Geração distribuída: ADELAT propõe um quadro regulatório sustentável para as redes do futuro

Geração distribuída: ADELAT propõe um quadro regulatório sustentável para as redes do futuro

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT) lançou o DSO Brief “Geração Distribuída: Rumo a um Modelo Regulatório Sustentável para a Distribuição de Energia Elétrica”, um documento que analisa a expansão da geração distribuída (GD) na América Latina e no Caribe e suas implicações para o modelo de distribuição de energia elétrica.

O relatório aborda os principais desafios técnicos, econômicos e regulatórios associados à integração da geração distribuída (GD), com base em seus efeitos na operação das redes, na sustentabilidade do serviço e no planejamento da infraestrutura. Também destaca as oportunidades que oferece para modernizar a rede, melhorar a flexibilidade do sistema e fortalecer o relacionamento com os usuários.

Este documento foi apresentado no último encontro da série Voz Especializada, que reuniu figuras de destaque do setor. Entre os palestrantes estavam Fernando Zaquine, sócio e gerente de projetos da CALDEN Consultoría (Brasil); Roland Luza, gerente adjunto de Pequena Demanda da EDESA (Argentina); Guilherme Chrispim, diretor da S2 Latam (Brasil); e Félix Canales, chefe de Gestão Regulatória da Comissão Nacional de Energia (Chile), que compartilharam experiências e perspectivas sobre como as distribuidoras podem se transformar em gestoras ativas dentro do novo ecossistema energético.

A geração distribuída, especialmente a solar fotovoltaica, tornou-se um dos fenômenos mais transformadores no setor elétrico. Na América Latina e no Caribe, sua expansão está se acelerando, impulsionada pela redução dos custos da tecnologia, pela conscientização ambiental e pelo interesse dos usuários em participar ativamente da gestão de sua energia.

No entanto, seu avanço apresenta desafios significativos. A geração distribuída (GD) transforma redes passivas em sistemas ativos, nos quais as distribuidoras de energia elétrica devem equilibrar a variabilidade, manter a qualidade do fornecimento e coordenar os recursos distribuídos de forma eficiente e segura. Este estudo examina os desafios técnicos, econômicos e regulatórios envolvidos nesse processo, bem como as novas demandas de planejamento, controle e modernização necessárias.

A integração adequada dessa nova realidade exige inovação tecnológica em armazenamento distribuído, digitalização e redes inteligentes, juntamente com uma profunda evolução regulatória. Os marcos regulatórios tradicionais devem se adaptar para reconhecer o valor da flexibilidade, resiliência e serviços de rede que os recursos distribuídos proporcionam.

Em suma, garantir o desenvolvimento sustentável da geração distribuída exige o fortalecimento do papel técnico, operacional e econômico das empresas de distribuição. Somente com marcos regulatórios que reconheçam sua função como garantidoras da estabilidade, equidade e sustentabilidade do sistema elétrico será possível avançar rumo a uma transição energética segura, inclusiva e consistente, alinhada às capacidades reais das redes.

*Para mais informações ou matéria de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com 

Expertos del sector eléctrico debatieron sobre el nuevo paradigma normativo ante el impacto del cambio climático

Expertos del sector eléctrico debatieron sobre el nuevo paradigma normativo ante el impacto del cambio climático

Con el aumento de tormentas, olas de calor e inundaciones en la región, las principales distribuidoras de energía de América Latina advirtieron la necesidad de incorporar la resiliencia climática como un eje explícito en la regulación del sector.

Durante la Jornada de Resiliencia en la Distribución Eléctrica en América Latina, organizada por la Asociación de Distribuidoras de Energía Eléctrica Latinoamericanas (ADELAT) y Equatorial Energia (Brasil), con el apoyo de ABRADEE, especialistas y autoridades regulatorias debatieron cómo adaptar los marcos normativos a una realidad donde los eventos climáticos extremos se multiplican.

Según el estudio de ADELAT “La resiliencia de los sistemas de distribución eléctrica: Recomendaciones para un nuevo paradigma regulatorio” (2024), cada dólar invertido en infraestructura resiliente puede ahorrar hasta seis dólares en reparación y pérdidas.

El documento señala que gran parte de las redes eléctricas de la región fueron diseñadas bajo condiciones que ya no se corresponden con la nueva realidad climática, por lo que urge modernizar la planificación, la inversión y la respuesta operativa desde la regulación.

