Resiliência dos sistemas de distribuição elétrica: ADELAT apresenta as chaves para um novo paradigma regulatório

Resiliência dos sistemas de distribuição elétrica: ADELAT apresenta as chaves para um novo paradigma regulatório

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) publicou o documento “A resiliência dos sistemas de distribuição elétrica: recomendações para um novo paradigma regulatório”. Este estudo apresenta desenvolvimentos regulatórios e tarifários e incentivos necessários para promover investimentos em resiliência no contexto global atual de aquecimento global e transição energética.

A frequência e a gravidade de eventos de alto impacto, como furacões, tempestades, inundações, nevascas, incêndios e ondas de calor aumentaram acentuadamente. Este panorama apresenta desafios significativos para a infraestrutura de distribuição elétrica, especialmente na América Latina, uma região caracterizada pela sua vulnerabilidade climática e diversidade geográfica. Assegurar a resiliência dos sistemas de distribuição elétrica é crucial para garantir a continuidade e a qualidade do serviço elétrico, proteger infraestruturas críticas e salvaguardar o bem-estar da população.

A regulação do serviço de distribuição de energia elétrica deve evoluir para enfrentar esta nova realidade. O modelo regulatório atual concebido para otimizar a eficiência de custos e promover um crescimento estável na cobertura e no acesso aos sistemas de distribuição, mas apresenta características que demandam uma flexibilização, uma vez que não respondem à variabilidade do ambiente.

O objetivo do documento é promover a discussão sobre a resiliência dos sistemas de distribuição elétrica na região, com foco nos efeitos desses eventos na infraestrutura. Além disso, o estudo examina as regulações existentes e as melhores práticas internacionais sobre temas como qualificação de eventos extremos, a previsão e a antecipação, os planos de contingência e as respostas e coordenação perante crises.

Também aborda a necessidade de atualizar políticas e regulações para incentivar maiores investimentos em infraestrutura, favorecer a adoção de tecnologias avançadas e adotar indicadores claros para medir a força das redes elétricas e avaliar o impacto das políticas implementadas.

A publicação do DSO Brief é um desenvolvimento baseado no artigo sobre resiliência publicado por GESEL e ADELAT na edição de fevereiro deste ano da Revista Broadcast Energía; as contribuições dos associados na consulta aberta pela ANEEL (Brasil) sobre regulação de resiliência; as apresentações do Webinar sobre resiliência realizado pela ADELAT em janeiro; entre outros estudos publicados sobre o assunto.



*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com 

Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

ADELAT apresenta estudo sobre qualidade da distribuição elétrica na transição energética

ADELAT apresenta estudo sobre qualidade da distribuição elétrica na transição energética

A ADELAT lançou o seu mais recente trabalho de geração de conhecimento “A qualidade da distribuição de energia elétrica na transição energética: desafios e boas práticas regulatórias”, que tem como objetivo identificar oportunidades de melhoria na prestação de serviços para atingir um nível adequado, que contribua para a transformação energética na América Latina.

A apresentação do novo DSO Brief ocorreu no webinar homônimo, realizado no âmbito do Ciclo Voz Especialista ADELAT, que reuniu um grupo de especialistas do Grupo Energisa, da S&C Electric Company e da associada FENACOPEL. Os participantes comentaram os principais aspectos da pesquisa e, por sua vez, compartilharam as experiências de seus respectivos países.

Alessandra Amaral, diretora executiva da Associação, abriu o encontro e destacou o papel da ADELAT na geração de conhecimento por meio da elaboração de trabalhos e da promoção do intercâmbio de melhores práticas. O estudo sobre a qualidade baseia-se em uma visão do estado atual da região, descrevendo a importância da qualidade na transição energética, tendências e soluções tecnológicas, mecanismos de promoção, experiências bem sucedidas na melhoria da qualidade da distribuição, e as melhorias regulatórias que poderiam ser implementadas na região.

