ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

 

O encontro virtual será realizado no dia 21 de março via Zoom com inscrição e transmissão em vivo desde o perfil no LinkedIn da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT).

 

A ADELAT reunirá especialistas internacionais para discutir o estado de desenvolvimento da mobilidade elétrica na região a nível público e privado. Serão analisadas as principais contribuições e desafios das redes de distribuição de energia, além de fazer um percurso pelo estado da mobilidade elétrica na região. Por outro lado, serão abordadas perspectivas futuras, benefícios e a experiência internacional que possa ser capitalizada. 

O painel de discussão será moderado pelo Diretor Regional da Latam Mobility, Andrés García Giraldo, e contará com palestrantes como o Ponto Focal de Inovação da Enel Iberia, Jorge Sánchez Cifuentes, que fará uma apresentação introdutória sobre o tema em questão, e do Coordenador Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL e Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Nivalde J. de Castro, que, por sua vez, contribuirá à discussão a partir de uma perspectiva focada na área acadêmica.

A visão sobre este cenário a partir da cooperação multilateral será fornecido pelo especialista sênior da Divisão de Transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e colíder da iniciativa de mobilidade elétrica, Raúl Molina, enquanto a Diretora Executiva da Associação Costa Rica de Mobilidade Elétrica – ASOMOVE e Presidenta da Associação Latino-Americana de Mobilidade Sustentável – ÁLAMOS, Silvia Rojas Soto, contribuirá com a expertise e liderança do país centro-americano na velocidade com que massifica esta tecnologia.

A esses palestrantes se juntará o Diretor Técnico do BRT do Transmilenio, Sistema de Transporte Coletivo de Bogotá, Jaime Enrique Monroy.

O papel chave dos distribuidores de electricidade como facilitadores do seu desenvolvimento é fundamental, especialmente nos países latino-americanos que pretendem mitigar o impacto das alterações climáticas. As vantagens desta nova tecnologia são inegáveis, mas o seu real impacto dependerá da implementação, da rapidez da sua adoção e das características específicas de cada área.

Desta forma, as ideias partilhadas pelos painelistas convidados alimentarão as reflexões sobre a importância da eletromobilidade na região, os benefícios alcançados com o seu avanço, o estado atual, bem como os principais desafios e soluções, especialmente aqueles que envolvem a rede de distribuição para habilitá-la.

Este webinar será realizado no âmbito do ciclo Voz Especialista ADELAT, no qual a Associação reforça o seu compromisso em cumprir o seu objetivo institucional de construção de conhecimento específico e intercâmbio de boas práticas numa dimensão global.

 

 

*Para mais informação ou notas de imprensa, escrever para comunicacion@adelat.com

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT reúne especialistas internacionais para analisar o enfrentamento de eventos climáticos extremos e o papel da resiliência nas redes de distribuição elétrica

ADELAT reúne especialistas internacionais para analisar o enfrentamento de eventos climáticos extremos e o papel da resiliência nas redes de distribuição elétrica

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT) realizou o webinar “Resiliência: definição, métricas e possíveis modelos regulatórios”, no qual renomados especialistas globais debateram com o presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa, e a diretora executiva, Alessandra Amaral, os desafios das redes de distribuição face a eventos climáticos extremos que afetam significativamente a infraestrutura.

A apresentação dos painelistas focalizou-se nas consequências diretas destes casos que incidem na continuidade e qualidade da prestação de serviços e também sobre como melhorar a forma de enfrentá-los, segundo os acontecimentos recentes na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

A meteorologista e CEO do Grupo Climatempo do Brasil, Patricia Diehl Madeira, apresentou conceitos-chave sobre gases de efeito estufa, aquecimento global e mudança climática. Nesse quadro, referiu-se a uma análise da Climatempo sobre a resiliência das redes elétricas e a atual possibilidade de prever as áreas que serão mais afetadas pelas alterações climáticas. “Isto é uma realidade, está acontecendo, vai piorar e a gente tem que tomar as providências e existe a possibilidade da gente prever de uma forma global quais são as áreas que vão ser mais atingidas    pelas mudanças climáticas”, disse.

