Inovação, sustentabilidade e mercado são os principais temas do Sendi 2023

 Inovação, sustentabilidade e mercado são os principais temas do Sendi 2023
Maior evento de distribuição de energia da América Latina vai apresentar assuntos indispensáveis para serem debatidos entre atores do segmento

Por: Equipe SENDI 2023

Inovação, sustentabilidade e mercado: esses são os principais temas que serão debatidos durante os três dias do Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023, que será realizado de 7 a 10 de novembro, no Espírito Santo. 

O maior evento de distribuição de energia da América Latina, realizado pelo Instituto Abradee e que tem a EDP como empresa anfitriã, pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização também são relevantes para o segmento, pois dizem respeito à transição energética.

O coordenador do Sendi, Vilmar de Abreu, reforça que ao debater inovação em uma das mesas do evento, a intenção é discutir oportunidades de fontes e serviços alternativos que poderão ser oferecidos para proporcionar um salto de qualidade na experiência do cliente. “O objetivo é também apresentar tendências que inspirem mudanças no setor elétrico e atrair investimentos para pesquisa e desenvolvimento, a fim de impulsionar inovação e startups, em contexto de modernização setorial”, acrescenta.

Para ampliar o debate, além da programação com palestrantes renomados, as 21 startups selecionadas para o Sendi 2023 terão a oportunidade única de apresentar suas soluções inovadoras e disruptivas para o segmento. Com suas apresentações, elas vão poder estabelecer novas parcerias, networking e ter acesso a investidores.

Já ao abordar sobre sustentabilidade, o seminário pretende falar dos desafios técnicos de expansão, operação, confiabilidade e qualidade da rede de distribuição diante do crescimento exponencial da geração distribuída e dos impactos climáticos. 

“A adaptação climática do setor de energia, considerando a transição energética e a necessidade de descarbonização para uma gestão ambiental sustentável, é essencial e precisa ser colocada em prática cada vez mais. Por isso, palestrantes também terão como foco levantar ideias sobre como garantir financiamento para o setor diante do desafio do salto tecnológico necessário, com remuneração adequada do investidor e tarifas justas”, disse o coordenador do Sendi.

Outro tema importante para o setor de energia é a liberalização do mercado. Por isso, o Sendi busca discutir a abertura de mercado, que pressupõe uma série de condicionantes e regulamentações intermediárias para que a migração de consumidores seja feita de forma sustentável aos negócios, garantindo segurança jurídica e estabilidade regulatória. 

 

O Sendi

O Sendi é o maior evento de distribuição de energia da América Latina e pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização são relevantes para o setor, pois dizem respeito à transição energética.

Realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, pelo Instituto Abradee e tendo a EDP como anfitriã, o Sendi 2023 ocupará mais de 20 mil metros quadrados, no Parque de Exposições de Carapina, e abrigará a ExpoSendi, uma exposição do segmento de energia; uma arena silenciosa com palestras simultâneas de especialistas renomados, apresentação de trabalhos técnicos, o espaço Inovação e o Rodeio Nacional dos Eletricistas.

O eixo central do evento será o ESG (Environmental, Social and Governance), abordando cases e práticas ambientais, sociais e de governança, com temas relacionados às macrotendências de transformação do setor de energia. Em pauta, conteúdos como gestão inteligente da rede; soluções para clientes; tendências e fomento à inovação; sustentabilidade do negócio UND; e liberalização do mercado. 

SERVIÇO

XXIV Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023 

Data: 7 a 10 de novembro de 2023 

Local: Pavilhão de Carapina, no Espírito Santo

Atrações: ExpoSendi; seminários com palestrantes nacionais e internacionais; apresentação de trabalhos técnicos e de startups e seus trabalhos de inovação; Rodeio Nacional dos Eletricistas; Carta de Vitoria, entre outros

Informações e inscrições: www.sendi.org.br

Realização: Instituto Abradee e EDP 

 

Sobre o Sendi 

Realizado a cada dois anos, o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) é o maior evento de distribuição de energia elétrica da América Latina e acontece desde 1962. O encontro é palco para apresentação e discussão de tendências do setor, promoção da inovação e desenvolvimento, troca de experiências entre empresas distribuidoras, geração de negócios e networking. O XXIV Sendi ocorre entre os dias 7 e 10 de novembro, no Espírito Santo. 

Sobre a Abradee 

A Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), organizadora do evento, atua há 47 anos no desenvolvimento do setor de distribuição de energia elétrica brasileiro e reúne 39 concessionárias em todo o país, atendendo 99,6% dos consumidores. Agente efetiva do desenvolvimento do setor elétrico, a Abradee tem como missão contribuir para um setor de distribuição de energia elétrica sustentável e eficiente, com serviços de qualidade reconhecida pelos clientes.  