Roberto Cajamarca Gómez, diretor de Gestão do Conhecimento da ADELAT, apresentou os pontos mais importantes do DSO Brief e sustentou que, embora a América Latina tenha feito progressos significativos, “são necessários níveis mais elevados de indicadores de qualidade de serviço para a nova dinâmica da transição energética”. Reiterou a necessidade de uma maior eletrificação do consumo e de uma mudança de paradigma nas infraestruturas de distribuição que ajude o processo de transição.

Rodrigo Santana, Diretor de Assuntos Regulatórios e Estratégia do Grupo Energisa, destacou as características das nove concessões de distribuição do Grupo, que cobrem 24% do território brasileiro. Ele destacou que os investimentos em qualidade da empresa neste ano atingiram quase 5 bilhões de reais, com foco na resiliência da distribuição em áreas vulneráveis ​​a eventos climáticos extremos.

Fabio Lancelotti, diretor técnico e comercial do Grupo Energisa, disse que é um “desafio fundamental” manter a infraestrutura atualizada para fazer frente às interrupções em áreas rurais onde as condições de acesso não são favoráveis. Ele compartilhou boas práticas operacionais, como o uso massivo de inteligência artificial com modelos de previsão, sensores, drones e monitoramento meteorológico em tempo real, entre outras ferramentas.

Alfredo Gallegos, Engenheiro Pesquisador da Federação Nacional de Cooperativas Elétricas (FENACOPEL), ofereceu uma visão geral das cooperativas no centro e sul do Chile. Destacou as dificuldades decorrentes da alta ruralidade e da baixa densidade populacional e destacou que cinco dos sete associados da FENACOPEL foram classificados entre os dez melhores distribuidores do Chile.

 

Por fim, Bruno Iwamoto, Diretor de Negócios para América Latina da S&C Electric Company, referiu-se às métricas de confiabilidade e às experiências de sucesso da empresa no Brasil e nos Estados Unidos. “Sem confiabilidade na rede não há transição energética, nem todos os benefícios que isso implica para a sociedade”, concluiu.

 

Para acessar os documentos completos, clique aqui:

Para assistir ao webinar, dirija-se a https://youtu.be/1cn-dA0znGE

 

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ADELAT realiza webinar sobre qualidade na distribuição de energia elétrica

ADELAT realiza webinar sobre qualidade na distribuição de energia elétrica

 

O encontro acontecerá no dia 11 de julho via Zoom e LinkedIn Live, em espanhol e português com tradução simultânea. Para participar, é preciso fazer inscrição prévia.

 

Melhorar a qualidade do serviço de distribuição na América Latina – onde a medição da duração média das interrupções é feita em horas enquanto nos países mais desenvolvidos é contada em minutos – é uma questão crucial para avançar na transformação energética.

 

Por este motivo, a ADELAT reunirá especialistas de renome para analisar a situação atual da região e os avanços tecnológicos que estão transformando o panorama da distribuição elétrica em todo o mundo, cuja implementação melhoraria significativamente a qualidade do serviço.

 

O painel de debate será formado por Rodrigo Santana (Diretor de Assuntos Regulatórios e Estratégia do Grupo Energisa), Fábio Lancelotti (Diretor Técnico e Comercial da Energisa), Bruno Iwamoto (Diretor de Negócios para América Latina da S&C Electric Company) e Alfredo Gallegos (Engenheiro de estudos da FENACOPEL).

 

Discutir a melhoria da qualidade implica também falar sobre quadros regulatórios e regimes tarifários necessários para promover a inovação, incentivar a concorrência e remunerar adequadamente os investimentos em novas tecnologias. Estes temas também serão abordados durante o webinar, com especial destaque para os conceitos de clareza, coerência, flexibilidade e eficiência técnica e econômica.

 

O encontro será moderado pela nossa diretora executiva Alessandra Amaral, enquanto Roberto Cajamarca Gomez, diretor de gestão do conhecimento da ADELAT, apresentará o tema.  

 

Este evento será mais um passo no percurso traçado pelos objetivos institucionais do ciclo ADELAT Voz Especializada, de contribuir para a construção de conhecimentos específicos e intercâmbio de boas práticas.

 

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A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica latino-americana no âmbito da transição energética.

