ADELAT, OLADE e BID lideram espaço de intercâmbio e melhores práticas sobre perdas de eletricidade na América Latina e Caribe

ADELAT, OLADE e BID lideram espaço de intercâmbio e melhores práticas sobre perdas de eletricidade na América Latina e Caribe

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT), a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizaram com sucesso o webinar “Perdas na Distribuição de Energia Elétrica na América Latina e Caribe: Diagnósticos e Boas Práticas”.

O evento foi uma ótima oportunidade para gerar um espaço de análise e discussão sobre esse tema com líderes do setor elétrico, órgãos reguladores e distribuidoras. Durante o encontro, foram discutidas as causas, os impactos e as estratégias de mitigação, com base no estudo publicado pelo BID, “A economia das perdas de eletricidade na América Latina e no Caribe”.

O discurso de abertura foi liderado por Fitzgerald Cantero Piali, Diretor de Estudos, Projetos e Informações da OLADE, que enfatizou a urgência de abordar esse desafio de uma perspectiva abrangente: “É importante entender as perdas elétricas não apenas de uma perspectiva técnica, mas também de uma perspectiva econômica e social”. Ele também afirmou: “Este espaço foi criado para colocar a questão na mesa, compartilhar diagnósticos, melhores práticas e construir um menu de soluções.”

Logo, o secretário executivo da OLADE, Andrés Rebolledo, observou que “as perdas de eletricidade chegam a 15% do fornecimento anual na América Latina e no Caribe, um número equivalente a toda a produção regional atual de energia eólica e solar”. Ele também propôs considerar uma “meta regional” como um “motor político” para mobilizar mudanças regulatórias e técnicas.

Representando a ADELAT, Alessandra Amaral, Presidente Executiva, enfatizou a importância da colaboração regional. “Essas perdas estão retirando recursos essenciais para a transição energética”, disse ela, acrescentando: “Precisamos combinar conhecimento e melhores práticas para superá-las e garantir um futuro energético sustentável”.

A reunião continuou com uma apresentação especial dos especialistas do BID Rigoberto Ariel Yepez-Garcia e Raúl Jiménez Mori. Eles explicaram que a redução das perdas de eletricidade requer um ambiente político estável que garanta continuidade e apoio a longo prazo; comunicação eficaz sobre os benefícios econômicos, sociais e de qualidade do serviço; incentivos alinhados para melhorar a eficiência e recuperar custos; e planejamento estratégico com incorporação de tecnologias modernas.

Em seguida, Rodrigo Palma, professor do Centro SEDA – Universidade do Chile, moderou o painel “Experiências em redução e controle de perdas elétricas”, integrado por:

  • Giovanni Salazar e Jaime Mercar Chonay, do Departamento de Inspeção, Perdas e Medição da EEGSA – EPM Guatemala.
  • Manuel Antonio Barboza Chacón, coordenador de Gestão Integral de Perdas da ICE Electricity.
  • Germán Noez, Gerente de Disciplina de Mercado da Edenor.
  • Aldo Pessanha, Presidente do Conselho de Administração da ADELAT e Diretor de Geração e Estratégia da Enel Brasil.
  • Ariel Ramírez, do Instituto Centro-Americano de Administração Pública.

Profissionais da EEGSA – EPM Guatemala detalharam seu projeto “Energizados”, que incorpora inteligência artificial para prever fraudes elétricas. Entre os benefícios destacados mencionaram:  análise abrangente do cliente, otimização do processo de inspeção, avaliação automatizada de fraudes, geração automática de relatórios, facilidade de tomada de decisão, detecção de falhas no equipamento e escalabilidade do modelo.

Barboza Chacón analisou a evolução das perdas na ICE Costa Rica: “Nossa empresa teve perdas de 8,05% em 2024, o que representa aproximadamente US$ 64 milhões”. Ele indicou que “há muitos atores envolvidos na cadeia” e que se trabalha continuamente para reduzi-los por meio de melhorias tecnológicas e migração para medidores mais eficientes.