Durante las misiones técnicas en Argentina y Chile, los participantes intercambiaron experiencias sobre gestión de emergencias, automatización de redes y monitoreo meteorológico, y debatieron cómo los entes reguladores pueden incentivar inversiones preventivas y reconocer los costos asociados a la resiliencia.

En este sentido, Lázaro Soares, superintendente de Regulación de Servicio y Conformidad Regulatoria de Equatorial Energia, presentó el Proyecto Horus, que integra la previsión climática en la planificación operativa y regulatoria en Brasil, promoviendo un marco normativo que recompense la inversión anticipada.

El Grupo Enel, por su parte, expuso modelos europeos que ya aplican incentivos regulatorios y métricas de desempeño frente a eventos climáticos severos, con el ejemplo del sistema italiano como referencia.

“La resiliencia ya no es un concepto futuro: es una necesidad presente para garantizar la continuidad y calidad del suministro”, afirmó Alessandra Amaral, presidenta ejecutiva de ADELAT, quien destacó que la cooperación regional será clave para construir regulaciones más adaptativas y proactivas.

El encuentro concluyó con el compromiso de avanzar hacia una agenda regional que articule innovación tecnológica, capacitación y marcos regulatorios flexibles, integrando a empresas, academia y organismos públicos.

 

Fuente: Mejor Energía

Geração Distribuída: Eixo do Novo Encontro do Ciclo de Webinars Voz Experta ADELAT

Geração Distribuída: Eixo do Novo Encontro do Ciclo de Webinars Voz Experta ADELAT

A Geração Distribuída está transformando a forma como a energia é produzida e gerenciada na América Latina. Para analisar os aspectos técnicos, regulatórios e econômicos que acompanham essa mudança, a ADELAT está organizando um novo encontro do ciclo Voz Experta, que reunirá referências do setor em 19 de novembro.

Com o título “Geração Distribuída: rumo a um modelo regulatório sustentável para a distribuição elétrica“, o webinar abordará os principais marcos normativos e tendências que moldam esse fenômeno na região, com um olhar comparativo entre diferentes países.

O evento, que será realizado via Zoom, com tradução simultânea em espanhol e português, servirá também como antecipação do lançamento do estudo elaborado pelos associados da ADELAT sobre o mesmo tema.

Participarão como painelistas o sócio e gerente de projetos na CALDEN Consultoría (Brasil), Fernando Zaquine; o subgerente de Pequenas Demandas da EDESA (Argentina), Roland Luza; o Diretor da S2 Latam (Brasil), Guilherme Chrispim; e o chefe de Gestão Regulatória da Comisión Nacional de Energía (Chile), Félix Canales, que compartilharão experiências e visões sobre como as distribuidoras podem se transformar em gestoras ativas dentro do novo ecossistema energético.

A Geração Distribuída se consolida como um pilar chave da transição energética, impulsionada pela redução de custos tecnológicos e pela participação ativa dos usuários. Neste contexto, as distribuidoras enfrentam o desafio e a oportunidade de redefinir seu papel em um cenário que exige inovação, sustentabilidade e visão de longo prazo.

Durante o encontro, serão analisados os desafios impostos pela operação de redes mais complexas e bidirecionais, a necessidade de novos investimentos e as oportunidades que se abrem para fortalecer a eficiência, resiliência e flexibilidade do sistema.

Para se inscrever e fazer parte do diálogo regional sobre o futuro do setor, acesse aqui: https://lnkd.in/d6a9BpnU

 

*Para mais informações ou notas de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com






 

A ADELAT e o Fórum Latino-Americano de Smart Grid assinaram um acordo de cooperação

A ADELAT e o Fórum Latino-Americano de Smart Grid assinaram um acordo de cooperação

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT) e o Fórum Latino-Americano de Redes Inteligentes (Smart Grid Fórum) celebraram um acordo de cooperação técnica, científica e consultiva para promover a modernização das redes elétricas da região.

O Smart Grid Fórum é uma iniciativa da Eco Engenharia e Energia Ltda. (ECOEE), uma empresa de consultoria estratégica e de negócios focada no setor de energia, fundada em 2007 para fornecer soluções baseadas em melhores práticas, conhecimento regulatório e aplicação de novas tecnologias.

O Fórum atua há 18 anos com o objetivo de facilitar a implementação de tecnologias inovadoras e sustentáveis ​​para o setor energético do Brasil e do resto dos países da América Latina. Entre outras atividades, organiza um evento anual que reúne empresas, reguladores, especialistas e instituições de pesquisa nas áreas de transição energética, digitalização e sustentabilidade.