ADELAT lança novo DSO Brief que destaca o papel protagônico das redes de distribuição na habilitação da mobilidade elétrica na região

ADELAT lança novo DSO Brief que destaca o papel protagônico das redes de distribuição na habilitação da mobilidade elétrica na região

A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-americanas lançou o DSO Brief “A rede de distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina” para fornecer uma visão abrangente das vantagens e desafios para a distribuição elétrica da implementação desta tecnologia na região.

 

O trabalho inclui contribuições de renomados especialistas de empresas associadas à ADELAT e de membros da Associação Latino-Americana de Mobilidade Sustentável (ALAMOS).

 

A eletrificação dos transportes exige o desenvolvimento de novas infraestruturas elétricas, razão pela qual o desenvolvimento das redes de distribuição deve ser sincronizado para facilitar a transição energética e a integração dos Recursos Energéticos Distribuídos. Neste cenário, o papel do DSO (Operador do Sistema de Distribuição) se torna protagonista porque a rede será uma importante habilitadora da transformação sustentável da mobilidade.

 

As vantagens da mobilidade elétrica (ME) são inegáveis, mas o seu real impacto dependerá da forma de implementação, da rapidez da sua adoção e das características específicas de cada área de aplicação. Nos últimos dois anos, a ME registrou um crescimento superior a 260% nos países mais representativos da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru, República Dominicana e Uruguai). A mobilidade elétrica é uma solução ambientalmente sustentável para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e do impacto na saúde associado à melhoria da qualidade do ar e da exposição ao ruído nas cidades. Além disso, representa um motor de desenvolvimento econômico regional, uma vez que aproveita os recursos disponíveis e promove a autonomia na matriz energética.

 

O impacto da eletrificação total da mobilidade é estimado entre 6% e 25% da demanda total de eletricidade dos sistemas elétricos nacionais, razão pela qual a evolução destes sistemas é necessária para se adaptar ao crescimento da ME. Neste sentido, para acompanhar a crescente eletrificação do consumo, é essencial dispor de uma rede de distribuição elétrica moderna, digital, automatizada, segura, resiliente, flexível, sustentável e com capacidade de acomodação suficiente, o que exigirá marcos regulatórios que reconheçam os investimentos em ativos relacionados com a recarga dos veículos e que promovam a previsão da demanda, o investimento antecipado, as estruturas tarifárias flexíveis e a colaboração entre os atores envolvidos.

 

Entre as principais recomendações incluídas no documento, se destacam:

  • Investimento e parcerias;
  • Educação e conscientização pública;
  • Incentivos e políticas claras;
  • Desenvolvimento da indústria local;
  • Planejamento energético;
  • Pesquisa e desenvolvimento e
  • Compromisso com a sustentabilidade

 

Para materializar estes benefícios, é necessário que a América Latina e O Caribe avancem de projetos-piloto para a massificação do transporte de baixas emissões, através de um planejamento abrangente, coordenado e participativo, que envolva os diferentes atores públicos e privados, e que considere as necessidades e características de cada país e da região.

 

“Somente através de uma abordagem abrangente será factível o equilíbrio entre os incentivos e a necessidade do consumidor de uma rede de carregamento confiável e acessível”, conclui o trabalho.

 

Na ADELAT trabalhamos para orientar os esforços rumo a uma mobilidade elétrica bem-sucedida, sustentável e acessível para todos na América Latina.

 

 

 

*Acesse ao download do documento completo no idioma de sua preferência:

Português

Espanhol

 

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A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-Americanas é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica na América Latina no âmbito da transição energética.

 

 

 

 

ADELAT debate experiências de prorrogação de concessões de distribuição de energia elétrica na América Latina, em seu último webinar

ADELAT debate experiências de prorrogação de concessões de distribuição de energia elétrica na América Latina, em seu último webinar

A ADELAT abordou as concessões de redes em seu webinar “Experiências internacionais de prorrogação de concessões de distribuição de energia elétrica”, considerando os desafios que o vencimento de 20 concessões no Brasil exigirá a partir de 2025.

