ADELAT, OLADE e BID lideram espaço de intercâmbio e melhores práticas sobre perdas de eletricidade na América Latina e Caribe

ADELAT, OLADE e BID lideram espaço de intercâmbio e melhores práticas sobre perdas de eletricidade na América Latina e Caribe

A Associação de Distribuidores de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT), a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizaram com sucesso o webinar “Perdas na Distribuição de Energia Elétrica na América Latina e Caribe: Diagnósticos e Boas Práticas”.

O evento foi uma ótima oportunidade para gerar um espaço de análise e discussão sobre esse tema com líderes do setor elétrico, órgãos reguladores e distribuidoras. Durante o encontro, foram discutidas as causas, os impactos e as estratégias de mitigação, com base no estudo publicado pelo BID, “A economia das perdas de eletricidade na América Latina e no Caribe”.

O discurso de abertura foi liderado por Fitzgerald Cantero Piali, Diretor de Estudos, Projetos e Informações da OLADE, que enfatizou a urgência de abordar esse desafio de uma perspectiva abrangente: “É importante entender as perdas elétricas não apenas de uma perspectiva técnica, mas também de uma perspectiva econômica e social”. Ele também afirmou: “Este espaço foi criado para colocar a questão na mesa, compartilhar diagnósticos, melhores práticas e construir um menu de soluções.”

Logo, o secretário executivo da OLADE, Andrés Rebolledo, observou que “as perdas de eletricidade chegam a 15% do fornecimento anual na América Latina e no Caribe, um número equivalente a toda a produção regional atual de energia eólica e solar”. Ele também propôs considerar uma “meta regional” como um “motor político” para mobilizar mudanças regulatórias e técnicas.

Representando a ADELAT, Alessandra Amaral, Presidente Executiva, enfatizou a importância da colaboração regional. “Essas perdas estão retirando recursos essenciais para a transição energética”, disse ela, acrescentando: “Precisamos combinar conhecimento e melhores práticas para superá-las e garantir um futuro energético sustentável”.

A reunião continuou com uma apresentação especial dos especialistas do BID Rigoberto Ariel Yepez-Garcia e Raúl Jiménez Mori. Eles explicaram que a redução das perdas de eletricidade requer um ambiente político estável que garanta continuidade e apoio a longo prazo; comunicação eficaz sobre os benefícios econômicos, sociais e de qualidade do serviço; incentivos alinhados para melhorar a eficiência e recuperar custos; e planejamento estratégico com incorporação de tecnologias modernas.

Em seguida, Rodrigo Palma, professor do Centro SEDA – Universidade do Chile, moderou o painel “Experiências em redução e controle de perdas elétricas”, integrado por:

  • Giovanni Salazar e Jaime Mercar Chonay, do Departamento de Inspeção, Perdas e Medição da EEGSA – EPM Guatemala.
  • Manuel Antonio Barboza Chacón, coordenador de Gestão Integral de Perdas da ICE Electricity.
  • Germán Noez, Gerente de Disciplina de Mercado da Edenor.
  • Aldo Pessanha, Presidente do Conselho de Administração da ADELAT e Diretor de Geração e Estratégia da Enel Brasil.
  • Ariel Ramírez, do Instituto Centro-Americano de Administração Pública.

Profissionais da EEGSA – EPM Guatemala detalharam seu projeto “Energizados”, que incorpora inteligência artificial para prever fraudes elétricas. Entre os benefícios destacados mencionaram:  análise abrangente do cliente, otimização do processo de inspeção, avaliação automatizada de fraudes, geração automática de relatórios, facilidade de tomada de decisão, detecção de falhas no equipamento e escalabilidade do modelo.

Barboza Chacón analisou a evolução das perdas na ICE Costa Rica: “Nossa empresa teve perdas de 8,05% em 2024, o que representa aproximadamente US$ 64 milhões”. Ele indicou que “há muitos atores envolvidos na cadeia” e que se trabalha continuamente para reduzi-los por meio de melhorias tecnológicas e migração para medidores mais eficientes.