Por sua vez, Noez compartilhou o andamento do plano da Edenor, lançado em 2019, para instalar medidores autogerenciados, que atualmente atendem cerca de 246.000 clientes. Ele enfatizou que essa iniciativa permitiu uma “redução progressiva das perdas de energia” e fomentou a “fidelização de clientes em estados inativos e clandestinos”.

Por fim, Aldo Pessanha apresentou as estratégias da Enel Brasil para combater o roubo de energia no Rio de Janeiro. Além disso, listou as ações corretivas implementadas em 2024, como as inspeções de campo, o projeto de limpeza da rede em áreas de alta recorrência, a regularização de ligações clandestinas, o projeto BT Zero, a proteção do consumidor por meio da telemedição e a gestão integrada de áreas críticas, em coordenação com a polícia e iniciativas de promoção do consumo responsável.

As perdas de energia são um dos principais desafios da região porque afetam a eficiência, a sustentabilidade e a qualidade dos serviços de distribuição. Por meio da colaboração interinstitucional, a América Latina e o Caribe podem caminhar em direção a um sistema elétrico mais resiliente e comprometido com um futuro energético sustentável.

 

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

*Assista ao webinar aquí: https://youtu.be/igSW7xWRXwI

OLADE, ADELAT e BID convocam webinar regional para abordar perdas elétricas na América Latina e Caribe

OLADE, ADELAT e BID convocam webinar regional para abordar perdas elétricas na América Latina e Caribe

O encontro será realizado em 24 de abril e reunirá especialistas do setor elétrico para debater diagnósticos, estratégias de gestão e cooperação regional.

As perdas elétricas representam um dos principais desafios para a sustentabilidade e eficiência dos sistemas de distribuição na América Latina e Caribe. Diante dessa problemática, a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), a Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) convocam um webinar regional que focará na análise técnica, na gestão operacional e no valor da cooperação entre países.

O evento, intitulado “Perdas na Distribuição de Energia na América Latina e Caribe: Diagnósticos e Boas Práticas”, será realizado na próxima quarta-feira, 24 de abril, às 8h GUA/CR/MEX/SV, 9h COL/ECU/PER, 10h CHI/R.D. e 11h ARG/BRA. Contará com a participação de especialistas do setor elétrico, órgãos reguladores e empresas distribuidoras de diferentes países.

O objetivo do encontro é gerar um espaço de análise e intercâmbio sobre a problemática das perdas na distribuição elétrica, abordando suas causas, impactos e estratégias de mitigação, com base no estudo publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A jornada promoverá a troca de conhecimentos, destacando boas práticas, experiências bem-sucedidas e oportunidades de melhoria, com ênfase na redução e controle de perdas não técnicas.

A atividade conta com o apoio do Instituto Centroamericano de Administração Pública (ICAP) e do Centro SEDA da Universidade do Chile, será realizada de forma virtual, é gratuita e requer inscrição prévia.

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📌 Webinar: Perdas elétricas na América Latina e Caribe: diagnóstico, gestão e cooperação regional 🗓️ Data: Quarta-feira, 24 de abril 

🕚 Hora: 

08:00 GUA/CR/MEX/SV 

09:00 COL/ECU/PER 

10:00 CHI/R.D. 

11:00 ARG/BRA 

🌐 Modalidade: Via Zoom com inscrição prévia e YouTube. 

🔗 Inscrição:

: https://bit.ly/Webinar_ADELATyOLADE 

ADELAT celebrou encontro no Rio de Janeiro com representantes de associadas

ADELAT celebrou encontro no Rio de Janeiro com representantes de associadas

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) realizou nos dias 2 e 3 de abril um encontro com representantes de empresas associadas, aliados estratégicos e especialistas do setor elétrico latino-americano, no Rio de Janeiro, Brasil.

O objetivo dessas sessões foi compartilhar experiências, discutir questões-chave para o setor e fortalecer a cooperação regional na área de distribuição de eletricidade. A agenda incluiu visitas a empresas, apresentações de especialistas, apresentações e intercâmbios que enriqueceram a visão e fortaleceram as perspectivas de crescimento da ADELAT para o futuro.

