sobre ADELAT

Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.