Neste cenário de transição energética e eletrificação dos consumos, os investimentos para melhorar a resiliência das redes são fundamentais. Mark McGranaghan, Electric Power Research Institute (EPRI) Europe DAC Fellow, afirmou que é “crucial” ter ferramentas para avaliar diferentes alternativas de investimento e realizar análises de custo-benefício dessas opções. O painelista catalogou de desafio “devido a que envolve eventos relativamente pouco frequentes, em comparação com as métricas tradicionais de confiabilidade de número de interrupções e número de minutos interrompidos”.

McGranaghan observou que não existem ferramentas como a calculadora de gelo, que é usada para avaliar o custo dos eventos de confiabilidade tradicionais, mas não outros que ocorrem com menos frequência e têm grande impacto. “Portanto, o valor da resiliência é um tema de investigação no qual estamos a trabalhar muito ativamente”, acrescentou.

Neste sentido, explicou que para atribuir um “valor à resiliência” é importante estabelecer métricas para ter resultados equitativos e implementar estratégias de investimento conforme com as melhorias que o sistema local necessita.

Para o avanço destes objetivos e oferecer respostas adequadas, os especialistas concordaram que é necessária uma abordagem por parte das autoridades e dos reguladores.

O diretor-executivo de Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Ricardo Brandão, enfatizou a necessidade de mudar o atual modelo regulatório, pois “não é suficiente para enfrentar a situação”. Na mesma direção, o diretor de Estudos das Empresas Eléctricas A.G. do Chile, Andrés Alfonso Vicent, refletiu sobre o modelo chileno e afirmou que não basta para atender as demandas em vigência.

Brandão compartilhou os eixos fundamentais de trabalho propostos pela ABRADEE, os quais compreendem: 1. padrões de distribuição mais resilientes; 2. mecanismos para que as redes aéreas atuais sejam mais resilientes; 3. modelos preditivos do clima; y 4. uma rede de árvores que seja compatível com o desenho urbano.

Vicent colocou no debate se a resiliência deveria se focar na eficiência ou, do outro lado, na eficácia. “Aqui temos uma dicotomia, um duplo jeito de pensar que pretende sermos eficazes em combater a resiliência, mas continuamos detenidos em paradigmas e mentalidades de eficiência”, explicou. Analisou que a imersão atualmente está na tarifa. “O nosso maior desafio é sobre como transformarmos este risco da mudança climática, internalizá-lo na rede, porém também estabelecer um equilíbrio com a tarifa”, concluiu.

No final do webinar, o Ex Diretor Executivo da Comissão de Regulação de Energia e Gas (CREG) e gerente de ASPROEN S.A.S, Jorge Valencia, falou sobre a mudança do setor há pouco mais de 5 anos na Colômbia e concordou com os demais painelistas no fato que as “regulações sejam mais flexíveis face aos eventos extremos contra os quais (os sistemas de distribuição) estão constantemente batalhando”. 

“É um árduo trabalho para as instituições reguladoras, cujas sinais de melhoria às empresas devem continuar, mas no entanto também devem ter consciência que a cada vez mais surgem este tipo de situações, nas quais para garantir a continuidade e disponibilidade de um serviço de qualidade é preciso reconhecer às empresas pelos seus investimentos”, destacou.

Acesse aqui para visualizar o webinar completo.

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Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

ADELAT encerra sua jornada de 2023 focada no protagonismo das distribuidoras com a realização da Edição Brasil “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”

ADELAT encerra sua jornada de 2023 focada no protagonismo das distribuidoras com a realização da Edição Brasil “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”

A ADELAT, junto com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Equatorial Energia, da Universidade de São Paulo e da RegE Consultoria, realizou no Brasil a edição “Desafios da distribuição de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”, já realizada no Equador, Panamá, Chile e Uruguai.

O evento também teve a participação do presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa., e do diretor de regulação da EDP Brasil, Luiz Felipe Falcone de Souza, que proferiram as palavras de abertura do encontro.