A aliança com a ADELAT prevê a colaboração contínua na produção de publicações, estudos, treinamentos e webinars, com o objetivo final de gerar sinergias entre as duas entidades que lhes permitam potenciar o seu trabalho e desenvolver projetos em conjunto.

A presidenta executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, enfatizou que o acordo representa uma oportunidade para fortalecer o desempenho dos distribuidores latino-americanos em áreas como regulamentação inteligente, inovação tecnológica e eficiência operacional. “Juntos, poderemos impulsionar o intercâmbio de conhecimento e promover iniciativas regionais de grande impacto”,  afirmou.

Cyro Vicente Boccuzzi, presidente do Smart Grid Fórum e diretor da ECOEE, descreveu o acordo como “um passo estratégico” para se aproximar às distribuidoras e entidades que lideram a transição energética. “Vamos atuar juntos na elaboração de políticas públicas, na formação técnica e em ações que gerem resultados concretos para o avanço da digitalização e da modernização das redes”, enfatizou.

Este acordo formaliza a parceria estratégica entre a ADELAT e o Smart Grid Fórum por um período inicial de três anos. Estamos confiantes de que, durante esse tempo, o esforço e compromisso conjuntos se traduziram em resultados significativos na transformação energética da região.

Para mais informações, entre em contato com comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

 

Setor elétrico chega a consenso sobre necessidade de abertura de mercado

Setor elétrico chega a consenso sobre necessidade de abertura de mercado

 

Fórum das Associações do Setor Elétrico mapeou 28 propostas na MP 1.304 que têm apoio de associações de classe.

O setor elétrico mapeou 28 propostas que são consenso entre as associações da classe em relação à MP (medida provisória) 1.304, que propõe uma reforma do setor.

O mapeamento foi conduzido pelo FASE (Fórum das Associações do Setor Elétrico), com suporte técnico da consultoria Volt Robotics.

O documento já foi entregue ao relator da MP 1.304, o senador Eduardo Braga (MDB-AM). A expectativa é de que o relatório seja lido na comissão especial na próxima terça-feira (28).

O consenso construído entre geradores, transmissores, distribuidores, comercializadores, consumidores e fabricantes convergem em torno de três eixos estratégicos: Abertura de mercado com governança sólida; Racionalidade econômica e responsabilidade fiscal; Previsibilidade institucional, modernização tarifária e novos mecanismos de eficiência no setor elétrico.

Veja:

  • A abertura plena de mercado, acompanhada de separação contábil e tarifária entre distribuição e comercialização, o que possibilitaria uma melhor competição no setor;
  • A criação de tarifas modernas, sinais de preço consistentes com a operação, e a valorização da flexibilidade operativa;
  • O fortalecimento das agências reguladoras e a proteção de sua autonomia, o que assegura previsibilidade institucional;
  • O redesenho do financiamento setorial – com o teto da CDE, diversificação de fontes e vinculação de políticas públicas ao orçamento da União – o que traria racionalidade fiscal e tarifária para um sistema pressionado por subsídios e encargos.

Na adoção de tarifas inteligentes e sinais de preço, o consumidor sabe em qual horário do dia o custo da geração de energia é mais caro e mais barato, explica o presidente do FASE, Mário Menel.

Dessa forma, há a criação de estímulos aos consumidores, evitando uma sobrecarga voluntária ao sistema.

Durante o dia, o custo da energia costuma ser mais barato porque o sistema elétrico é alimentado por usinas solares e eólicas e baixo consumo, uma vez que as pessoas estão, em geral, fora de casa. Quando anoitece, o sistema para de ser abastecido por usinas solares e há um pico de consumo porque é horário que as pessoas costumam voltar para casa.

“Consenso não significa unanimidade. Se olhar capítulo de autoprodução [por exemplo], há associações que não estão 100% de acordo, mas em benefício de convergir, abre mão para que tenha os princípios elementares do negócio de cada um sejam respeitados”, disse Mário Menel a jornalistas nesta segunda-feira (27).

Abertura de mercado
A MP assegura aos consumidores o direito de escolher o seu fornecedor de energia elétrica. A proposta beneficia pequenos estabelecimentos, como padarias e restaurantes, além de residências e daqueles que já participam do mercado livre de energia.

