ADELAT encerra sua jornada de 2023 focada no protagonismo das distribuidoras com a realização da Edição Brasil “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”

ADELAT encerra sua jornada de 2023 focada no protagonismo das distribuidoras com a realização da Edição Brasil “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”

A ADELAT, junto com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Equatorial Energia, da Universidade de São Paulo e da RegE Consultoria, realizou no Brasil a edição “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”, já realizada no Equador, Panamá, Chile e Uruguai.

O evento também teve a participação do presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa., e do diretor de regulação da EDP Brasil, Luiz Felipe Falcone de Souza, que proferiram as palavras de abertura do encontro.

David Felipe ressaltou a relevância de se aplicar planos de investimentos, ou seja, planos eficazes para cada concessão do Brasil, enquanto Luiz Felipe reparou que o sucesso do Brasil em já ter configurado sua matriz como predominantemente renovável permite ampliar a discussão a outros temas como a relevância do consumidor, a estrutura de custos, entre outros aspectos particulares do Brasil.

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, fez uma exposição das principais mensagens contidas no paper publicado pela associação em maio deste ano. Alessandra apontou a necessidade de “conexão de dados e de coordenação de todos esses novos elementos numa rede em sintonia”, tendo em consideração o contexto atual do setor, segundo o qual a resiliência desempenha um papel protagonista e, por consequência, agrega atitudes e esforços sem precedentes por parte das distribuidoras de energia.

Complementando os dados e conceitos do paper da ADELAT, os painelistas convidados compartilharam perspectivas e vivências sobre aspectos valiosos ao debate para avançar e formatar distribuidoras modernas, resilientes e flexíveis, que atuarão como catalisadoras da transição energética no Brasil e na América Latina.


Frederico de Araújo, do MME, se debruçou sobre a necessidade de as distribuidoras de energia elétrica estarem preparadas para as novas atividades que estão surgindo e, assim, serem efetivamente parte dessa transformação. Nesse contexto, o Ministério “quer participar do debate e estamos propondo medidas que viabilizem a aplicação de medição inteligente para todos, isso no âmbito da prorrogação das concessões”, destacou.


A esse respeito, Leandro Caixeta, da ANEEL, referiu que a agenda de concessões é “extremamente rara, uma concessão de distribuição no Brasil dura 30 anos; é um portal que você abre raramente e queremos aproveitar este portal aberto agora”. A agência reguladora reconhece a necessidade de se adaptar a tempos de mudança e de aproveitar uma janela como a renovação de concessões para encaixar esses espaços para evoluir. “É preciso ter incentivo para que o consumo coincida com a geração, sendo que com a nossa estrutura tarifária monômia e medidores antigos é muito difícil fazer isso; então, também queremos que os contratos de concessão tenham a possibilidade de diferenciação de tarifa”, complementou. 

Desde o âmbito acadêmico, Virginia Parente, da USP, expressou-se sobre o custo extra imposto sobre o sistema pelas energias intermitentes, o qual elas não necessariamente carregam. “A regulação precisa botar o dedo na ferida desses custos que são para a segurança do sistema. Tal segurança é um bem público e precisa ser endereçado e tratado como tal”. O custeio dos investimentos necessários foi um ponto de atenção no discurso da painelista, que conclui indagando: “Como iremos fazer com que os investimentos sejam adequados para o público que está agora ou estará usufruindo desses investimentos no futuro?”. Com essa questão a painelista provocou o público, indicando ser o grande desafio encarado pelo setor.

Tiago de Barros, da RegE Consultoria, mencionou o fato de que a mudança climática e a transição energética não só implicam a renovação da matriz, mas a eletrificação da economia. “Então, vai haver uma mudança de carga, mas uma mudança de carga que vai ser acompanhada de um montante de investimento bastante significativo”, disse. O consultor enfatizou a necessidade de uma mudança de paradigma que permita pensar em valor e em bem-estar social, além de se passar a um modelo de economia de plataforma que une usuários. “A distribuidora já é isso, mas é uma plataforma muito baseada no lado físico. Ela vai ter que se tornar uma plataforma de comunicação e uma plataforma digital”. Tiago destacou que os investimentos adicionais para essa digitalização e modernização não cabem na tarifa de quem paga megawatt/hora. “Aí entra algo que está no modelo trazido pelo Ministério e pela ANEEL para se ter no novo contrato, que é a ideia de as Outras Receitas terem uma participação maior na remuneração desses ativos”, complementou.