No primeiro dia, os participantes visitaram o centro de operações da Enel Rio de Janeiro, onde mais de 60 subestações e 20 mil quilômetros de rede são monitorados em tempo real. Lindemberg Reis, gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), apresentou um projeto inovador de Sandboxes Regulatórios. A S&C Electric Company, a GME Global e a distribuidora associada EEGSA – EPM Guatemala também ofereceram apresentações.

Por último, se realizou a visita à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que possibilitou conhecer o modelo de planejamento da instituição, baseado na projeção de uma matriz térmica 50% renovável até 2035. Também assistimos à apresentação, feita pela EEGSA e Energuate, sobre processo de licitação de fornecimento que está prestes a começar na Guatemala.

No segundo dia, teve a visita à Universidade Federal do Rio de Janeiro e ao Instituto Gesel.  O professor Nivalde de Castro apresentou a nova plataforma de simulação de cenários regulatórios, que incorpora inteligência artificial e análise prospectiva para apoiar as distribuidoras no caminho da transição energética.

Logo, Katia Rocha, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), ofereceu sua perspectiva sobre os desafios que os países da região enfrentam em relação à remuneração e aos investimentos necessários.

A comitiva visitou também a sede da nossa associada Neoenergia, onde foram discutidos os desafios da regulação, analisada a estratégia 2025 da Associação e debatido o papel do advocacy no avanço das questões mais urgentes do setor elétrico.

Em nome da ADELAT, agradecemos às empresas e organizações que nos receberam e a todos os participantes que fizeram parte da nossa delegação. Foram dois dias intensos, repletos de aprendizado e novas ideias para colocar em prática, com o objetivo final de alcançar uma transição energética verdadeira, justa, resiliente e sustentável para toda a região.

ADELAT realizou o webinar “Eletricidade e Telecomunicações na América Latina: Compartilhando Infraestrutura e Serviços”

ADELAT realizou o webinar “Eletricidade e Telecomunicações na América Latina: Compartilhando Infraestrutura e Serviços”

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica realizou o primeiro encontro do ano da série Voz Especializada ADELAT. O foco foi  a análise dos benefícios e desafios do compartilhamento de infraestrutura entre as empresas de eletricidade e telecomunicações da região.

 A cerimônia de início foi conduzida pela diretora executiva da Associação, Alessandra Amaral. Em seguida, Roberto Cajamarca, Diretor de Gestão do Conhecimento, apresentou as principais conclusões do último DSO Brief, “Novas sinergias entre eletricidade e telecomunicações”.

Cajamarca destacou o papel da energia como facilitadora da conectividade e a importância das empresas de telecomunicações para permitir a digitalização das redes elétricas. Nesse sentido, ele explicou que “a tecnologia 5G e a fibra óptica são essenciais para a modernização dos sistemas de distribuição elétrica, pois permitem a implantação de redes inteligentes, medição inteligente e gestão da demanda”.

Ele também destacou os principais desafios para o compartilhamento de infraestrutura, como a fragmentação regulatória, a remuneração insuficiente pelo uso compartilhado e a proliferação de operadoras de telecomunicações, entre outros. Em seguida, ele analisou a situação atual em cinco países da região e citou casos bem-sucedidos implementados na Itália, Irlanda e Japão.

Logo, Amaral deu lugar aos especialistas convidados. O primeiro palestrante foi Carlos Alberto Calixto Mattar, Diretor do Grupo de Trabalho de Energia Elétrica da ARIAE e Superintendente de Regulação de Serviços de Distribuição da ANEEL. Ao longo de sua apresentação, Mattar aprofundou sobre o contexto regulatório brasileiro. Nesse sentido, ele afirmou: “Temos um plano de regularização que contempla uma série de regras, que foi apresentado para consulta pública em 2021 e ainda não foi devidamente finalizado com as empresas de telecomunicações”.

Por outro lado, ele destacou que os principais desafios são a ocupação desordenada e clandestina, a baixa priorização de atividades de uso compartilhado pelas distribuidoras, o aumento de custos e o desequilíbrio na relação entre distribuidoras e empresas de telecomunicações.