A abertura gradual desse mercado está prevista para começar em agosto de 2026, contemplando a indústria e o comércio e, posteriormente, em dezembro de 2027, os demais consumidores.

Os geradores, transmissores, distribuidores, comercializadores, consumidores e fabricantes do setor elétrico são favoráveis à abertura de mercado. Em relação à esse eixo, há consenso em relação às medidas:

  • Abertura plena do mercado para baixa tensão (93,8% de apoio);
  • Separação contábil e tarifária entre distribuição e comercialização (100% de apoio);
  • Criação do Suprimento de Última Instância (93,3% de apoio);
  • Disciplina para migração e permanência no mercado livre (86,7% de apoio).
  • Racionalidade econômica
  • A MP 1.304 também limita o repasse de custos da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para as tarifas.

A CDE é um fundo setorial que financia diversas políticas públicas com recursos de subsídios privados, como Tarifa Social de Energia Elétrica e o Programa Luz para Todos. Na prática, os benefícios concedidos às iniciativas são distribuídos para a conta de luz paga pela população em geral.

Diante disso, as entidades defendem um teto da CDE, de modo a reduzir os repasses aos consumidores gerais. Dessa forma, o que exceder esse teto, será pago pela própria categoria.

Veja as propostas de consenso no setor:

  • Teto da CDE e Encargo de Complemento de Recursos;
  • Diversificação das fontes de custeio da CDE;
  • Criação do Marco de Responsabilidade Tarifária, proposta que prevê mecanismos de controle e maior transparência na concessão deste benefício;
  • Eliminação de distorções no rateio de encargos e critérios tarifários.
  • Previsibilidade institucional


Nesse eixo, as associações chegaram a um consenso sobre os seguintes princípios:

  • autonomia orçamentária das agências;
  • tarifas modernas, como horária, multipartes e locacionais;
  • aperfeiçoamento da autoprodução de energia;
  • Introdução do agente armazenador como instrumento de flexibilidade sistêmica, permitindo a incorporação de sistemas de armazenamento, incluindo usinas reversíveis, como ferramenta para apoiar a transição energética sustentável;
  • Aprimoramentos na formação de preços;
  • Contratação de flexibilidade para segurança do sistema.


Rejeição
Por outro lado, o setor também chegou a um consenso sobre os pontos que desagradam o setor. Ao todo, há 18 dispositivos rejeitados. Entre eles, estão propostas que geram novos subsídios sem fonte orçamentária, medidas que retroagem aos direitos adquiridos ou criam riscos jurídicos.

No tópico “direitos adquiridos”, o principal ponto de divergência é em relação ao prazo para 31 de dezembro de 2025 para o fim de descontos nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição incidentes no consumo de energia elétrica. O encerramento do benefício atinge grandes indústrias.

Na avaliação das entidades consultadas, o fim do chamado “desconto no fio” traz insegurança jurídica para o setor elétrico.

O documento é referendado por 20 associações que representam geração, transmissão, distribuição, comercialização e fabricantes de energia. São signatárias:

ABCE (Associação Brasileira das Companhias de Energia Elétrica):
Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial);
Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia);
Abiape (Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia);
ABiogás (Associação Brasileira do Biogás);
ABIHV (Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde);
Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres);
Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia);
Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica);
Abrademp (Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia de Menor Porte);
Abrage (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica);
Abrate (Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica);
Abren (Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos);
Adelat (Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas);
Anace (Associação Nacional dos Consumidores de Energia);
ANE (Academia Nacional de Engenharia);
Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia);
UTCAL (Utilities Telecom & Technology Council América Latina);
WEC (World Energy Council).

Fuente: CNN Brasil

Distribuidoras piden ajustes al nuevo esquema de licitaciones peruano para gestionar mejor la demanda futura

Distribuidoras piden ajustes al nuevo esquema de licitaciones peruano para gestionar mejor la demanda futura

La presidenta ejecutiva de ADELAT, Alessandra Amaral, advierte que la regulación del nuevo sistema de contrataciones en Perú tras la Ley 32249 impone obligaciones sin control a las distribuidoras, las cuales deberán prever su demanda a diez años bajo un esquema rígido que podría generar sobrecontratación. Con el crecimiento de los data centers y la generación distribuida, las empresas piden mayor flexibilidad para planificar el abastecimiento.