David Felipe ressaltou a relevância de se aplicar planos de investimentos, ou seja, planos eficazes para cada concessão do Brasil, enquanto Luiz Felipe reparou que o sucesso do Brasil em já ter configurado sua matriz como predominantemente renovável permite ampliar a discussão a outros temas como a relevância do consumidor, a estrutura de custos, entre outros aspectos particulares do Brasil.

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, fez uma exposição das principais mensagens contidas no paper publicado pela associação em maio deste ano. Alessandra apontou a necessidade de “conexão de dados e de coordenação de todos esses novos elementos numa rede em sintonia”, tendo em consideração o contexto atual do setor, segundo o qual a resiliência desempenha um papel protagonista e, por consequência, agrega atitudes e esforços sem precedentes por parte das distribuidoras de energia.

Complementando os dados e conceitos do paper da ADELAT, os painelistas convidados compartilharam perspectivas e vivências sobre aspectos valiosos ao debate para avançar e formatar distribuidoras modernas, resilientes e flexíveis, que atuarão como catalisadoras da transição energética no Brasil e na América Latina.


Frederico de Araújo, do MME, se debruçou sobre a necessidade de as distribuidoras de energia elétrica estarem preparadas para as novas atividades que estão surgindo e, assim, serem efetivamente parte dessa transformação. Nesse contexto, o Ministério “quer participar do debate e estamos propondo medidas que viabilizem a aplicação de medição inteligente para todos, isso no âmbito da prorrogação das concessões”, destacou.


A esse respeito, Leandro Caixeta, da ANEEL, referiu que a agenda de concessões é “extremamente rara, uma concessão de distribuição no Brasil dura 30 anos; é um portal que você abre raramente e queremos aproveitar este portal aberto agora”. A agência reguladora reconhece a necessidade de se adaptar a tempos de mudança e de aproveitar uma janela como a renovação de concessões para encaixar esses espaços para evoluir. “É preciso ter incentivo para que o consumo coincida com a geração, sendo que com a nossa estrutura tarifária monômia e medidores antigos é muito difícil fazer isso; então, também queremos que os contratos de concessão tenham a possibilidade de diferenciação de tarifa”, complementou. 

Desde o âmbito acadêmico, Virginia Parente, da USP, expressou-se sobre o custo extra imposto sobre o sistema pelas energias intermitentes, o qual elas não necessariamente carregam. “A regulação precisa botar o dedo na ferida desses custos que são para a segurança do sistema. Tal segurança é um bem público e precisa ser endereçado e tratado como tal”. O custeio dos investimentos necessários foi um ponto de atenção no discurso da painelista, que conclui indagando: “Como iremos fazer com que os investimentos sejam adequados para o público que está agora ou estará usufruindo desses investimentos no futuro?”. Com essa questão a painelista provocou o público, indicando ser o grande desafio encarado pelo setor.

Tiago de Barros, da RegE Consultoria, mencionou o fato de que a mudança climática e a transição energética não só implicam a renovação da matriz, mas a eletrificação da economia. “Então, vai haver uma mudança de carga, mas uma mudança de carga que vai ser acompanhada de um montante de investimento bastante significativo”, disse. O consultor enfatizou a necessidade de uma mudança de paradigma que permita pensar em valor e em bem-estar social, além de se passar a um modelo de economia de plataforma que une usuários. “A distribuidora já é isso, mas é uma plataforma muito baseada no lado físico. Ela vai ter que se tornar uma plataforma de comunicação e uma plataforma digital”. Tiago destacou que os investimentos adicionais para essa digitalização e modernização não cabem na tarifa de quem paga megawatt/hora. “Aí entra algo que está no modelo trazido pelo Ministério e pela ANEEL para se ter no novo contrato, que é a ideia de as Outras Receitas terem uma participação maior na remuneração desses ativos”, complementou.

Dayanni Grassano, da Equatorial Energia, fez uma reflexão acerca da relevância da rede. “Precisamos ter uma rede adequada para o propósito, pois, sem rede de distribuição, a transição energética não vai acontecer”. Nesse sentido, compartilhou que a Equatorial não pensa apenas em levar a rede para a população, mas também em preparar a rede para os novos entrantes e suas particularidades, além de se preocupar com os reflexos sobre a tarifa. “Estamos na região Norte e Nordeste, áreas onde a tarifa de energia é elevada e o poder aquisitivo é baixo, então temos uma preocupação em relação à capacidade de pagamento do consumidor”, concluiu.