Dayanni Grassano, da Equatorial Energia, fez uma reflexão acerca da relevância da rede. “Precisamos ter uma rede adequada para o propósito, pois, sem rede de distribuição, a transição energética não vai acontecer”. Nesse sentido, compartilhou que a Equatorial não pensa apenas em levar a rede para a população, mas também em preparar a rede para os novos entrantes e suas particularidades, além de se preocupar com os reflexos sobre a tarifa. “Estamos na região Norte e Nordeste, áreas onde a tarifa de energia é elevada e o poder aquisitivo é baixo, então temos uma preocupação em relação à capacidade de pagamento do consumidor”, concluiu.

O evento fortaleceu a conexão entre diferentes atores do mercado de energia, permitindo a abertura de debates sobre questões pertinentes à transformação do setor, com vistas não somente aos desafios do futuro, mas principalmente àqueles que já estão presentes na cotidianidade do segmento.

 

Faça o download do policy paper em português aqui.

Sobre ADELAT

Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT posicionou o papel da distribuição para impulsionar a transição energética na VIII Semana de la Energía

ADELAT posicionou o papel da distribuição para impulsionar a transição energética na VIII Semana de la Energía

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina realizou o Side Event “O papel das distribuidoras de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”, no âmbito da VIII Semana de la Energía, organizada pela OLADE em Montevidéu, Uruguai.

O presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa; e o diretor de Estudos, Projetos e Informação da OLADE, José Medardo Cadena Mosquera, abriram o encontro, no qual Acosta Correa destacou a importância de se iniciar de forma tempestiva os investimentos necessários para viabilização da transição energética, combinado com a necessidade de se aumentar a resiliência da rede, “cada vez mais necessária face aos fenómenos climáticos extremos” e enumerou alguns dos últimos acontecimentos ocorridos na Europa e no Brasil.

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, trouxe questões essenciais para repensar os papéis atuais do segmento de distribuição e os macro desafios aos quais é necessário dar uma resposta para avançar em direção às metas de redução de emissões para os próximos anos. 

Amaral mencionou a inovação tecnológica como um ponto chave, pois “a tecnologia muda o nosso comportamento da mesma forma que o nosso comportamento muda a tecnologia, é um círculo virtuoso que se retroalimenta”, disse. Enfatizou na transição de um consumidor “passivo e unidirecional” para um “capacitado, digitalizado, e muito exigente com o serviço de fornecimento de energia elétrica em termos de preço e qualidade,  passando de consumidor a prosumidor”.

Em seguida, o painel, moderado pela Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT, Larissa Cunha, explorou  os desafios regionais envolvidos no processo de transformação energética expresso em mudanças de consumo em termos de eficiência e eletrificação. Em tal processo, o papel protagônico dos operadores de distribuição deve garantir um abastecimento seguro e confiável, além de dispor de uma infraestrutura que contribua com a integralidade das mudanças econômicas, climáticas, sociais, de qualidade e de cobertura do serviço.

Janina Franco, especialista sénior em Energia do Banco Mundial, sublinhou que “o fundamental está em mudar os paradigmas regulatórios”, além de destacar a importância do “papel do consenso”, enquanto Ariel Yépez-García, gerente do setor de Infraestrutura e Energia no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), catalogou como “chave” o trabalho coordenado junto a agências multilaterais com o objetivo de “ajudar as empresas de distribuição a fechar o círculo com boa regulação, boa gestão e a tomada de decisões políticas corretas”

Marcelo Cassin, engenheiro especialista, vice-presidente de Sustentabilidade Financeira e Desenvolvimento Institucional da CIER e professor da Universidade Nacional de Rosário, aprofundou na qualidade e resiliência do fornecimento. Disse que este aspecto “e o melhoramento contínuo têm que estar acompanhados de investimentos sem precedentes”. Javier San Cristóbal, gerente geral da Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE), focou na digitalização e nas tarifas horárias. Ele contou como a empresa fornece 71% de medição inteligente e espera chegar a 75% até o final deste ano. “Isso nos permite uma gestão muito mais otimizada das estações e redes”, explicou. 

Durante o debate manifestaram acordo sobre pontos-chave para a região, tais como uma regulação adequada com tomada de decisões políticas oportunas, medidas para promover a digitalização e um fornecimento seguro e confiável.