Con la promulgación de la Ley 32249, Perú introdujo la reforma más significativa para su sector eléctrico desde 2006. Esta ley establece un nuevo régimen de licitaciones para el abastecimiento del mercado regulado, pero desde la Asociación de Distribuidores de Energía Eléctrica Latinoamericanas (ADELAT) cuestionan la forma en que se está diseñando el reglamento.

En diálogo con Energía EstratégicaAlessandra Amaral, presidenta ejecutiva de la entidad, fue clara: “Los efectos de una sobrecontratación son totalmente asumidos por los distribuidores”.

Una de las principales preocupaciones de ADELAT recae en el papel que se le asigna a OSINERGMIN dentro del reglamento. De acuerdo con Amaral, se le otorgan facultades excesivas al ente regulador, incluyendo la posibilidad de definir qué, cómo, cuánto y cuándo licitar. Sin embargo, “las consecuencias de estas decisiones son asumidas por los distribuidores”, sostuvo.

Según explicó, si el plan de demanda propuesto por una distribuidora no es aprobado, el regulador puede modificarlo, pero los efectos financieros y operativos —como la sobrecontratación— recaen en las distribuidoras.

En ese sentido, el diseño del esquema pone en tensión la capacidad de planificación de las empresas frente a un escenario energético en plena transformación tecnológica. Amaral resumió que «pasa a ser muy complicado para la gestión de los distribuidores”, en referencia al sistema tipo take or pay, que obliga a pagar por energía contratada independientemente de si fue consumida.

El modelo obliga a las distribuidoras a proyectar su demanda para los próximos diez años, y a presentar un Programa de Licitaciones (PL) antes del 31 de octubre de cada año. En dicho plan se deben incluir estimaciones de demanda, cronogramas de contratación, contratos vigentes y necesidades por bloques. Pero el problema, según ADELAT, no es solo el horizonte temporal sino la rigidez del sistema.

“Hay muchos cambios en el sector eléctrico, con la entrada de nuevas tecnologías, recursos energéticos distribuidos, generación distribuida y centros de datos. Todo esto cambia la demanda rápidamente”, argumentó la presidenta ejecutiva de ADELAT.

El esquema está estructurado para que las licitaciones cubran porcentajes decrecientes de la demanda total en ese horizonte de diez años. En el primer año debe cubrirse el 100% de la demanda, en el segundo el 90%, y así progresivamente hasta llegar al 30% en el año diez. Cabe recordar que Energía Estratégica y Future Energy Summit lanzaron un reporte gratuito sobre el mercado renovable peruano  incluye análisis especializado y exclusivo, que ofrece datos, cartera de proyectos, visión integral del mercado y herramientas para la toma de decisiones estratégicas.

Este sistema, similar al chileno, establece tres tipos de licitaciones: largo plazo (hasta 15 años), mediano plazo (hasta 5 años) y corto plazo (hasta 3 años), con períodos mínimos de carencia en cada caso. Las licitaciones son obligatorias y deben realizarse anualmente. Además, el reglamento establece que no más del 40% de la demanda puede ser cubierta por licitaciones de corto o largo plazo, buscando evitar la sobrecontratación.

Sin embargo, Amaral advirtió que, pese a la inspiración chilena, el sistema no contempla la flexibilidad operativa que requieren las distribuidoras. “Prever un mercado a diez años y una contratación de largo plazo puede no ser la mejor alternativa en este momento”, aseguró. Por eso, desde ADELAT proponen mantener y ampliar el uso de contratos bilaterales, que el reglamento restringe a situaciones excepcionales, como licitaciones desiertas.

Además de la flexibilidad, otro reclamo central es la participación real de las distribuidoras en la toma de decisiones regulatorias. “Los órganos reguladores deben escuchar de una manera activa y empática a los distribuidores”, enfatizó Amaral.

En paralelo, desde la asociación subrayan que el éxito del nuevo modelo dependerá de su capacidad de atraer inversiones a lo largo de toda la cadena del sector eléctrico: generación, transmisión, distribución y comercialización. Y para eso, el modelo debe ser sostenible, claro y confiable. “Es necesario escuchar a todos los actores involucrados. No solo para la regulación de las licitaciones, sino también de la generación distribuida, la medición inteligente y los servicios complementarios”, subrayó  la ejecutiva.