O evento fortaleceu a conexão entre diferentes atores do mercado de energia, permitindo a abertura de debates sobre questões pertinentes à transformação do setor, com vistas não somente aos desafios do futuro, mas principalmente àqueles que já estão presentes na cotidianidade do segmento.

 

Faça o download do policy paper em português aqui.

Sobre ADELAT

Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT posicionou o papel da distribuição para impulsionar a transição energética na VIII Semana de la Energía

ADELAT posicionou o papel da distribuição para impulsionar a transição energética na VIII Semana de la Energía

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina realizou o Side Event “O papel das distribuidoras de energia elétrica para impulsionar a transição energética na América Latina”, no âmbito da VIII Semana de la Energía, organizada pela OLADE em Montevidéu, Uruguai.

O presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa; e o diretor de Estudos, Projetos e Informação da OLADE, José Medardo Cadena Mosquera, abriram o encontro, no qual Acosta Correa destacou a importância de se iniciar de forma tempestiva os investimentos necessários para viabilização da transição energética, combinado com a necessidade de se aumentar a resiliência da rede, “cada vez mais necessária face aos fenómenos climáticos extremos” e enumerou alguns dos últimos acontecimentos ocorridos na Europa e no Brasil.

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, trouxe questões essenciais para repensar os papéis atuais do segmento de distribuição e os macro desafios aos quais é necessário dar uma resposta para avançar em direção às metas de redução de emissões para os próximos anos. 

Amaral mencionou a inovação tecnológica como um ponto chave, pois “a tecnologia muda o nosso comportamento da mesma forma que o nosso comportamento muda a tecnologia, é um círculo virtuoso que se retroalimenta”, disse. Enfatizou na transição de um consumidor “passivo e unidirecional” para um “capacitado, digitalizado, e muito exigente com o serviço de fornecimento de energia elétrica em termos de preço e qualidade,  passando de consumidor a prosumidor”.

Em seguida, o painel, moderado pela Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT, Larissa Cunha, explorou  os desafios regionais envolvidos no processo de transformação energética expresso em mudanças de consumo em termos de eficiência e eletrificação. Em tal processo, o papel protagônico dos operadores de distribuição deve garantir um abastecimento seguro e confiável, além de dispor de uma infraestrutura que contribua com a integralidade das mudanças econômicas, climáticas, sociais, de qualidade e de cobertura do serviço.

Janina Franco, especialista sénior em Energia do Banco Mundial, sublinhou que “o fundamental está em mudar os paradigmas regulatórios”, além de destacar a importância do “papel do consenso”, enquanto Ariel Yépez-García, gerente do setor de Infraestrutura e Energia no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), catalogou como “chave” o trabalho coordenado junto a agências multilaterais com o objetivo de “ajudar as empresas de distribuição a fechar o círculo com boa regulação, boa gestão e a tomada de decisões políticas corretas”

Marcelo Cassin, engenheiro especialista, vice-presidente de Sustentabilidade Financeira e Desenvolvimento Institucional da CIER e professor da Universidade Nacional de Rosário, aprofundou na qualidade e resiliência do fornecimento. Disse que este aspecto “e o melhoramento contínuo têm que estar acompanhados de investimentos sem precedentes”. Javier San Cristóbal, gerente geral da Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE), focou na digitalização e nas tarifas horárias. Ele contou como a empresa fornece 71% de medição inteligente e espera chegar a 75% até o final deste ano. “Isso nos permite uma gestão muito mais otimizada das estações e redes”, explicou. 

Durante o debate manifestaram acordo sobre pontos-chave para a região, tais como uma regulação adequada com tomada de decisões políticas oportunas, medidas para promover a digitalização e um fornecimento seguro e confiável.