Sobre a EDP 

Presente há mais de 25 anos no país, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. Com mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, a Companhia tem negócios em Geração, Transmissão, e Soluções em Serviços de Energia voltados ao mercado B2B, como geração solar, mobilidade elétrica e mercado livre de energia. Em Distribuição, atende cerca de 3,6 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina. Em 2022, foi eleita pelo terceiro ano consecutivo a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em ESG, ocupando, em 2021 e 2022, o primeiro lugar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, no qual figura há 17 anos. 

ADELAT e ISCI realizam enriquecedor debate sobre a matriz energética chilena e o papel chave da distribuição de energia elétrica

ADELAT e ISCI realizam enriquecedor debate sobre a matriz energética chilena e o papel chave da distribuição de energia elétrica

A Associação de Distribuidores de Eletricidade da América Latina e o Instituto de Sistemas Complexos de Engenharia realizaram a edição do debate “Desafios da distribuição elétrica para a transição energética em Latinoamérica” na Universidade do Chile, Santiago.

Nesta ocasião, importantes profissionais discutiram marcos regulatórios e aspectos de grande importância para o presente e o futuro da região no contexto das mudanças que estão surgindo e surgirão no setor.

A abertura ficou a cargo do presidente da ADELAT, David Felipe Acosta, que indicou: “A transformação deve ser um compromisso de todos os países e a América Latina não deve ficar para trás”. “Essa transição energética tem duas variáveis ​​fundamentais para garantir a viabilidade do processo: a eletrificação da demanda e o desenvolvimento, modernização e adaptação da rede elétrica”, acrescentou.

Seguidamente, o diretor executivo da Associação, Ignacio Santelices, falou sobre os principais desafios para a distribuição de energia elétrica do futuro e as diretrizes do paper apresentado na ocasião. Apontou que “a transição energética trará grandes benefícios sociais, económicos e ambientais” e que “é essencial avançar juntos para incorporação das energias renováveis ​​e incremento da electrificação, por isso é fundamental modernizar a distribuição”.

O evento contou com uma excelente apresentação do chefe do departamento de Energias Sustentáveis ​​do Ministério de Energia do Chile, Mauricio Riveros Rodríguez, que falou sobre política energética a nível nacional. A sua apresentação baseou-se na necessidade de descarbonizar o sistema elétrico, ter a distribuição como infraestrutura habilitante da conexão e gestão dos recursos energéticos e colocar o usuário no centro da transformação.

O representante do Ministério explicou que os objetivos que perseguem são promover que os usuários finais usufruam dos benefícios e economias associados à transição energética; promover a manutenção do conforto energético acessível aos usuários; e incentivar uma experiência inclusiva e participativa, com melhor acesso às informações para a tomada de decisão pelos consumidores.

Em seguida, aconteceu o painel “Promover a modernização da distribuição elétrica”, do qual também fez parte o Sr. Riveros Rodríguez. O painel de discussão foi moderado por Larissa Cunha, Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT.

Ali, o secretário executivo da Comissão Nacional de Energia, Marco Mancilla, iniciou o painel destacando o consenso que existe em termos técnicos sobre a clara necessidade de reformar o esquema de distribuição, incluindo a medição inteligente. O secretário afirmou que “uma mudança regulatória no caso chileno é muito necessária para o futuro desenvolvimento das redes elétricas”. Acrescentou que “para isso são necessárias duas reformas estruturais no longo prazo: uma na geração, focada no mercado atacadista, e outra na distribuição”. “Isso foi declarado e vamos avançar até lá”, concluiu.

A chefe de Network Development da Enel Chile, Paola Carrasco, participou do painel e disse que “o desafio é conseguir ter um planejamento coordenado e dar segurança às empresas prestadoras do serviço público”. “A transição energética deve mostrar equidade, por isso é necessário assumir o controle e atender as novas conexões e as já existentes que se eletrificam cada dia mais”, considerou. 

Por último, o acadêmico da Universidade do Chile e investigador do ISCI, Rodrigo Moreno, destacou que é fundamental avançar em uma regulamentação que incentive as empresas a realizar investimentos e a entregar serviços que sejam valorizados pela sociedade. “As mudanças devem ter o consumidor como prioridade”, acrescentou.

Para concluir, David Felipe Acosta agradeceu a todos os painelistas e expositores e expressou: “Estamos satisfeitos de que, a partir da ADELAT, possamos promover estes espaços para discutir e encontrar soluções para os dilemas que surgem em questões energéticas em cada país”.

“Temos a obrigação de cooperar com associações e autoridades locais na construção deste cálculo de custo/benefício para o consumidor, colocando a demanda no centro. Reforçamos a importância de que as distribuidoras tenham essa margem de manobra para testar os melhores investimentos e que é um de nossos propósitos priorizar junto às autoridades quais são os investimentos necessários de acordo com a dinâmica de cada mercado“, finalizou.