Também participaram do encontro pessoas de renome como Túlio Machado Alves (CIER), Marcelino Madrigal (BID), Gustavo Mejia-Ricart (Ministério de Energia e Minas da República Dominicana) y Oliverio Álvarez Alonso (Deloitte Espanha), consultores e jornalistas, entre outros.

Além disso, o presidente da Associação fez parte do painel “Desafios regulatórios e desenho dos mercados energéticos do futuro”, durante o qual afirmou que “a política e regulação energética da região colocam muita ênfase na mudança de tecnologias de geração, cujo aspecto é legítimo, mas falta um ponto, que é a razão pela qual surgiu a ADELAT. “Para tornar esta transição energética uma realidade e garantir os compromissos indicados para 2030, a distribuição precisa mudar de uma rede unidirecional a uma plataforma”, disse.

Os especialistas que acompanharam o painel enfatizaram a importância de se reforçar a qualidade e flexibilidade da rede, os esquemas de perdas e a resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, de modo a direcionar corretamente os investimentos hoje face aos desafios da eletrificação, resposta da demanda,  e integração das energias renováveis ​​conforme Agenda 2030.

A Semana de la Energía foi um espaço enriquecedor e produtivo, de troca de perspectivas e experiências de diferentes áreas sobre o futuro da distribuição de energia elétrica na América Latina. Foram realizadas reuniões com representantes de outras organizações da região e representantes do governo e de entidades como a Diretora de Eletricidade da Secretaria Nacional de Energia do Panamá, Guadalupe González; e a diretora da ANEEL, Agnes Maria de Aragão da Costa. A ADELAT participou também em espaços de discussão sobre  o papel da Comunicação na transição energética. 

Durante a Semana da Energia participaram presencialmente mais de 1.000 representantes de 50 nacionalidades diferentes. A ADELAT reafirma, assim, o seu compromisso de continuar a dinamizar as conversas em torno da transição energética e a importância da construção de uma linguagem comum entre os atores envolvidos.


*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com

Inovação, sustentabilidade e mercado são os principais temas do Sendi 2023

 Inovação, sustentabilidade e mercado são os principais temas do Sendi 2023
Maior evento de distribuição de energia da América Latina vai apresentar assuntos indispensáveis para serem debatidos entre atores do segmento

Por: Equipe SENDI 2023

Inovação, sustentabilidade e mercado: esses são os principais temas que serão debatidos durante os três dias do Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023, que será realizado de 7 a 10 de novembro, no Espírito Santo. 

O maior evento de distribuição de energia da América Latina, realizado pelo Instituto Abradee e que tem a EDP como empresa anfitriã, pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização também são relevantes para o segmento, pois dizem respeito à transição energética.

O coordenador do Sendi, Vilmar de Abreu, reforça que ao debater inovação em uma das mesas do evento, a intenção é discutir oportunidades de fontes e serviços alternativos que poderão ser oferecidos para proporcionar um salto de qualidade na experiência do cliente. “O objetivo é também apresentar tendências que inspirem mudanças no setor elétrico e atrair investimentos para pesquisa e desenvolvimento, a fim de impulsionar inovação e startups, em contexto de modernização setorial”, acrescenta.

Para ampliar o debate, além da programação com palestrantes renomados, as 21 startups selecionadas para o Sendi 2023 terão a oportunidade única de apresentar suas soluções inovadoras e disruptivas para o segmento. Com suas apresentações, elas vão poder estabelecer novas parcerias, networking e ter acesso a investidores.

Já ao abordar sobre sustentabilidade, o seminário pretende falar dos desafios técnicos de expansão, operação, confiabilidade e qualidade da rede de distribuição diante do crescimento exponencial da geração distribuída e dos impactos climáticos. 

“A adaptação climática do setor de energia, considerando a transição energética e a necessidade de descarbonização para uma gestão ambiental sustentável, é essencial e precisa ser colocada em prática cada vez mais. Por isso, palestrantes também terão como foco levantar ideias sobre como garantir financiamento para o setor diante do desafio do salto tecnológico necessário, com remuneração adequada do investidor e tarifas justas”, disse o coordenador do Sendi.