Também participaram do encontro pessoas de renome como Túlio Machado Alves (CIER), Marcelino Madrigal (BID), Gustavo Mejia-Ricart (Ministério de Energia e Minas da República Dominicana) y Oliverio Álvarez Alonso (Deloitte Espanha), consultores e jornalistas, entre outros.

Além disso, o presidente da Associação fez parte do painel “Desafios regulatórios e desenho dos mercados energéticos do futuro”, durante o qual afirmou que “a política e regulação energética da região colocam muita ênfase na mudança de tecnologias de geração, cujo aspecto é legítimo, mas falta um ponto, que é a razão pela qual surgiu a ADELAT. “Para tornar esta transição energética uma realidade e garantir os compromissos indicados para 2030, a distribuição precisa mudar de uma rede unidirecional a uma plataforma”, disse.

Os especialistas que acompanharam o painel enfatizaram a importância de se reforçar a qualidade e flexibilidade da rede, os esquemas de perdas e a resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, de modo a direcionar corretamente os investimentos hoje face aos desafios da eletrificação, resposta da demanda,  e integração das energias renováveis ​​conforme Agenda 2030.

A Semana de la Energía foi um espaço enriquecedor e produtivo, de troca de perspectivas e experiências de diferentes áreas sobre o futuro da distribuição de energia elétrica na América Latina. Foram realizadas reuniões com representantes de outras organizações da região e representantes do governo e de entidades como a Diretora de Eletricidade da Secretaria Nacional de Energia do Panamá, Guadalupe González; e a diretora da ANEEL, Agnes Maria de Aragão da Costa. A ADELAT participou também em espaços de discussão sobre  o papel da Comunicação na transição energética. 

Durante a Semana da Energia participaram presencialmente mais de 1.000 representantes de 50 nacionalidades diferentes. A ADELAT reafirma, assim, o seu compromisso de continuar a dinamizar as conversas em torno da transição energética e a importância da construção de uma linguagem comum entre os atores envolvidos.


*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@adelat.com

Inovação, sustentabilidade e mercado são os principais temas do Sendi 2023

 Inovação, sustentabilidade e mercado são os principais temas do Sendi 2023
Maior evento de distribuição de energia da América Latina vai apresentar assuntos indispensáveis para serem debatidos entre atores do segmento

Por: Equipe SENDI 2023

Inovação, sustentabilidade e mercado: esses são os principais temas que serão debatidos durante os três dias do Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023, que será realizado de 7 a 10 de novembro, no Espírito Santo. 

O maior evento de distribuição de energia da América Latina, realizado pelo Instituto Abradee e que tem a EDP como empresa anfitriã, pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização também são relevantes para o segmento, pois dizem respeito à transição energética.

O coordenador do Sendi, Vilmar de Abreu, reforça que ao debater inovação em uma das mesas do evento, a intenção é discutir oportunidades de fontes e serviços alternativos que poderão ser oferecidos para proporcionar um salto de qualidade na experiência do cliente. “O objetivo é também apresentar tendências que inspirem mudanças no setor elétrico e atrair investimentos para pesquisa e desenvolvimento, a fim de impulsionar inovação e startups, em contexto de modernização setorial”, acrescenta.

Para ampliar o debate, além da programação com palestrantes renomados, as 21 startups selecionadas para o Sendi 2023 terão a oportunidade única de apresentar suas soluções inovadoras e disruptivas para o segmento. Com suas apresentações, elas vão poder estabelecer novas parcerias, networking e ter acesso a investidores.

Já ao abordar sobre sustentabilidade, o seminário pretende falar dos desafios técnicos de expansão, operação, confiabilidade e qualidade da rede de distribuição diante do crescimento exponencial da geração distribuída e dos impactos climáticos. 

“A adaptação climática do setor de energia, considerando a transição energética e a necessidade de descarbonização para uma gestão ambiental sustentável, é essencial e precisa ser colocada em prática cada vez mais. Por isso, palestrantes também terão como foco levantar ideias sobre como garantir financiamento para o setor diante do desafio do salto tecnológico necessário, com remuneração adequada do investidor e tarifas justas”, disse o coordenador do Sendi.