Por sua vez, Noez compartilhou o andamento do plano da Edenor, lançado em 2019, para instalar medidores autogerenciados, que atualmente atendem cerca de 246.000 clientes. Ele enfatizou que essa iniciativa permitiu uma “redução progressiva das perdas de energia” e fomentou a “fidelização de clientes em estados inativos e clandestinos”.

Por fim, Aldo Pessanha apresentou as estratégias da Enel Brasil para combater o roubo de energia no Rio de Janeiro. Além disso, listou as ações corretivas implementadas em 2024, como as inspeções de campo, o projeto de limpeza da rede em áreas de alta recorrência, a regularização de ligações clandestinas, o projeto BT Zero, a proteção do consumidor por meio da telemedição e a gestão integrada de áreas críticas, em coordenação com a polícia e iniciativas de promoção do consumo responsável.

As perdas de energia são um dos principais desafios da região porque afetam a eficiência, a sustentabilidade e a qualidade dos serviços de distribuição. Por meio da colaboração interinstitucional, a América Latina e o Caribe podem caminhar em direção a um sistema elétrico mais resiliente e comprometido com um futuro energético sustentável.

 

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

*Assista ao webinar aquí: https://youtu.be/igSW7xWRXwI

OLADE, ADELAT e BID convocam webinar regional para abordar perdas elétricas na América Latina e Caribe

OLADE, ADELAT e BID convocam webinar regional para abordar perdas elétricas na América Latina e Caribe

O encontro será realizado em 24 de abril e reunirá especialistas do setor elétrico para debater diagnósticos, estratégias de gestão e cooperação regional.

As perdas elétricas representam um dos principais desafios para a sustentabilidade e eficiência dos sistemas de distribuição na América Latina e Caribe. Diante dessa problemática, a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), a Associação de Distribuidores de Energia Elétrica da América Latina (ADELAT) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) convocam um webinar regional que focará na análise técnica, na gestão operacional e no valor da cooperação entre países.

O evento, intitulado “Perdas na Distribuição de Energia na América Latina e Caribe: Diagnósticos e Boas Práticas”, será realizado na próxima quarta-feira, 24 de abril, às 8h GUA/CR/MEX/SV, 9h COL/ECU/PER, 10h CHI/R.D. e 11h ARG/BRA. Contará com a participação de especialistas do setor elétrico, órgãos reguladores e empresas distribuidoras de diferentes países.

O objetivo do encontro é gerar um espaço de análise e intercâmbio sobre a problemática das perdas na distribuição elétrica, abordando suas causas, impactos e estratégias de mitigação, com base no estudo publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A jornada promoverá a troca de conhecimentos, destacando boas práticas, experiências bem-sucedidas e oportunidades de melhoria, com ênfase na redução e controle de perdas não técnicas.

A atividade conta com o apoio do Instituto Centroamericano de Administração Pública (ICAP) e do Centro SEDA da Universidade do Chile, será realizada de forma virtual, é gratuita e requer inscrição prévia.

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📌 Webinar: Perdas elétricas na América Latina e Caribe: diagnóstico, gestão e cooperação regional 🗓️ Data: Quarta-feira, 24 de abril 

🕚 Hora: 

08:00 GUA/CR/MEX/SV 

09:00 COL/ECU/PER 

10:00 CHI/R.D. 

11:00 ARG/BRA 

🌐 Modalidade: Via Zoom com inscrição prévia e YouTube. 

🔗 Inscrição:

: https://bit.ly/Webinar_ADELATyOLADE 

ADELAT celebrou encontro no Rio de Janeiro com representantes de associadas

ADELAT celebrou encontro no Rio de Janeiro com representantes de associadas

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica (ADELAT) realizou nos dias 2 e 3 de abril um encontro com representantes de empresas associadas, aliados estratégicos e especialistas do setor elétrico latino-americano, no Rio de Janeiro, Brasil.