Uno de los aspectos que genera mayor incertidumbre es el impacto del nuevo sistema en los activos de generación existentes en las zonas de concesión. Según el reglamento, incluso las plantas ya en operación deberán pasar por procesos de licitación. Si no son adjudicadas, deberán ser apagadas. Para ADELAT, este punto “podría tener un perfeccionamiento”, ya que desincentiva la eficiencia operativa de activos existentes.

En este contexto, Amaral remarca la importancia de mirar la experiencia de otros países para evitar errores. “Si Brasil tuviera que empezar otra vez con la generación distribuida, algunas medidas serían tomadas de otra manera”, reflexiona. En el país vecino se implementaron esquemas de gobernanza progresiva y reconocimiento de inversiones reales, con metodologías de costos eficientes. Chile, por su parte, ha avanzado en licitaciones, generación solar y medición inteligente, aunque también enfrenta desafíos que Perú puede anticipar.

La presidenta ejecutiva de ADELAT también plantea que se debe discutir hasta qué punto los incentivos a las tecnologías no convencionales son todavía necesarios. “Necesitamos verificar si los renovables ya no se han vuelto competitivos o si requieren más incentivos hoy para su desarrollo”, planteó, destacando que cualquier subsidio mal calibrado puede ser oneroso.

Finalmente, Amaral expresó que la expectativa del sector está puesta en que el reglamento pueda definirse de forma participativa. “Todos esperan que la reglamentación de las licitaciones se finalice, pero que tenga una etapa de diálogo bien directo y bien participativo con las distribuidoras y todos los actores”, aseguró.

Por lo que la expectativa es que Perú pueda convocar sus primeras licitaciones bajo este nuevo régimen durante el próximo año, marcando así un hito en su política energética.

 

Fuente: Energía Estratégica 

A ADELAT expande sua rede de alianças tecnológicas com a incorporação da ODIN I.A.

A ADELAT expande sua rede de alianças tecnológicas com a incorporação da ODIN I.A.

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT) e a empresa argentina ODIN I.A. assinaram um acordo de colaboração para promover e incentivar a adoção da Inteligência Artificial, um fator estratégico que deve ser totalmente aproveitado para modernizar as redes de distribuição da região e tornar suas operadoras mais eficientes.

Há mais de 17 anos, a ODIN I.A. se especializa no desenvolvimento tecnológico de processos de distribuição de energia elétrica, sendo pioneira em inteligência artificial para o setor. Seu objetivo é ser líder no apoio a empresas no processo de digitalização e implementação por meio do uso estratégico de IA em múltiplas plataformas, com soluções personalizadas que facilitem a gestão e as operações.

Seus principais serviços em Inteligência Artificial incluem: consultoria em visão e estratégia para gestão executiva, desenvolvimento de modelos personalizados, Machine Learning, implementação de sistemas RAG, desenvolvimento e implantação de agentes de I.A., desenvolvimento de soluções e plataformas web personalizadas, digitalização e otimização de processos por meio de I.A., formação de equipes externas de P&D, exploração de oportunidades de otimização e terceirização de equipes e projetos (staff augmentation).

Sua base de operações está na província de Entre Ríos, onde lidera a transformação das cooperativas elétricas da região por meio de I.A. Também assessora a Empresa Provincial de Energia de Santa Fé (EPE) e está desenvolvendo um projeto de eficiência energética de alto impacto para municípios por meio do Conselho Federal de Investimentos.

Este acordo se soma à lista de acordos de cooperação firmados pela ADELAT por meio do Programa de Alianças Tecnológicas, cujo objetivo é promover a troca de conhecimento entre a Associação e empresas interessadas em promover o papel das distribuidoras de energia elétrica como impulsionadoras da transição energética da região.

A incorporação da ODIN I.A. a este Programa é uma ótima notícia para a Associação, que celebra e agradece a confiança demonstrada por empresas comprometidas com a tecnologia e a inovação aplicadas à modernização das redes elétricas latino-americanas.

Para mais informações, entre em contato com comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com 

Convidamos você a participar do programa de especialização em transição energética

Convidamos você a participar do programa de especialização em transição energética

Como parte da aliança acadêmica entre a ADELAT e o Instituto Tecnológico INEL, estão abertas as inscrições para o Programa de Especialização “Novas Dinâmicas de Distribuição na Transição Energética”, destinado a quem busca antecipar as mudanças que a distribuição de energia elétrica enfrenta na América Latina.

A iniciativa combina a experiência da ADELAT com a plataforma tecnológica e os especialistas internacionais do INEL para oferecer aos participantes informações atualizadas, práticas e acessíveis.