Em seguida, Alejandra Arenas Pinto compartilhou sua experiência como Coordenadora de Desenho Regulatório da Comissão Reguladora de Comunicações da Colômbia (CRC). Ele destacou como marco a aprovação de uma lei em 2019 que concedeu à CRN autoridade para regulamentar o compartilhamento de infraestrutura. Ele explicou que resoluções subsequentes reduziram as tarifas para o uso compartilhado de postes, dutos e torres para incentivar a expansão do agrupamento de cabos e facilitar a expansão da cobertura.

“Usamos o conceito de custo de oportunidade para estabelecer qual deveria ser o valor para a operadora de telecomunicações considerar economicamente razoável compartilhar a infraestrutura”, explicou. No entanto, entre os desafios que permanecem, ela afirmou que “o setor elétrico continua percebendo que a regulação favorece as telecomunicações” e que é preciso analisar mecanismos que garantam o compartilhamento recíproco para que o setor elétrico também possa acessar a infraestrutura de telecomunicações.

Seguidamente, Alberto Villa, Chefe de Serviços Avançados de Redes da ENEL, apresentou sua visão sobre os benefícios do compartilhamento de recursos. “Usar a infraestrutura existente permite economias significativas nos custos de construção e nos tempos de comissionamento, além de trazer benefícios não apenas econômicos, mas também ambientais e de sustentabilidade”, afirmou.

No caso europeu, ele observou que grandes torres de antenas são instaladas em subestações elétricas, enquanto antenas 5G são instaladas em postes e outros elementos da rede elétrica. Ele também mencionou que a Itália está buscando desenvolvimentos sustentáveis ​​e sinérgicos para utilizar estações de carregamento de veículos elétricos. “O objetivo é garantir um desenvolvimento eficiente, eficaz, equitativo e sustentável”, concluiu.

Finalmente, Atila Branco, CTO da Fibrasil, afirmou que a fibra neutra é o método mais simples e fácil adotado por muitas distribuidoras de banda larga brasileiras. Ele afirmou que essa alternativa tem um mercado grande, mas precisa ser consolidada; e que é necessário regularizar a situação e estabelecer preços saudáveis ​​que representem um benefício mútuo.

Para concluir, foi aberta uma área de discussão onde os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos especialistas. 

Agradecemos a todos os participantes por fazerem parte deste encontro, que esperamos ser o primeiro de muitos que compartilharemos ao longo de 2025 com o objetivo de continuar a construir conhecimento que nos permitirá percorrer uma transição energética eficaz e sustentável.

 

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

ADELAT realiza webinar sobre Energia Elétrica e Telecomunicações

ADELAT realiza webinar sobre Energia Elétrica e Telecomunicações

No dia 20 de fevereiro acontecerá o primeiro webinar do ciclo Adelat 2025 Expert Voice: Energia Elétrica e Telecomunicações na América Latina: compartilhamento de infraestrutura e serviços.

O encontro será realizado através do Zoom e LinkedIn Live, com tradução simultânea para espanhol e português. É necessária a inscrição prévia para participar.

Ao longo do webinar os nossos especialistas apresentarão as conclusões do último DSO Brief, centrando-se na importância do acesso à energia como condição necessária para aprofundar e modernizar a conectividade da região.

Da mesma forma, será analisado o feedback de ambos os sistemas, uma vez que melhores redes de telecomunicações favorecem e permitem a digitalização do setor elétrico. Neste sentido, será dada ênfase o compartilhamento de infraestruturas como aspecto essencial para otimizar recursos e reduzir custos.

Por último, será explorada em profundidade a necessidade de marcos regulatórios adequados e de modelos de negócios integrais que incentivem os investimentos.

Temos a certeza que este encontro será o primeiro de muitos em um ano em que continuamos considerando a troca de conhecimento como um dos grandes objetivos da nossa Associação, para avançarmos juntos para uma verdadeira transformação energética.

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ADELAT realizou Workshop Global sobre investimentos para a transição energética na distribuição de energia elétrica

ADELAT realizou Workshop Global sobre investimentos para a transição energética na distribuição de energia elétrica

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) realizou um Workshop no qual especialistas da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e da Agência Internacional de Energia (IEA) apresentaram seus pontos de vista em relação à necessidade de acelerar os investimentos para a transição energética nas redes de distribuição elétrica da América Latina.