Outro tema importante para o setor de energia é a liberalização do mercado. Por isso, o Sendi busca discutir a abertura de mercado, que pressupõe uma série de condicionantes e regulamentações intermediárias para que a migração de consumidores seja feita de forma sustentável aos negócios, garantindo segurança jurídica e estabilidade regulatória. 

 

O Sendi

O Sendi é o maior evento de distribuição de energia da América Latina e pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização são relevantes para o setor, pois dizem respeito à transição energética.

Realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, pelo Instituto Abradee e tendo a EDP como anfitriã, o Sendi 2023 ocupará mais de 20 mil metros quadrados, no Parque de Exposições de Carapina, e abrigará a ExpoSendi, uma exposição do segmento de energia; uma arena silenciosa com palestras simultâneas de especialistas renomados, apresentação de trabalhos técnicos, o espaço Inovação e o Rodeio Nacional dos Eletricistas.

O eixo central do evento será o ESG (Environmental, Social and Governance), abordando cases e práticas ambientais, sociais e de governança, com temas relacionados às macrotendências de transformação do setor de energia. Em pauta, conteúdos como gestão inteligente da rede; soluções para clientes; tendências e fomento à inovação; sustentabilidade do negócio UND; e liberalização do mercado. 

SERVIÇO

XXIV Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023 

Data: 7 a 10 de novembro de 2023 

Local: Pavilhão de Carapina, no Espírito Santo

Atrações: ExpoSendi; seminários com palestrantes nacionais e internacionais; apresentação de trabalhos técnicos e de startups e seus trabalhos de inovação; Rodeio Nacional dos Eletricistas; Carta de Vitoria, entre outros

Informações e inscrições: www.sendi.org.br

Realização: Instituto Abradee e EDP 

 

Sobre o Sendi 

Realizado a cada dois anos, o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) é o maior evento de distribuição de energia elétrica da América Latina e acontece desde 1962. O encontro é palco para apresentação e discussão de tendências do setor, promoção da inovação e desenvolvimento, troca de experiências entre empresas distribuidoras, geração de negócios e networking. O XXIV Sendi ocorre entre os dias 7 e 10 de novembro, no Espírito Santo. 

Sobre a Abradee 

A Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), organizadora do evento, atua há 47 anos no desenvolvimento do setor de distribuição de energia elétrica brasileiro e reúne 39 concessionárias em todo o país, atendendo 99,6% dos consumidores. Agente efetiva do desenvolvimento do setor elétrico, a Abradee tem como missão contribuir para um setor de distribuição de energia elétrica sustentável e eficiente, com serviços de qualidade reconhecida pelos clientes.  

Sobre a EDP 

Presente há mais de 25 anos no país, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. Com mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, a Companhia tem negócios em Geração, Transmissão, e Soluções em Serviços de Energia voltados ao mercado B2B, como geração solar, mobilidade elétrica e mercado livre de energia. Em Distribuição, atende cerca de 3,6 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina. Em 2022, foi eleita pelo terceiro ano consecutivo a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em ESG, ocupando, em 2021 e 2022, o primeiro lugar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, no qual figura há 17 anos. 

Alessandra Amaral é a nova diretora executiva da ADELAT

Alessandra Amaral é a nova diretora executiva da ADELAT

Alessandra Amaral foi eleita nova diretora executiva da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina pela Assembleia Geral de Associados após processo realizado por um Comitê de Especialistas criado especialmente para avaliação dos candidatos.

Amaral possui mais de 30 anos de experiência em mineração, serviços públicos e bens de consumo. Além disso, é líder no setor de P&L com uma carreira diversificada que vai desde o âmbito privado ao público, em empresas de diversos portes.

Durante os últimos 20 anos, se desenvolveu no setor de energia, sendo responsável pela direção de unidades de negócios de Geração e Comercialização de Energia Elétrica. No setor de distribuição, foi responsável pelo planejamento de mercado e compra de energia na Energisa e Light, onde seu último cargo foi vice-presidente de Geração, Marketing, Novos Negócios e Assuntos Regulatórios.