Seu começo está previsto para setembro de 2025 e sua duração será de onze semanas, nas quais abordaremos temas-chave como modernização da rede elétrica, integração de energias renováveis, digitalização, mobilidade elétrica, resiliência, sinergias com telecomunicações e novos modelos regulatórios.

As aulas serão ministradas por Alessandra Amaral, Roberto Cajamarca Gómez e Joaquín Lazo, especialistas com vasta experiência na área, e os participantes receberão dupla certificação ao concluírem o curso.

O programa é online, com acesso a aulas interativas, materiais atualizados e a oportunidade de trocar experiências com colegas de toda a região.

A proposta é voltada para engenheiros, técnicos, funcionários públicos, órgãos reguladores e profissionais do setor de energia. Não é necessário conhecimento prévio específico, embora experiência ou treinamento relacionado ao setor sejam recomendados.

Esta é uma ótima oportunidade para participar da construção de um sistema elétrico mais sustentável, resiliente e inclusivo. Não perca!

Mais detalhes abaixo:

Sobre o programa

O futuro energético da América Latina dependerá de sistemas de distribuição modernos, resilientes e flexíveis, capazes de integrar energias renováveis, permitir a mobilidade elétrica e responder aos desafios das mudanças climáticas e da digitalização.

Os sistemas de distribuição de energia elétrica estão enfrentando profundas transformações: a integração de energia renovável distribuída, a digitalização acelerada, novos modelos de negócios, a eletrificação do transporte e o aumento das demandas regulatórias. Essas mudanças abrem oportunidades sem precedentes, mas também geram desafios complexos para as empresas de distribuição e formuladores de políticas energéticas.

Aproveitar essa nova era exige entender como o papel do distribuidor está evoluindo, os marcos regulatórios mais adequados, os investimentos necessários e como as redes interagem com setores como telecomunicações e mobilidade elétrica. Uma visão técnica e estratégica atualizada é necessária para antecipar as mudanças já em andamento.

Com esse objetivo, a ADELAT está lançando o Programa de Capacitação em Distribuição de Energia Elétrica para a Transição Energética, baseado em dez (10) documentos técnicos desenvolvidos pela Associação sobre distribuição de energia elétrica na América Latina. O programa fornecerá ferramentas atualizadas para projetar, avaliar ou implementar reformas, investimentos e soluções tecnológicas no contexto de redes modernas, resilientes e centradas no usuário final.

Objetivos
Objetivo geral

Proporcionar aos profissionais do setor elétrico latino-americano uma compreensão atualizada e aplicada dos desafios e oportunidades que a distribuição de energia elétrica enfrenta no contexto da transição energética, fortalecendo suas capacidades para analisar, projetar e implementar soluções regulatórias, técnicas e de gestão que permitam a modernização das redes de distribuição e garantam seu papel estratégico em um sistema energético mais sustentável, resiliente e inclusivo.

Objetivos específicos
  • Compreender o papel fundamental da distribuição de energia elétrica na transição energética e suas implicações técnicas, regulatórias e operacionais.
  • Compreender as principais reformas regulatórias necessárias para modernizar os sistemas de distribuição na América Latina.
  • Identificar os requisitos de investimento e planejamento para redes inteligentes, resilientes e centradas no usuário.
  • Explorar modelos inovadores de marketing, concessão e digitalização aplicáveis a contextos regionais.
  • Avaliar o impacto de novas tecnologias, mobilidade elétrica e telecomunicações na infraestrutura de distribuição.
  • Desenvolver capacidades para propor soluções técnicas e regulatórias que impulsionem uma transição energética eficiente.
A quem se dirige?

Engenheiros, economistas, administradores, contadores, matemáticos, estatísticos, advogados, funcionários públicos, consultores, estudantes avançados e profissionais interessados ​​em distribuição elétrica, inovação tecnológica e políticas energéticas.

Por qué escolher este programa

Em 11 semanas de treinamento online, você terá acesso a aulas síncronas com especialistas da ADELAT e especialistas convidados de toda a América Latina, debates ao vivo e conteúdo atualizado para compreender completamente o impacto da transição energética nas redes de distribuição.