O objetivo dessas sessões foi compartilhar experiências, discutir questões-chave para o setor e fortalecer a cooperação regional na área de distribuição de eletricidade. A agenda incluiu visitas a empresas, apresentações de especialistas, apresentações e intercâmbios que enriqueceram a visão e fortaleceram as perspectivas de crescimento da ADELAT para o futuro.

No primeiro dia, os participantes visitaram o centro de operações da Enel Rio de Janeiro, onde mais de 60 subestações e 20 mil quilômetros de rede são monitorados em tempo real. Lindemberg Reis, gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), apresentou um projeto inovador de Sandboxes Regulatórios. A S&C Electric Company, a GME Global e a distribuidora associada EEGSA – EPM Guatemala também ofereceram apresentações.

Por último, se realizou a visita à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que possibilitou conhecer o modelo de planejamento da instituição, baseado na projeção de uma matriz térmica 50% renovável até 2035. Também assistimos à apresentação, feita pela EEGSA e Energuate, sobre processo de licitação de fornecimento que está prestes a começar na Guatemala.

No segundo dia, teve a visita à Universidade Federal do Rio de Janeiro e ao Instituto Gesel.  O professor Nivalde de Castro apresentou a nova plataforma de simulação de cenários regulatórios, que incorpora inteligência artificial e análise prospectiva para apoiar as distribuidoras no caminho da transição energética.

Logo, Katia Rocha, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), ofereceu sua perspectiva sobre os desafios que os países da região enfrentam em relação à remuneração e aos investimentos necessários.

A comitiva visitou também a sede da nossa associada Neoenergia, onde foram discutidos os desafios da regulação, analisada a estratégia 2025 da Associação e debatido o papel do advocacy no avanço das questões mais urgentes do setor elétrico.

Em nome da ADELAT, agradecemos às empresas e organizações que nos receberam e a todos os participantes que fizeram parte da nossa delegação. Foram dois dias intensos, repletos de aprendizado e novas ideias para colocar em prática, com o objetivo final de alcançar uma transição energética verdadeira, justa, resiliente e sustentável para toda a região.

Sin inversión no hay transición: desafíos de la distribución eléctrica en América Latina

Sin inversión no hay transición: desafíos de la distribución eléctrica en América Latina

La transición energética está implicando cambios en el consumo, expresados en eficiencia energética y mayor electrificación, reemplazando paulatinamente los combustibles fósiles por electricidad. En este escenario se requerirá una red de distribución moderna, segura, resiliente, flexible y sostenible, que traslade los beneficios de la transición a los consumidores e impulse la entrada de recursos energéticos distribuidos (DER). Esto plantea desafíos en términos de garantizar la cobertura y la calidad del servicio no solo en las ciudades sino también en las grandes áreas rurales.

Por el lado de la adaptación, los DSO (Distribution System Operators, por sus siglas en inglés) tendrán que aumentar su resiliencia para enfrentar un escenario en el que se producirán eventos climáticos cada vez más extremos y frecuentes. Además, deberán gestionar la carga de millones de vehículos eléctricos, permitir que millones de hogares se climaticen con electricidad, y miles de empresas electrifiquen sus procesos.

En la práctica esto se traducirá en requerimientos de expansión de nuevas líneas y capacidad de transformación para soportar la mayor demanda y la integración de generación distribuida, inversión en tecnología para la digitalización de la red, incluyendo sistemas ADMS, sensores, y dispositivos de control remoto, costos asociados con la instalación de estaciones de recarga, y la implementación de medidores inteligentes y sistemas de gestión de datos de medición, entre otros. En resumen, la transición no puede lograrse sin una inversión significativa en la infraestructura de distribución eléctrica.

El estudio denominado “Sin inversión no hay transición: el futuro de la distribución eléctrica en América Latina”, elaborado por la Asociación de Distribuidoras de Energía Eléctrica Latinoamericanas (ADELAT), estimó que, hasta 2040, siete países de la región requerirán USD 289 mil millones en inversiones adicionales para un escenario de transición efectiva, y USD 174 mil millones en un escenario de transición parcial, para alcanzar estándares comparables a los de países europeos. Las inversiones anualizadas representan entre 0,19% y 0,50% del PIB de los países evaluados, y entre 75,4 y 97,4 USD por cliente conectado.