Durante sua carreira profissional ocupou diversos espaços institucionais em organizações como ABRACEEL (Associação Brasileira de Comercializadoras de Energia), ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), APINE (Associação Brasileira de Geradores Independentes), ONS (Associação Brasileira de Operadores Sistema) e Norte Energia.

“Nesta etapa da minha carreira profissional, formar parte da ADELAT é um grande reconhecimento e um enorme desafio. Temos a construção de conhecimento por diante, para impulsionar a transição energética na região e por em valor o papel das distribuidoras de energia elétrica como protagonistas de um novo paradigma”, afirmou Amaral.

O presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa, destacou: “Estamos muito entusiasmados com a chegada de Alessandra à nossa Associação e confiamos que nossa visão compartilhada continuará a ser construída dia a dia, baseada no carisma, compromisso e ampla experiência que identificamos nela. ”

Na ADELAT damos as boas-vindas à Alessandra e celebramos a sua incorporação. Com a sua sólida experiência, será uma peça fundamental para liderar o trabalho que realizamos rumo à transição energética e, neste contexto, continuar a gerar novos intercâmbios e oportunidades entre os nossos associados, consultores especializados, organizações multilaterais e outros atores relevantes.

 

*Para mais informações, entrar em contato com  comunicacion@adelat.com 

 

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

 

ADELAT e ISCI realizam enriquecedor debate sobre a matriz energética chilena e o papel chave da distribuição de energia elétrica

ADELAT e ISCI realizam enriquecedor debate sobre a matriz energética chilena e o papel chave da distribuição de energia elétrica

A Associação de Distribuidores de Eletricidade da América Latina e o Instituto de Sistemas Complexos de Engenharia realizaram a edição do debate “Desafios da distribuição elétrica para a transição energética em Latinoamérica” na Universidade do Chile, Santiago.

Nesta ocasião, importantes profissionais discutiram marcos regulatórios e aspectos de grande importância para o presente e o futuro da região no contexto das mudanças que estão surgindo e surgirão no setor.

A abertura ficou a cargo do presidente da ADELAT, David Felipe Acosta, que indicou: “A transformação deve ser um compromisso de todos os países e a América Latina não deve ficar para trás”. “Essa transição energética tem duas variáveis ​​fundamentais para garantir a viabilidade do processo: a eletrificação da demanda e o desenvolvimento, modernização e adaptação da rede elétrica”, acrescentou.

Seguidamente, o diretor executivo da Associação, Ignacio Santelices, falou sobre os principais desafios para a distribuição de energia elétrica do futuro e as diretrizes do paper apresentado na ocasião. Apontou que “a transição energética trará grandes benefícios sociais, económicos e ambientais” e que “é essencial avançar juntos para incorporação das energias renováveis ​​e incremento da electrificação, por isso é fundamental modernizar a distribuição”.

O evento contou com uma excelente apresentação do chefe do departamento de Energias Sustentáveis ​​do Ministério de Energia do Chile, Mauricio Riveros Rodríguez, que falou sobre política energética a nível nacional. A sua apresentação baseou-se na necessidade de descarbonizar o sistema elétrico, ter a distribuição como infraestrutura habilitante da conexão e gestão dos recursos energéticos e colocar o usuário no centro da transformação.

O representante do Ministério explicou que os objetivos que perseguem são promover que os usuários finais usufruam dos benefícios e economias associados à transição energética; promover a manutenção do conforto energético acessível aos usuários; e incentivar uma experiência inclusiva e participativa, com melhor acesso às informações para a tomada de decisão pelos consumidores.

Em seguida, aconteceu o painel “Promover a modernização da distribuição elétrica”, do qual também fez parte o Sr. Riveros Rodríguez. O painel de discussão foi moderado por Larissa Cunha, Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT.

Ali, o secretário executivo da Comissão Nacional de Energia, Marco Mancilla, iniciou o painel destacando o consenso que existe em termos técnicos sobre a clara necessidade de reformar o esquema de distribuição, incluindo a medição inteligente. O secretário afirmou que “uma mudança regulatória no caso chileno é muito necessária para o futuro desenvolvimento das redes elétricas”. Acrescentou que “para isso são necessárias duas reformas estruturais no longo prazo: uma na geração, focada no mercado atacadista, e outra na distribuição”. “Isso foi declarado e vamos avançar até lá”, concluiu.