Felipe Acosta Correa, presidente da Associação, abriu o espaço de discussão com uma revisão do conhecimento específico que a ADELAT vem produzindo e dos projetos previstos para serem executados ao longo de 2024, no âmbito do Ciclo Voz Especialista liderado pela Associação. Entre eles, destacou o já lançado documento de regulação, que inclui recomendações aos agentes e decisores sobre os principais desafios da matéria, e destacou ainda o estudo sobre os investimentos na distribuição eléctrica necessários na região, mobilidade eléctrica, integração das comunicações e resiliência, entre outros trabalhos.

Posteriormente, o diretor de geração de conhecimento da ADELAT, Roberto Cajamarca, compartilhou as principais conclusões do estudo sobre concessões, entre as quais mencionou os desafios dos modelos contratuais de distribuição que devem ser enfrentados pelos poderes concedentes de cada país.

“Existem elementos e obrigações semelhantes entre os modelos contratuais dos países, experiências acumuladas nos processos de transição nas décadas de 80 e 90, quando estes sectores foram abertos ao capital privado”, disse o diretor, acrescentando que um denominador comum é o “período alargado (mais de 50 anos) e indeterminado”, o que constitui uma diferença principal com o caso brasileiro, que contempla 30 anos.

Na outorga de concessões, destacou Cajamarca, o foco deve ser aumentar o benefício para os consumidores e criar incentivos adequados para que ocorram os investimentos das distribuidoras, promovendo a qualidade do serviço, encontrando o equilíbrio econômico-financeiro e proporcionando flexibilidade para que haja uma efetiva transformação da rede como facilitadora das mudanças que ocorrem no quadro da transição energética.

A diretora executiva da ADELAT, Alessandra Amaral, atuou como moderadora do painel de debate que começou com a intervenção do diretor de Estudos, Projetos e Informação da Organização Latino-Americana de Energia – OLADE, Fitzgerald Cantero Piali, a quem consultou sobre os projetos de maior sucesso experiências em termos de desenho contratual e regulatório na região.

Cantero indicou que, além da experiência ou do modelo de concessão que cada país escolhe, deve concentrar-se em aspectos fundamentais como o fornecimento garantido, acessível e de qualidade, o equilíbrio com as necessidades dos consumidores, um quadro que estabeleça incentivos ao investimento e à continuidade dos negócios, e a modernização para reduzir a não -perdas técnicas.

Por sua vez, José Mário Abdó, especialista e sócio-diretor da AEA, apresentou o panorama atual das concessões de distribuição no Brasil, que conta atualmente com 53 concessões, das quais 20 foram privatizadas entre 1995 e 2001, e estas últimas hoje atendem 55,5 milhões de consumidores, unidades que representam 64% do total do país. Em relação aos desafios que o modelo contratual deve superar para alcançar um equilíbrio adequado entre qualidade, eficiência económica e incentivos ao investimento, observou que “é uma trilogia extremamente relevante que deve conduzir à sustentabilidade”. “O caminho para isso é de mais de uma natureza; uma delas é a questão tarifária, justa, adequada e oportuna, que incentiva e remunera adequadamente o investidor”, disse, acrescentando que “a tarifa precisa de refletir as novas exigências e as exigências da liberalização do mercado, da transição energética justa, da resiliência dos rede e dar tratamento adequado à operadora (…)”.

Marcos Madureira, presidente de la Asociación Brasilera de Distribuidoras de Energía Eléctrica –  ABRADEE, comentó sobre las contribuciones realizadas por la institución que preside y sus asociadas en el actual proceso de evaluación y definición de los criterios en el proceso de prórroga de concesiones de distribución de energia elétrica. Indicou que as distribuidoras precisam de certeza sobre o futuro dos seus contratos para obterem financiamento e continuarem a fazer os investimentos necessários, e enfatizou que o custo para a sociedade de uma nova licitação seria maior do que uma prorrogação das concessões atuais.