O debate foi muito útil para pensar sobre como se atravessa a transição energética na região e pôr em comum boas práticas, princípios e diretrizes regulatórias.

O objetivo da discussão foi apresentar os resultados da pesquisa “Desafios e aperfeiçoamento regulatórios da distribuição elétrica para a transição energética latino-americana”, da qual participaram diretamente especialistas do Chile, Brasil e Colômbia.  Estudo do qual participou Rodrigo Moreno, pesquisador e líder da linha de pesquisa dedicada à energia no ISCI.

ADELAT e ISCI se unem para analisar os desafios da distribuição elétrica

ADELAT e ISCI se unem para analisar os desafios da distribuição elétrica

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica e o Instituto de Sistemas Complexos de Engenharia realizarão a edição chilena do debate “Desafios e regulamentações da distribuição de eletricidade para a transição energética latino-americana”.

O evento será realizado no dia 29 de agosto às 9h (GMT-4) na Universidade do Chile e será transmitido a todos os interessados via Zoom. Participarão autoridades governamentais, especialistas do setor e representantes das principais empresas de energia e será aberto ao público.

O evento será aberto pelo presidente da ADELAT, David Felipe Acosta Correa; o diretor executivo, Ignacio Santelices, que apresentará o documento de orientação elaborado pela Associação; e Matías Negrete, acadêmico da Pontifícia Universidade Católica do Chile e pesquisador do ISCI. Ele contará com uma apresentação especial de Mauricio Riveros, chefe da divisão de Energias Sustentáveis ​​do Ministério de Energia do Chile.

Também vão participar do debate Marco Mancilla, Secretário Executivo da CNE; Rodrigo Moreno, acadêmico da Universidade do Chile e pesquisador do ISCI; Maurício Riveros; e Paola Carrasco, gerente de desenvolvimento de redes da Enel. A moderação ficará a cargo de Larissa Cunha, Diretora de Gestão do Conhecimento da ADELAT.

 A reunião examinará marcos regulatórios e aspectos de grande importância para o presente e o futuro da região no marco da transição energética. O cenário chileno será analisado em profundidade. O principal objetivo é promover o crescimento e o progresso nesses pontos chave para alcançar uma abordagem que maximize os benefícios sociais dos investimentos e alcance sistemas de distribuição de eletricidade modernos, resilientes e flexíveis.

Também será explorada a necessidade de consolidar o novo papel das distribuidoras de eletricidade como Operadoras do Sistema de Distribuição para adaptar e tornar mais eficiente a transição energética na América Latina.

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ADELAT e WEC articulam esforços para uma transição energética justa para a região

A Associação de Distribuidores de Eletricidade da América Latina e o Conselho Mundial de Energia na América Latina (WEC, por suas siglas em inglês) formalizaram um plano de trabalho conjunto para promover atividades e iniciativas que contribuam para unir esforços para uma transição energética limpa e justa para a região.

A agenda de trabalho estará alinhada ao Trilema Mundial da Energia proposto pelo CME para reafirmar o compromisso e promover iniciativas que colaborem na humanização da energia. Desta forma, a ADELAT se une para garantir a igualdade de acesso às fontes de energia, a sustentabilidade de todos os projetos de distribuição de energia e a segurança nos mecanismos de distribuição de energia na região.

“O planejamento das atividades em conjunto com o Conselho Mundial de energia na América Latina nos permite continuar alinhados com o Trilema Mundial da Energia, que tem como objetivo a segurança energética, a sustentabilidade e a igualdade de acesso. Cremos que é uma forma de promover e unir esforços para alcançar uma transição energética justa e limpa para a regiao”, disse Santelices.

Pretende-se desenvolver estratégias com o objetivo de promover oportunidades de melhoria e medir o impacto que a transição energética terá nas fontes de energia do futuro.

O diretor executivo da ADELAT, Ignacio Santelices, e a diretora de Estratégia e Relações Institucionais, Aniella Descalzi, se reuniram com o vice-presidente regional do WEC Latam, Claudio Seebach, e a gerente regional sênior, Haydee Jiménez, para iniciar essa cooperação mútua.

“O World Energy Council é a comunidade independente e imparcial de líderes e profissionais da energia mais antiga do mundo. Fundado em 1923, reuniu diversos interesses de todo o ecossistema da energia por um século. Por meio de nossa visão de Humanização da Energia, envolvemos mais pessoas e comunidades na aceleração de transições de energia limpa e justa em todas as regiões do mundo”, disse Seebach.

Para a ADELAT é uma grande satisfação continuar fortalecendo laços de entendimento que permitem articular conhecimentos, ações e trocar experiências e contribuições de todos os atores. Esta é a forma de continuar com um dos principais objetivos: alcançar o benefício de todas as pessoas através de uma modernização das distribuidoras de eletricidade no quadro da transição energética.