O presidente da ADELAT, Aldo Pessanha, fez a abertura do encontró com um resumo da história da Associação e do trabalho feito para valorizar o papel das distribuidoras e facilitar a transição energética da região.

Em seguida, a diretora executiva, Alessandra Amaral, explicou o papel da ADELAT como geradora de conhecimento e introduziu o tema do debate, para logo dar lugar ao Diretor de Gestão do Conhecimento, Roberto Cajamarca, quem apresentou as conclusões do Policy Paper publicado pela Associação, denominado “Sem investimento não há transição. O futuro da distribuição de energia elétrica na América Latina”, cujos resultados revelam que serão necessários investimentos adicionais de até US$ 289 bilhões para distribuidoras de 7 países analisados, até o ano 2040.

Seguidamente, Amaral apresentou os dois especialistas convidados: Ricardo Gorini (Chefe de REmap na IRENA) e Pablo Hevia-Koch (Chefe de Integração Renovável e Eletricidade Segura na IEA).

Gorini referiu-se a alguns estudos publicados pela IRENA em relação à transformação energética e à necessidade de investimentos a nível global para melhorar os sistemas de distribuição. Ele também enfatizou o papel dos bancos, reguladores e planejadores para viabilizar o financiamento e assim gerar menos impacto nas taxas. “A capacidade de pagamento da sociedade é limitada, por isso temos que ver como compensar este processo de forma estruturada e planeada”, afirmou.

Hevia-Koch enfatizou que a natureza dos sistemas elétricos está mudando e que o investimento na distribuição é fundamental, tanto para as economias emergentes quanto para as avançadas. “Nos últimos cinco anos, o investimento em redes a nível mundial tem estado estagnado”, afirmou, e alertou que se os investimentos não se concretizarem, o crescimento das energias renováveis ​​será menor e a dependência dos combustíveis fósseis aumentará ainda mais.

Após as apresentações, foi aberto um espaço de debate interativo no qual os participantes responderam perguntas, votaram entre diferentes opções e fizeram suas próprias consultas aos painelistas.

Agradecemos a todos os assistentes pela participação ativa e confiamos que este evento contribuiu para promover o diálogo e o conhecimento sobre um tema muito importante para a efetiva transformação energética da América Latina.

 

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Digitalização e automatização da distribuição de energia elétrica: ADELAT apresenta novo estudo que analisa os benefícios da incorporação de novas tecnologias nas redes de distribuição

Digitalização e automatização da distribuição de energia elétrica: ADELAT apresenta novo estudo que analisa os benefícios da incorporação de novas tecnologias nas redes de distribuição

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) apresentou seu último DSO Brief, “Digitalização e automatização da distribuição de energia elétrica: impulsionadores e boas práticas internacionais”.

O estudo destaca que, apesar das diferenças no desenvolvimento tecnológico entre os países da região, todos enfrentam desafios comuns: o crescimento da demanda, a necessidade de modernizar os sistemas de redes e as expectativas dos consumidores, que exigem maior eficiência.

Neste sentido, este trabalho sugere que a integração de fontes de energia renováveis, a redução de perdas e a melhoria da qualidade são objetivos que a digitalização e automatização (D&A) podem ajudar a alcançar.

O estudo realiza uma revisão das diferentes tecnologias e soluções em redes e equipamentos, sistemas de IT/OT, ferramentas analíticas e serviços de comunicação e dados, bem como seus benefícios operacionais, econômicos, sociais e ambientais. Constata também que o D&A começou a ganhar terreno na América Latina, mas o seu progresso varia significativamente entre países devido a diferenças nos quadros regulatórios, níveis de investimento, prioridades governamentais e maturidade tecnológica dos distribuidores.

O documento também contempla os ambientes regulatórios necessários para viabilizar a adoção de tecnologias inovadoras e casos de sucesso internacionais que podem ser tomados como referência, como os Estados Unidos, Europa e Ásia, com sua correspondente adaptação às condições locais em termos de infraestrutura, capacidade tecnológica e condições socioeconômicas.