Para finalizar as apresentações dos painelistas, o presidente da Associação Ibero-Americana de Direito Energético (ASIDE), William Villalobos, referiu-se aos elementos que o marco normativo e regulatório deve reunir para proporcionar a estabilidade jurídica que as distribuidoras necessitam para uma operação adequada e para o desenvolvimento de investimentos, especialmente aqueles que se referem à transição energética. “Sem segurança jurídica não há investimento, sem investimento não há transmissão ou distribuição, e sem transmissão ou distribuição não há transição”, disse Villalobos, e complementou a sua opinião destacando que “o setor energético latino-americano é o segundo, depois construção, com maior demanda em arbitragens internacionais”, segundo dados da CCI.

Para conluir, sugeriu focar na segurança jurídica dos investimentos e na estabilidade regulatória, pois mudanças bruscas nas regras do jogo levam a aumentos nos custos dos projetos, com impactos tarifários significativos que afetam os usuários e com maior dificuldade para a bancabilidade dos projetos.

Para acessar ao evento, faça clic aqui

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ADELAT lança estudo sobre os processos de prorrogação deconcessões de distribuição elétrica e analisa o caso brasileiro

ADELAT lança estudo sobre os processos de prorrogação de concessões de distribuição elétrica e analisa o caso brasileiro

A Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-americana publicou um novo DSO Brief “O processo de prorrogação das concessões de distribuição de energia elétrica: análise do caso brasileiro sob a perspectiva dos países latino americanos”, que incluiu trabalhos conjuntos e debates com especialistas do setor no âmbito de seu objetivo institucional de geração de conhecimento específico.

O foco do documento no Brasil se baseia no fato que, a partir de 2025, se concluirão os contratos de 20 concessões de distribuição de energia elétrica, pertencentes a empresas que foram privatizadas após 1995 e que hoje representam quase 60% dos clientes e do faturamento das distribuidoras de energia elétrica do país. Nesse contexto, existe uma previsão legal e contratual enquanto à possibilidade de prorrogação desses contratos, a critério do Ministério de Minas e Energia (MME), uma vez que seja verificado o cumprimento  dequado do serviço.

Para contribuir ao debate sobre o modelo a aplicar no processo de prorrogação de concessão, este documento descreve os modelos regulatórios existentes na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru, assim como em diferentes países europeus.

Nos mercados elétricos da América Latina existem pontos coincidentes em relação ao modelo organizacional do sector elétrico. No caso das atividades de distribuição, desde a abertura ao capital privado nas décadas de 1980 e 1990, foram realizados contratos para a exploração de concessões em que se avalia a capacidade do agente privado de realizar investimentos, operar instalações e prestar serviços de qualidade.

Em vários países não se adota um prazo para a prestação do serviço de distribuição elétrica (Chile, Colômbia e Peru) ou, caso o façam, o prazo de validade é longo porque os preços são continuamente regulados e a qualidade do serviço é permanentemente observada e avaliada (Argentina e Guatemala).

No caso europeu, embora os dispositivos regulatórios e legais não imponham a aplicação de um sistema de concessões para o sistema de distribuição ou a aplicação de procedimentos de concurso público para a sua atribuição, o modelo mais difundido é o de concessões/autorizações sem caducidade ou com prazo opção de extensão, em que um DSO (Distribution System Operation, na sigla em inglês) tem presença na maior parte do território nacional.

Em alguns países onde os contratos têm opção de prorrogação, foram recentemente implementadas condições associadas aos objetivos de transição climática e energética, com o objetivo de promover uma transição mais rápida, mais local e mais equitativa, e aumentar a resiliência da rede elétrica.

A atividade de distribuição elétrica enfrenta o desafio de satisfazer à crescente eletrificação e à incorporação de recursos energéticos distribuídos. É por isso que a prorrogação das concessões deve ser acompanhada de investimentos em eficiência energética e modernização das redes de distribuição.

Na ADELAT temos a convicção de que a concepção de modelos contratuais deve promover a qualidade no fornecimento, a satisfação dos consumidores e o equilíbrio econômico-financeiro, bem como a flexibilidade necessária à evolução e adaptação aos desafios da transição energética.