Outro tema importante para o setor de energia é a liberalização do mercado. Por isso, o Sendi busca discutir a abertura de mercado, que pressupõe uma série de condicionantes e regulamentações intermediárias para que a migração de consumidores seja feita de forma sustentável aos negócios, garantindo segurança jurídica e estabilidade regulatória. 

 

O Sendi

O Sendi é o maior evento de distribuição de energia da América Latina e pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização são relevantes para o setor, pois dizem respeito à transição energética.

Realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, pelo Instituto Abradee e tendo a EDP como anfitriã, o Sendi 2023 ocupará mais de 20 mil metros quadrados, no Parque de Exposições de Carapina, e abrigará a ExpoSendi, uma exposição do segmento de energia; uma arena silenciosa com palestras simultâneas de especialistas renomados, apresentação de trabalhos técnicos, o espaço Inovação e o Rodeio Nacional dos Eletricistas.

O eixo central do evento será o ESG (Environmental, Social and Governance), abordando cases e práticas ambientais, sociais e de governança, com temas relacionados às macrotendências de transformação do setor de energia. Em pauta, conteúdos como gestão inteligente da rede; soluções para clientes; tendências e fomento à inovação; sustentabilidade do negócio UND; e liberalização do mercado. 

SERVIÇO

XXIV Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023 

Data: 7 a 10 de novembro de 2023 

Local: Pavilhão de Carapina, no Espírito Santo

Atrações: ExpoSendi; seminários com palestrantes nacionais e internacionais; apresentação de trabalhos técnicos e de startups e seus trabalhos de inovação; Rodeio Nacional dos Eletricistas; Carta de Vitoria, entre outros

Informações e inscrições: www.sendi.org.br

Realização: Instituto Abradee e EDP 

 

Sobre o Sendi 

Realizado a cada dois anos, o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) é o maior evento de distribuição de energia elétrica da América Latina e acontece desde 1962. O encontro é palco para apresentação e discussão de tendências do setor, promoção da inovação e desenvolvimento, troca de experiências entre empresas distribuidoras, geração de negócios e networking. O XXIV Sendi ocorre entre os dias 7 e 10 de novembro, no Espírito Santo. 

Sobre a Abradee 

A Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), organizadora do evento, atua há 47 anos no desenvolvimento do setor de distribuição de energia elétrica brasileiro e reúne 39 concessionárias em todo o país, atendendo 99,6% dos consumidores. Agente efetiva do desenvolvimento do setor elétrico, a Abradee tem como missão contribuir para um setor de distribuição de energia elétrica sustentável e eficiente, com serviços de qualidade reconhecida pelos clientes.  

Sobre a EDP 

Presente há mais de 25 anos no país, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. Com mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, a Companhia tem negócios em Geração, Transmissão, e Soluções em Serviços de Energia voltados ao mercado B2B, como geração solar, mobilidade elétrica e mercado livre de energia. Em Distribuição, atende cerca de 3,6 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina. Em 2022, foi eleita pelo terceiro ano consecutivo a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em ESG, ocupando, em 2021 e 2022, o primeiro lugar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, no qual figura há 17 anos. 

Alessandra Amaral é a nova diretora executiva da ADELAT

Alessandra Amaral é a nova diretora executiva da ADELAT

Alessandra Amaral foi eleita nova diretora executiva da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina pela Assembleia Geral de Associados após processo realizado por um Comitê de Especialistas criado especialmente para avaliação dos candidatos.

Amaral possui mais de 30 anos de experiência em mineração, serviços públicos e bens de consumo. Além disso, é líder no setor de P&L com uma carreira diversificada que vai desde o âmbito privado ao público, em empresas de diversos portes.

Durante os últimos 20 anos, se desenvolveu no setor de energia, sendo responsável pela direção de unidades de negócios de Geração e Comercialização de Energia Elétrica. No setor de distribuição, foi responsável pelo planejamento de mercado e compra de energia na Energisa e Light, onde seu último cargo foi vice-presidente de Geração, Marketing, Novos Negócios e Assuntos Regulatórios.

Durante sua carreira profissional ocupou diversos espaços institucionais em organizações como ABRACEEL (Associação Brasileira de Comercializadoras de Energia), ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), APINE (Associação Brasileira de Geradores Independentes), ONS (Associação Brasileira de Operadores Sistema) e Norte Energia.