A respeito deste novo documento, a ADELAT realizou um webinar onde especialistas de diversos países da região compartilharam suas experiências em relação à incorporação de novas tecnologias no segmento de distribuição.

A abertura foi conduzida pela diretora executiva da Associação, Alessandra Amaral, que fez uma breve apresentação da ADELAT. Em seguida, o diretor de gestão do conhecimento, Roberto Cajamarca, tomou a palavra para apresentar as principais conclusões do estudo.

Cajamarca explicou detalhadamente as fases da digitalização dos DSO e os benefícios que estas ferramentas representam. Em seguida, apresentou um panorama da situação nos países da região, analisou as boas práticas internacionais e enfatizou o papel dos impulsionadores para alcançar a sua implementação eficaz.

Seguidamente, Jorge Rodríguez Vargas, diretor do Projeto de Medição Inteligente do Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), explicou os avanços que a Costa Rica alcançou com a implementação desta ferramenta, cuja cobertura chega a 54%. Nesse sentido, destacou que, entre outros benefícios, os medidores inteligentes têm permitido estabelecer tarifas residenciais horárias, gerenciar a geração distribuída, realizar estudos de consumo e realizar religações automáticas.

Juan David Molina, líder de gestão da Colômbia Inteligente, desenvolveu os desafios que o setor elétrico colombiano deve enfrentar para alcançar uma verdadeira gestão inteligente da distribuição de energia. Ele destacou que o país fez progressos significativos na regulação, mas ainda são necessários esforços significativos em termos de resposta à demanda, armazenamento de energia, mobilidade elétrica, interoperabilidade e segurança cibernética e serviços de sistema, entre outros fatores. Enfatizou também o potencial da inteligência artificial e a sua aplicação no setor energético.

Pablo Betancur, diretor de Transformação Digital da Huawei, apresentou a Solução de Distribuição Inteligente para uma Rede Elétrica Digitalizada da empresa. Analisou como aumentaram os investimentos em digitalização na China e na União Europeia e destacou que a chave é passar da informatização para a digitalização. Ele então apresentou um caso de gerenciamento inteligente de rede de distribuição em Shaanxi, China.

Márcio Szechtman, consultor técnico da Huawei, enfatizou que a única alternativa para os distribuidores é a inovação e o uso eficiente da tecnologia digital. Ele mencionou a discussão sobre a renovação de concessões no Brasil e acreditou que isso pode inspirar outros países a continuarem no mesmo caminho.

Este encontro, que fez parte do ciclo “ADELAT 2024 Expert Voice”, e este novo DSO Brief permitem-nos agregar novas contribuições para construir uma perspectiva mais clara para o futuro da distribuição, com maior aproveitamento das oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias e adaptações no regulamento que serão necessárias para a sua plena implementação.

 

 

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ADELAT lança webinar sobre digitalização e automação na distribuição elétrica

ADELAT lança webinar sobre digitalização e automação na distribuição elétrica

No próximo 31 de outubro, será realizada por meio do Zoom e do LinkedIn Live uma nova edição do ciclo Voz Experta Adelat: “Digitalização e automatização da distribuição elétrica. Impulsionadores e boas práticas internacionais”. Este evento requer inscrição prévia e contará com tradução simultânea para espanhol e português.

No encontro serão apresentadas as principais conclusões do nosso último DSO Brief, com foco no papel da digitalização e automatização como ferramentas que estão mudando a maneira de gerenciar a infraestrutura elétrica globalmente e que podem contribuir para melhorar a resiliência, a eficiência e a sustentabilidade dos sistemas dos países latinoamericanos.

O aumento da demanda de eletricidade, junto com as crescentes exigências dos consumidores por um serviço mais eficiente, sustentável e personalizado, torna evidente a necessidade imperativa de modernizar as redes de distribuição da região.

Durante o webinar serão abordadas as tendências globais na implementação de novas tecnologias (sistemas IT/OT, GIS, AMI, Sensorística, Big Data, IA e machine learning, entre outros). Além disso, especialistas discutirão sobre ações concretas para que governos e agências reguladoras fomentem a implementação da digitalização e a automatização da distribuição elétrica.