Você terá uma visão abrangente para:

  • Compreender a evolução da distribuição de energia elétrica e os desafios regulatórios.
  • Avaliar o impacto da digitalização, da mobilidade elétrica e das novas demandas do mercado.
  • Desenhar estratégias para otimizar a operação da rede, a competitividade e a sustentabilidade.
  • Desenvolver propostas de investimento e modelos econômicos sustentáveis.
  • Integrar conhecimento técnico, regulatório e de gestão para liderar projetos de modernização.
Inscrições

Para mais informações e inscrições, entre em contato com Andrea Senfft pelo e-mail secretaria.ejecutiva@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com ou via WhatsApp em +55 21 966475786

ADELAT e INEL anunciam aliança acadêmica e lançam programa sobre distribuição de energia elétrica na transição energética

ADELAT e INEL anunciam aliança acadêmica e lançam programa sobre distribuição de energia elétrica na transição energética

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT) e o Instituto Tecnológico INEL, empresa líder em treinamento em engenharia com presença em toda a região, formalizaram uma aliança acadêmica com o objetivo de promover a capacitação técnica, a troca de conhecimento e a profissionalização de atores do setor elétrico regional.

O acordo estabelece uma estrutura de cooperação para o desenvolvimento conjunto de programas de treinamento que integrem os principais estudos e conteúdos desenvolvidos pela ADELAT com a experiência e a plataforma tecnológica do INEL. Essa sinergia permitirá o fornecimento de treinamento de alto nível, acessível e atualizado, focado nos desafios e oportunidades que a distribuição de energia elétrica enfrenta no contexto da transição energética.

O INEL, fundado em 2017 e com escritórios no Peru e nos Estados Unidos, oferece uma plataforma interativa e expositores internacionais, proporcionando soluções de aprendizagem flexíveis para profissionais e estudantes de engenharia. Sua missão é treinar e atualizar o conhecimento utilizando tecnologias do século XXI para impulsionar o desenvolvimento da engenharia na região.

Como primeiro marco desta aliança, será lançado em setembro o Programa de Especialização “Novas Dinâmicas de Distribuição na Transição Energética”. Terá uma duração de onze semanas e os tópicos abordarão modernização da rede, integração de energias renováveis, digitalização, mobilidade elétrica, resiliência, sinergias com telecomunicações e novos modelos regulatórios.

O treinamento está destinado a engenheiros, técnicos, servidores públicos, reguladores e profissionais do setor energético interessados em compreender e antecipar as transformações necessárias para que o setor desempenhe um papel estratégico em um sistema mais sustentável, resiliente e inclusivo. Não é necessário conhecimento prévio específico, embora experiência ou treinamento em áreas relacionadas ao setor sejam recomendados.

Esta colaboração entre a ADELAT e o INEL representa um passo significativo para a construção de um ecossistema de conhecimento compartilhado que fornece ferramentas práticas para o desenho, implementação e avaliação de soluções inovadoras que respondam às demandas atuais e futuras do setor na América Latina.

 

Para mais informações e para se inscrever no Programa, escreva para: secretaria.ejecutiva@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

Contato de imprensa: Lucía González (comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

A CVC Energia se une à ADELAT

A CVC Energia se une à ADELAT

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT) soma uma nova empresa ao seu quadro de associados: a distribuidora peruana CVC Energía (antiga Coelvisac).

Esta adição é uma ótima notícia, pois fortalecerá os laços de cooperação entre as empresas da região, com o objetivo final de avançar em direção a uma transformação energética real, justa e sustentável.

A CVC Energía é uma empresa fundada em 1994 com o objetivo de fornecer soluções energéticas inovadoras e sustentáveis. Atualmente, dedica-se à distribuição, transmissão, geração e comercialização de energia elétrica. Em 2024, o volume de energia distribuída da CVC era de 350 GWh.

Ao longo dos anos, a empresa conquistou concessões de distribuição em diferentes regiões do Peru, como Villacurí, Andahuasi, Olmos-Lambayeque, Tacna, Piura e Moquegua. Também promove o uso de fontes renováveis, como o projeto da Usina Solar Fotovoltaica, iniciado em 2024 em Villacurí, Ica, que terá capacidade de até 10 MW.

Estamos confiantes de que sua participação na ADELAT fortalecerá o papel dos Operadores de Sistemas de Distribuição (“DSO” pela sua sigla em inglês) no Peru e em toda a região como verdadeiros facilitadores do processo de transição energética.

Assim, ADELAT fica composta por 24 empresas e associações de distribuição de energia elétrica presentes em 9 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala e Peru.

Bem-vinda, CVC Energia!

 

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