“Nesta etapa da minha carreira profissional, formar parte da ADELAT é um grande reconhecimento e um enorme desafio. Temos a construção de conhecimento por diante, para impulsionar a transição energética na região e por em valor o papel das distribuidoras de energia elétrica como protagonistas de um novo paradigma”, afirmou Amaral.

O presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa, destacou: “Estamos muito entusiasmados com a chegada de Alessandra à nossa Associação e confiamos que nossa visão compartilhada continuará a ser construída dia a dia, baseada no carisma, compromisso e ampla experiência que identificamos nela. ”

Na ADELAT damos as boas-vindas à Alessandra e celebramos a sua incorporação. Com a sua sólida experiência, será uma peça fundamental para liderar o trabalho que realizamos rumo à transição energética e, neste contexto, continuar a gerar novos intercâmbios e oportunidades entre os nossos associados, consultores especializados, organizações multilaterais e outros atores relevantes.

 

*Para mais informações, entrar em contato com  comunicacion@adelat.com 

 

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT e ISCI realizam enriquecedor debate sobre a matriz energética chilena e o papel chave da distribuição de energia elétrica

ADELAT e ISCI realizam enriquecedor debate sobre a matriz energética chilena e o papel chave da distribuição de energia elétrica

A Associação de Distribuidores de Eletricidade da América Latina e o Instituto de Sistemas Complexos de Engenharia realizaram a edição do debate “Desafios da distribuição elétrica para a transição energética em Latinoamérica” na Universidade do Chile, Santiago.

Nesta ocasião, importantes profissionais discutiram marcos regulatórios e aspectos de grande importância para o presente e o futuro da região no contexto das mudanças que estão surgindo e surgirão no setor.

A abertura ficou a cargo do presidente da ADELAT, David Felipe Acosta, que indicou: “A transformação deve ser um compromisso de todos os países e a América Latina não deve ficar para trás”. “Essa transição energética tem duas variáveis ​​fundamentais para garantir a viabilidade do processo: a eletrificação da demanda e o desenvolvimento, modernização e adaptação da rede elétrica”, acrescentou.

Seguidamente, o diretor executivo da Associação, Ignacio Santelices, falou sobre os principais desafios para a distribuição de energia elétrica do futuro e as diretrizes do paper apresentado na ocasião. Apontou que “a transição energética trará grandes benefícios sociais, económicos e ambientais” e que “é essencial avançar juntos para incorporação das energias renováveis ​​e incremento da electrificação, por isso é fundamental modernizar a distribuição”.

O evento contou com uma excelente apresentação do chefe do departamento de Energias Sustentáveis ​​do Ministério de Energia do Chile, Mauricio Riveros Rodríguez, que falou sobre política energética a nível nacional. A sua apresentação baseou-se na necessidade de descarbonizar o sistema elétrico, ter a distribuição como infraestrutura habilitante da conexão e gestão dos recursos energéticos e colocar o usuário no centro da transformação.

O representante do Ministério explicou que os objetivos que perseguem são promover que os usuários finais usufruam dos benefícios e economias associados à transição energética; promover a manutenção do conforto energético acessível aos usuários; e incentivar uma experiência inclusiva e participativa, com melhor acesso às informações para a tomada de decisão pelos consumidores.

Em seguida, aconteceu o painel “Promover a modernização da distribuição elétrica”, do qual também fez parte o Sr. Riveros Rodríguez. O painel de discussão foi moderado por Larissa Cunha, Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT.

Ali, o secretário executivo da Comissão Nacional de Energia, Marco Mancilla, iniciou o painel destacando o consenso que existe em termos técnicos sobre a clara necessidade de reformar o esquema de distribuição, incluindo a medição inteligente. O secretário afirmou que “uma mudança regulatória no caso chileno é muito necessária para o futuro desenvolvimento das redes elétricas”. Acrescentou que “para isso são necessárias duas reformas estruturais no longo prazo: uma na geração, focada no mercado atacadista, e outra na distribuição”. “Isso foi declarado e vamos avançar até lá”, concluiu.

A chefe de Network Development da Enel Chile, Paola Carrasco, participou do painel e disse que “o desafio é conseguir ter um planejamento coordenado e dar segurança às empresas prestadoras do serviço público”. “A transição energética deve mostrar equidade, por isso é necessário assumir o controle e atender as novas conexões e as já existentes que se eletrificam cada dia mais”, considerou. 