A chefe de Network Development da Enel Chile, Paola Carrasco, participou do painel e disse que “o desafio é conseguir ter um planejamento coordenado e dar segurança às empresas prestadoras do serviço público”. “A transição energética deve mostrar equidade, por isso é necessário assumir o controle e atender as novas conexões e as já existentes que se eletrificam cada dia mais”, considerou. 

Por último, o acadêmico da Universidade do Chile e investigador do ISCI, Rodrigo Moreno, destacou que é fundamental avançar em uma regulamentação que incentive as empresas a realizar investimentos e a entregar serviços que sejam valorizados pela sociedade. “As mudanças devem ter o consumidor como prioridade”, acrescentou.

Para concluir, David Felipe Acosta agradeceu a todos os painelistas e expositores e expressou: “Estamos satisfeitos de que, a partir da ADELAT, possamos promover estes espaços para discutir e encontrar soluções para os dilemas que surgem em questões energéticas em cada país”.

“Temos a obrigação de cooperar com associações e autoridades locais na construção deste cálculo de custo/benefício para o consumidor, colocando a demanda no centro. Reforçamos a importância de que as distribuidoras tenham essa margem de manobra para testar os melhores investimentos e que é um de nossos propósitos priorizar junto às autoridades quais são os investimentos necessários de acordo com a dinâmica de cada mercado“, finalizou.

O debate foi muito útil para pensar sobre como se atravessa a transição energética na região e pôr em comum boas práticas, princípios e diretrizes regulatórias.

O objetivo da discussão foi apresentar os resultados da pesquisa “Desafios e aperfeiçoamento regulatórios da distribuição elétrica para a transição energética latino-americana”, da qual participaram diretamente especialistas do Chile, Brasil e Colômbia.  Estudo do qual participou Rodrigo Moreno, pesquisador e líder da linha de pesquisa dedicada à energia no ISCI.

ADELAT e ISCI se unem para analisar os desafios da distribuição elétrica

ADELAT e ISCI se unem para analisar os desafios da distribuição elétrica

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica e o Instituto de Sistemas Complexos de Engenharia realizarão a edição chilena do debate “Desafios e regulamentações da distribuição de eletricidade para a transição energética latino-americana”.

O evento será realizado no dia 29 de agosto às 9h (GMT-4) na Universidade do Chile e será transmitido a todos os interessados via Zoom. Participarão autoridades governamentais, especialistas do setor e representantes das principais empresas de energia e será aberto ao público.

O evento será aberto pelo presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa; o diretor executivo, Ignacio Santelices, que apresentará o documento de orientação elaborado pela Associação; e Matías Negrete, acadêmico da Pontifícia Universidade Católica do Chile e pesquisador do ISCI. Ele contará com uma apresentação especial de Mauricio Riveros, chefe da divisão de Energias Sustentáveis ​​do Ministério de Energia do Chile.

Também vão participar do debate Marco Mancilla, Secretário Executivo da CNE; Rodrigo Moreno, acadêmico da Universidade do Chile e pesquisador do ISCI; Maurício Riveros; e Paola Carrasco, gerente de desenvolvimento de redes da Enel. A moderação ficará a cargo de Larissa Cunha, Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT.

 A reunião examinará marcos regulatórios e aspectos de grande importância para o presente e o futuro da região no marco da transição energética. O cenário chileno será analisado em profundidade. O principal objetivo é promover o crescimento e o progresso nesses pontos chave para alcançar uma abordagem que maximize os benefícios sociais dos investimentos e alcance sistemas de distribuição de eletricidade modernos, resilientes e flexíveis.

Também será explorada a necessidade de consolidar o novo papel das distribuidoras de eletricidade como Operadoras do Sistema de Distribuição para adaptar e tornar mais eficiente a transição energética na América Latina.

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