Para baixar o documento, acesse: https://bit.ly/3JWdo4F 

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ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

ADELAT realiza webinar sobre a distribuição como habilitadora da mobilidade elétrica na América Latina

 

O encontro virtual será realizado no dia 21 de março via Zoom com inscrição e transmissão em vivo desde o perfil no LinkedIn da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT).

 

A ADELAT reunirá especialistas internacionais para discutir o estado de desenvolvimento da mobilidade elétrica na região a nível público e privado. Serão analisadas as principais contribuições e desafios das redes de distribuição de energia, além de fazer um percurso pelo estado da mobilidade elétrica na região. Por outro lado, serão abordadas perspectivas futuras, benefícios e a experiência internacional que possa ser capitalizada. 

O painel de discussão será moderado pelo Diretor Regional da Latam Mobility, Andrés García Giraldo, e contará com palestrantes como o Ponto Focal de Inovação da Enel Iberia, Jorge Sánchez Cifuentes, que fará uma apresentação introdutória sobre o tema em questão, e do Coordenador Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL e Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Nivalde J. de Castro, que, por sua vez, contribuirá à discussão a partir de uma perspectiva focada na área acadêmica.

A visão sobre este cenário a partir da cooperação multilateral será fornecido pelo especialista sênior da Divisão de Transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e colíder da iniciativa de mobilidade elétrica, Raúl Molina, enquanto a Diretora Executiva da Associação Costa Rica de Mobilidade Elétrica – ASOMOVE e Presidenta da Associação Latino-Americana de Mobilidade Sustentável – ÁLAMOS, Silvia Rojas Soto, contribuirá com a expertise e liderança do país centro-americano na velocidade com que massifica esta tecnologia.

A esses palestrantes se juntará o Diretor Técnico do BRT do Transmilenio, Sistema de Transporte Coletivo de Bogotá, Jaime Enrique Monroy.

O papel chave dos distribuidores de electricidade como facilitadores do seu desenvolvimento é fundamental, especialmente nos países latino-americanos que pretendem mitigar o impacto das alterações climáticas. As vantagens desta nova tecnologia são inegáveis, mas o seu real impacto dependerá da implementação, da rapidez da sua adoção e das características específicas de cada área.

Desta forma, as ideias partilhadas pelos painelistas convidados alimentarão as reflexões sobre a importância da eletromobilidade na região, os benefícios alcançados com o seu avanço, o estado atual, bem como os principais desafios e soluções, especialmente aqueles que envolvem a rede de distribuição para habilitá-la.

Este webinar será realizado no âmbito do ciclo Voz Especialista ADELAT, no qual a Associação reforça o seu compromisso em cumprir o seu objetivo institucional de construção de conhecimento específico e intercâmbio de boas práticas numa dimensão global.

 

 

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Resiliência e transição energética: lançamos webinar sobre como enfrentar o desafio dos eventos climáticos extremos

Resiliência e transição energética: lançamos webinar sobre como enfrentar o desafio dos eventos climáticos extremos

É fato que os eventos climáticos extremos ocorrem cada vez mais no planeta. Fenômenos meteorológicos de alto impacto, como tempestades, temporais, incêndios florestais e inundações, recaem rapidamente e muitas vezes de forma inesperada sobre as infraestruturas das pequenas e grandes cidades, afetando transversalmente as atividades diárias. Neste cenário, as consequências nas redes elétricas costumam ser alarmantes, gerando prejuízos de milhões de dólares.

Este tipo de eventos, somados à transição energética que estabelece o serviço elétrico como principal fonte de energia, apresenta às empresas de distribuição uma missão que exigirá resiliência, inteligência e adaptação. Como fornecedores, temos o dever de avaliar e repensar as nossas estruturas operacionais o mais rapidamente possível. O objetivo é fortalecer as redes elétricas para minimizar as consequências no serviço.

Confiantes no desafio que enfrentamos, pela Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) convidamos você a participar do nosso webinar “Resiliência: definição, métricas e possíveis modelos regulatórios”, que realizaremos no dia 18 de janeiro via Zoom e LinkedIn Live. A inscrição é gratuita e pode ser feita através do seguinte link: Participe do webinar.