Por último, o acadêmico da Universidade do Chile e investigador do ISCI, Rodrigo Moreno, destacou que é fundamental avançar em uma regulamentação que incentive as empresas a realizar investimentos e a entregar serviços que sejam valorizados pela sociedade. “As mudanças devem ter o consumidor como prioridade”, acrescentou.

Para concluir, David Felipe Acosta agradeceu a todos os painelistas e expositores e expressou: “Estamos satisfeitos de que, a partir da ADELAT, possamos promover estes espaços para discutir e encontrar soluções para os dilemas que surgem em questões energéticas em cada país”.

“Temos a obrigação de cooperar com associações e autoridades locais na construção deste cálculo de custo/benefício para o consumidor, colocando a demanda no centro. Reforçamos a importância de que as distribuidoras tenham essa margem de manobra para testar os melhores investimentos e que é um de nossos propósitos priorizar junto às autoridades quais são os investimentos necessários de acordo com a dinâmica de cada mercado“, finalizou.

O debate foi muito útil para pensar sobre como se atravessa a transição energética na região e pôr em comum boas práticas, princípios e diretrizes regulatórias.

O objetivo da discussão foi apresentar os resultados da pesquisa “Desafios e aperfeiçoamento regulatórios da distribuição elétrica para a transição energética latino-americana”, da qual participaram diretamente especialistas do Chile, Brasil e Colômbia.  Estudo do qual participou Rodrigo Moreno, pesquisador e líder da linha de pesquisa dedicada à energia no ISCI.

ADELAT e ISCI se unem para analisar os desafios da distribuição elétrica

ADELAT e ISCI se unem para analisar os desafios da distribuição elétrica

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica e o Instituto de Sistemas Complexos de Engenharia realizarão a edição chilena do debate “Desafios e regulamentações da distribuição de eletricidade para a transição energética latino-americana”.

O evento será realizado no dia 29 de agosto às 9h (GMT-4) na Universidade do Chile e será transmitido a todos os interessados via Zoom. Participarão autoridades governamentais, especialistas do setor e representantes das principais empresas de energia e será aberto ao público.

O evento será aberto pelo presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa; o diretor executivo, Ignacio Santelices, que apresentará o documento de orientação elaborado pela Associação; e Matías Negrete, acadêmico da Pontifícia Universidade Católica do Chile e pesquisador do ISCI. Ele contará com uma apresentação especial de Mauricio Riveros, chefe da divisão de Energias Sustentáveis ​​do Ministério de Energia do Chile.

Também vão participar do debate Marco Mancilla, Secretário Executivo da CNE; Rodrigo Moreno, acadêmico da Universidade do Chile e pesquisador do ISCI; Maurício Riveros; e Paola Carrasco, gerente de desenvolvimento de redes da Enel. A moderação ficará a cargo de Larissa Cunha, Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT.

 A reunião examinará marcos regulatórios e aspectos de grande importância para o presente e o futuro da região no marco da transição energética. O cenário chileno será analisado em profundidade. O principal objetivo é promover o crescimento e o progresso nesses pontos chave para alcançar uma abordagem que maximize os benefícios sociais dos investimentos e alcance sistemas de distribuição de eletricidade modernos, resilientes e flexíveis.

Também será explorada a necessidade de consolidar o novo papel das distribuidoras de eletricidade como Operadoras do Sistema de Distribuição para adaptar e tornar mais eficiente a transição energética na América Latina.

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Nós vamos esperar por você!

ADELAT e ARIAE assinam acordo para contribuir com o desenvolvimento de marcos regulatórios para a transição energética na América Latina

ADELAT e ARIAE assinam acordo para contribuir com o desenvolvimento de marcos regulatórios para a transição energética na América Latina

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) e a Associação Ibero-americana de Entidades Reguladoras de Energia (ARIAE) formalizaram o Acordo de Cooperação com o objetivo de aprofundar uma aliança que permitiu, no último mês de julho, reunir cerca de 80 reguladores da região para trocar ideias sobre os desafios e melhorias no marco regulatório nacional e regional para a distribuição de energia elétrica.

O objetivo desta união é formular estratégias e realizar atividades que contribuam para o desenvolvimento de uma regulação do setor de distribuição de energia elétrica que seja eficiente, moderna e que promova os investimentos necessários para a transição energética nos países da América Latina e do Caribe.