O evento também incluirá a apresentação de boas práticas e casos de sucesso internacional na implementação de tecnologias digitais e sua possível adaptação à região, considerando a infraestrutura existente, as capacidades tecnológicas e as condições socioeconômicas locais.

Esperamos que este encontro seja uma excelente oportunidade de intercâmbio de conhecimento e experiências e contribua desta forma para a análise de temas chaves para avançar no processo de transformação energética da região.

 

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ADELAT apresenta estudo sobre os investimentos necessários em distribuição elétrica para a transição energética na América Latina

ADELAT apresenta estudo sobre os investimentos necessários em distribuição elétrica para a transição energética na América Latina

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) lançou o policy paper “Sem investimento não há transição: o futuro da distribuição elétrica na América Latina”, que analisa as necessidades de investimento na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru, para promover uma transformação energética eficaz.

Este estudo identifica onze vetores fundamentais para a transição energética: Eletrificação de Novos Usos, Eletromobilidade, Conexão à Geração Distribuída, Digitalização e Automação, AMI (Infraestrutura de Medição Avançada), Qualidade de Serviço, Resiliência, Atualização de Rede, Baterias, Normalização de Perdas e Universalização. Estas tendências representam uma oportunidade para cumprir com os compromissos climáticos e melhorar a qualidade de vida nos países analisados.

O estudo foi desenvolvido pela consultoria Grupo Mercados Energéticos, com dados fornecidos pelas distribuidoras associadas, caracterização detalhada da situação atual de cada país e projeções de demanda de energia. Desta forma, foram estabelecidos dois cenários de transição possíveis para o ano 2040: um de Transição Energética Efetiva (compatível com os objetivos estabelecidos no estudo “Connecting the Dots” desenvolvido pela Deloitte para a Eurelectric), e outro de Transição Energética Parcial (correspondente a cerca de metade dos objetivos estabelecidos para 2024 no cenário de Transição Energética Efetiva).

Os resultados revelam que o primeiro caso requer um investimento de US$ 289 bilhões adicionais ao que ocorreria se a tendência recente continuasse (US$ 143 bilhões), perfazendo um total de US$ 431 bilhões para as distribuidoras dos 7 países analisados em uma janela temporal de 17 anos. Para o segundo caso, os investimentos adicionais são de US$ 174 bilhões que, somados aos US$ 133 bilhões de caráter tendencial, perfazem um total de US$ 307 bilhões.

O documento destaca ainda os benefícios operacionais, econômicos, sociais e ambientais destes investimentos, incluindo a redução dos custos operacionais, que serão quantificados numa segunda fase do trabalho, e a melhoria da qualidade dos serviços energéticos na região.

Neste contexto, a ADELAT fez uma apresentação online das principais conclusões, na qual participaram destacados profissionais do setor. O Chefe do Departamento Elétrico da Comissão Nacional de Energia do Chile, Danilo Zurita, afirmou: “Devemos modificar nosso marco regulatório de distribuição para proporcionar segurança e benefícios a todos os envolvidos, reconhecendo as realidades locais de cada empresa e incorporando novas tecnologias”.

O diretor do Grupo de Trabalho de Eletricidade da ARIAE e Superintendente de Regulação dos Serviços de Distribuição da ANEEL (Brasil), Carlos Alberto Calixto Mattar, concordou que o modelo atual requer uma revisão. “Não há possibilidade de haver uma transição energética se não houver investimento nas redes de transmissão e distribuição”, concluiu.

O assessor do Secretário Executivo da OLADE, Medardo Cadena, disse que atingir a meta de zero emissões até 2050 exige aumentar a participação da energia elétrica na matriz energética. Especificou que um dos grandes desafios é garantir que o impacto desta transição seja mínimo para o consumidor, para que “o usuário final sinta realmente um efeito positivo na fatura energética total de todo este processo que estamos vivendo”.

Por sua parte, o Especialista em Energia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Augusto Bonzi, acrescentou: “Sempre que pensamos em investimentos e infraestruturas, devemos considerar também o emprego e a igualdade de género, para garantir que a transição energética também seja sustentável”. 