O webinar “Resiliência: definição, métricas e possíveis modelos regulatórios” será desenvolvido como um espaço de escuta, intercâmbio e aprendizagem, no qual especialistas de diversos países compartilharão suas experiências ao lidar com cenários climáticos de emergência. Desta forma, discutiremos as repercussões diretas na continuidade e qualidade da prestação do serviço, na atenção aos usuários afetados, nos mecanismos de segmentação prioritária e nos programas de remediação que deverão ser acionados diante da ocorrência deste tipo de episódios. Como casos testemunhais, adotaremos acontecimentos recentes ocorridos na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos e no continente europeu.

Serão também partilhadas métricas relativas à capacidade de danos que estes fenómenos podem gerar nas redes locais, experiências relacionadas com planos de adaptação e paliação, iniciativas de coordenação com governos locais e implementação de sistemas de cuidados primários.

Os interessados ​​podem se inscrever de forma fácil e gratuita acessando no seguinte link: https://lnkd.in/dqeFeWAv. O encontro será realizado com tradução simultânea para espanhol, português e inglês para que seja amplamente acessível aos públicos interessados ​​nos desafios das redes de distribuição na América Latina. Juntos conseguiremos consolidar novas práticas em um nível regional e local para garantir serviços seguros e de qualidade face a este cenário.

 

Webinar “Resiliência: definição, métricas e possíveis modelos regulatórios”

📌 Inscreva-se gratuitamente aqui: https://lnkd.in/dqeFeWAv

🕤 9h30 (GMT -5).

💻 Via Zoom e LinkedIn Live

🗣️ Espanhol, Português e Inglês com tradução simultânea.




Damos as boas vindas para Edenor à ADELAT!

Damos as boas vindas para Edenor
à ADELAT!

A Associação de Distribuidoras de Elétricas Latino-americanas (ADELAT) tem o prazer de adicionar a Edenor às suas empresas associadas. A sua incorporação representa uma valiosa contribuição para a missão de tornar a transição energética uma realidade na região.

 

A Edenor foi fundada em 1992. Hoje se posiciona como a maior distribuidora da Argentina em número de clientes e energia elétrica vendida (em GWh e pesos argentinos). Conta com o maior número de clientes do país com 3,26 milhões, cobrindo 4.637 quilômetros quadrados.  A empresa opera na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob o símbolo EDN desde 26 de abril de 2007.

 

Sua missão é prestar um serviço socialmente responsável para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, o desenvolvimento dos negócios e da comunidade, junto com uma visão que procura ser um modelo de excelência em uma empresa de serviço público.

 

O presidente da associação, David Felipe Acosta Correa, expressou satisfação pela adesão de um novo associado na Argentina. “É um grande passo para a ADELAT continuar fortalecendo a cooperação internacional para compreender as realidades que afetam cada país da região. A distribuição de energia elétrica da Edenor impacta quase 11 milhões de pessoas em cenários muito diversos. Isso nos permitirá trocar experiências e contribuir com conhecimentos e ferramentas para acompanhar a empresa e seus clientes na transformação energética.”

 

Esta união fortalecerá a investigação, o desenvolvimento de novas tecnologias e a troca de experiências para materializar uma transição energética que beneficie todas as pessoas através de uma profunda modernização da distribuição elétrica. 

 

Assim, a ADELAT é formada por 19 empresas de distribuição elétrica e 2 entidades nacionais que estão presentes em sete países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala e Peru.



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Sobre ADELAT

A Associação de Distribuidoras Elétricas Latino-Americanas é uma organização sem fins lucrativos, criada no final de 2021. Pretende ser uma referência na atividade de distribuição elétrica com o objetivo de promover e acompanhar o processo de transformação da distribuição elétrica na América Latina no âmbito da transição energética.

 

Sobre Edenor

Edenor tem mais de 30 anos de experiência no setor. Fornece eletricidade a 3,2 milhões de clientes de 20 municípios do noroeste da Gran Buenos Aires e da zona noroeste da Cidade Autônoma de Buenos Aires.