ARIAE é uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, composta por 26 autoridades reguladoras de energia de 20 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua , Panamá, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e o regulador multinacional Latino-America (CRIE). Propõe-se promover a harmonização regulamentar, a cooperação em atividades como a pesquisa e o desenvolvimento e a troca de experiências.

Desta forma, ambas as organizações se comprometeram a colaborar através da troca de conhecimentos, ideias e lições aprendidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na sua Agenda 2030. O foco estará especialmente em: Energia limpa e acessível; Indústria, inovação e infraestrutura; e Cidades e comunidades sustentáveis.

O acordo assinado entre o diretor executivo da ADELAT, Ignacio Santelices, e o presidente da ARIAE, José Fernando Prada, visa também desenvolver projetos conjuntos em áreas de interesse comum, unificar esforços e experiências, apoiar a divulgação das melhores práticas regulatórias e colaborar na organização de workshops, conferências e seminários de formação, entre muitos outros objetivos. O secretário executivo da ARIAE, Luis Jesús Sánchez de Tembleque, também esteve presente durante a reunião.

“Esta aliança com a ARIAE é mais um passo no nosso compromisso com a modernização da distribuição de energia eléctrica e, além disso, irá permitir compartilhar experiências e cooperar em atividades de interesse comum, incluindo a pesquisa e o desenvolvimento necessários para uma transição energética justa e bem-sucedida”, destacou Santelices.

Por sua vez, Prada, disse que ADELAT e ARIAE trabalharão na organização e implementação, a nível regional, de estudos, análises e pesquisas que envolvam melhorias na regulação nacional e regional, como a modernização da distribuição elétrica e a eletrificação do consumo de energia, para mitigar o impacto da mudança do clima.

Esta aliança estratégica é essencial para continuar a construção de uma linguagem comum entre os atores e as organizações multilaterais que fazem parte do setor. A incorporação das melhores práticas de gestão e sustentabilidade, no quadro da transformação energética, é fundamental para a existência de um marco regulatório que permita a maximização dos benefícios sociais.

Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com 

ADELAT e WEC articulam esforços para uma transição energética justa para a região

A Associação de Distribuidores de Eletricidade da América Latina e o Conselho Mundial de Energia na América Latina (WEC, por suas siglas em inglês) formalizaram um plano de trabalho conjunto para promover atividades e iniciativas que contribuam para unir esforços para uma transição energética limpa e justa para a região.

A agenda de trabalho estará alinhada ao Trilema Mundial da Energia proposto pelo CME para reafirmar o compromisso e promover iniciativas que colaborem na humanização da energia. Desta forma, a ADELAT se une para garantir a igualdade de acesso às fontes de energia, a sustentabilidade de todos os projetos de distribuição de energia e a segurança nos mecanismos de distribuição de energia na região.

“O planejamento das atividades em conjunto com o Conselho Mundial de energia na América Latina nos permite continuar alinhados com o Trilema Mundial da Energia, que tem como objetivo a segurança energética, a sustentabilidade e a igualdade de acesso. Cremos que é uma forma de promover e unir esforços para alcançar uma transição energética justa e limpa para a regiao”, disse Santelices.

Pretende-se desenvolver estratégias com o objetivo de promover oportunidades de melhoria e medir o impacto que a transição energética terá nas fontes de energia do futuro.

O diretor executivo da ADELAT, Ignacio Santelices, e a diretora de Estratégia e Relações Institucionais, Aniella Descalzi, se reuniram com o vice-presidente regional do WEC Latam, Claudio Seebach, e a gerente regional sênior, Haydee Jiménez, para iniciar essa cooperação mútua.

“O World Energy Council é a comunidade independente e imparcial de líderes e profissionais da energia mais antiga do mundo. Fundado em 1923, reuniu diversos interesses de todo o ecossistema da energia por um século. Por meio de nossa visão de Humanização da Energia, envolvemos mais pessoas e comunidades na aceleração de transições de energia limpa e justa em todas as regiões do mundo”, disse Seebach.

Para a ADELAT é uma grande satisfação continuar fortalecendo laços de entendimento que permitem articular conhecimentos, ações e trocar experiências e contribuições de todos os atores. Esta é a forma de continuar com um dos principais objetivos: alcançar o benefício de todas as pessoas através de uma modernização das distribuidoras de eletricidade no quadro da transição energética.