Este encontro foi parte do Ciclo “Voz Especializada ADELAT” que, à semelhança de outras iniciativas da associação, procura promover a construção de uma linguagem comum que permita aos reguladores, distribuidoras, governos e sociedade civil compreender e comunicar eficazmente os aspectos essenciais da atividade de distribuição no contexto da transição energética.

 

Baixe o estudo completo ou seu resumo no idioma de sua preferência:

Espanhol: https://bit.ly/Paper_Inversiones / https://bit.ly/Resumen_Inversiones 

Português: https://bit.ly/Paper_Investimentos / https://bit.ly/Resumo_Investimentos 

 

**Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com 

Sobre ADELAT

A Associação dos Distribuidores Latino-Americanos de Energia Elétrica é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição de energia elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

ADELAT incorpora à Costa Rica com a adesão do ICE

ADELAT incorpora à Costa Rica com a adesão do ICE

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) tem o prazer de anunciar um novo avanço em seu crescimento regional, com a integração do Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE) à sua lista de associados.

Esta conexão expande o alcance da ADELAT para fomentar um ambiente de colaboração e propiciar estratégias para melhorar o papel dos Operadores de Sistemas de Distribuição (“DSO” pela sigla em inglês) como facilitadores da transição energética.

O ICE foi fundado em 8 de abril de 1949, através da Lei nº 449, com o objetivo de promover a eletrificação da Costa Rica. Desde a sua criação, a cobertura do serviço elétrico aumentou de 14% para 99,4% da população do país.

O Instituto é a maior empresa elétrica da Costa Rica e, além de distribuir energia, administra o Sistema Elétrico Nacional (SEN), é o principal gerador do país e é responsável pela transmissão. Há 75 anos que a ICE promove a matriz elétrica da Costa Rica, reconhecida mundialmente pela sua elevada percentagem de renovabilidade e pela sua diversidade. Neste sentido, atende à demanda utilizando cinco recursos limpos: água, geotermia, vento, biomassa e sol.

Como distribuidora, a ICE fornece uma média anual de 4.566 GWh na sua área de concessão (cobrindo 71% do território da Costa Rica). Acrescenta-se à sua linha de negócios o desenvolvimento de redes inteligentes e a promoção da mobilidade elétrica.

A partir de 2023, o Instituto promove um novo programa de eletrificação rural, que irá prestar o serviço pela primeira vez a 2.670 de lares, com um investimento de mais de ₡23.000 milhões (cerca de 43,5 milhões de dólares), com o objetivo de médio prazo de converter a Costa Rica no primeiro país americano com 100% de cobertura.

O chefe da Divisão de Distribuição e Marketing da ICE, Ángelo Vargas Hernández, comemorou a adesão e comentou as expectativas da empresa: “Temos a certeza de que ingressar na ADELAT nos permitirá participar ativamente na construção de propostas que aumentem a competitividade do nosso país e da região; aprender, mas também contribuir com a nossa experiência sobre como desenvolver estratégias que promovam o papel dos distribuidores de eletricidade.”

O presidente da ADELAT, Aldo Pessanha, expressou que “ter novos atores no setor é muito valioso, pois contribuem para o processo de integração da região, o fortalecimento da geração de conhecimento e o desenvolvimento de novas tecnologias”.

O crescimento da Associação potenciará o intercâmbio de informações nas diversas áreas técnicas e administrativas, o que resultará em melhorias na prestação de serviços e em uma profunda modernização da distribuição de energia elétrica.

Com o ingresso da ICE, a ADELAT passa a ser formada por 19 empresas de distribuição elétrica que estão presentes em 8 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala e Peru.

 

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Sobre ADELAT
A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-Americanas é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica na América Latina no âmbito da transição energética.


Sobre o ICE
O Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE) foi criado em 1949. É a empresa elétrica mais importante do país; cobre 71% do território nacional com seu serviço de distribuição e administra o Sistema Elétrico Nacional (SEN), cuja matriz posicionou a Costa Rica como líder mundial em geração renovável.