Estas inversiones están asociadas a once vectores de transición energética, como la electrificación de la industria, el comercio y los hogares; la integración de energía distribuida y sistemas de almacenamiento; la masificación de la electromovilidad; la optimización de la infraestructura; la digitalización y automatización de las redes; y la necesidad de una mayor resiliencia frente a eventos climáticos extremos.  

Estos resultados indican que la región deberá movilizar recursos considerables para modernizar sus infraestructuras eléctricas, lo que obliga a superar desafíos derivados de las limitaciones financieras, la incertidumbre regulatoria, la resistencia al cambio, y la necesidad de desarrollar capacidades técnicas y operativas en las empresas distribuidoras. Para hacer frente a estos desafíos se requiere un cambio de paradigma regulatorio, pasando de un enfoque tradicional que minimiza los costos de distribución a uno que maximice el valor de las inversiones para la sociedad. El estudio recomienda avanzar hacia un esquema de regulación que incluya mecanismos para promover inversiones en áreas clave como digitalización, resiliencia y reducción de pérdidas.

Las inversiones en la modernización del sistema eléctrico son un pilar fundamental de la transición, y sus beneficios se extienden más allá del sector energético, impactando en la economía, la sociedad y el medio ambiente. Su materialización requerirá un enfoque coordinado y estratégico, así como el apoyo de políticas públicas favorables a la transición. Las decisiones que se tomen en los próximos años serán fundamentales para definir el camino hacia un futuro energético más sostenible, resiliente y justo para todos.

Escribe Roberto Cajamarca Gómez, director de Gestión del Conocimiento de la Asociación de Distribuidoras de Energía Eléctrica Latinoamericanas. 

Fuente: Review Energy

https://www.review-energy.com/opinion/sin-inversion-no-hay-transicion-desafios-de-la-distribucion-electrica-en-america-latina

El ENRE realizó la audiencia pública para la revisión quinquenal de las tarifas de EDENOR y EDESUR

El ENRE realizó la audiencia pública para la revisión quinquenal de las tarifas de EDENOR y EDESUR

A las 13:23 de este jueves concluyó la audiencia pública virtual que comenzó a las 08:30, y que el ENRE convocó el 29 de enero a través de la Resolución ENRE N° 79/2025. Los participantes expresaron sus opiniones en torno a las propuestas que EDESUR y EDENOR presentaron en el marco del proceso de Revisión Quinquenal de Tarifas del servicio de distribución de energía eléctrica de jurisdicción nacional, con miras al período 2025-2029.

La audiencia se transmitió en directo por YouTube y cumplió con lo dispuesto por Resolución ENRE Nº 30/2004. El Interventor del ENRE, Ing. Osvaldo Rolando, la inauguró oficialmente, en compañía de la Lic. María Cristina Tonnelier y el Lic. Marcelo Biach del Área de Análisis Regulatorio y Estudios Especiales, del Dr. Eliseo Segura de Secretaría del Directorio y del asesor jurídico de este Ente Nacional, Dr. Sergio Bergoglio.

En su discurso de apertura, el Ing. Rolando sostuvo que esta audiencia constituye otro paso “hacia la restauración de un servicio eléctrico de calidad, consolidado por inversiones competentes” y al mismo tiempo señaló “un contexto condicionado por la emergencia del sector energético que el Gobierno nacional declaró hasta el 31 de diciembre de 2024 a través del Decreto Nº 55/2023 y prorrogó hasta el 9 de julio de 2025 a través del Decreto Nº 1023/2024“.

El Interventor del ENRE recordó además que “ambos decretos facultaron a la Secretaría de Energía de la Nación a determinar el inicio de la revisión tarifaria conforme al artículo 43 de la Ley N° 24.065“. Entre la publicación de uno y otro, “el Poder Ejecutivo Nacional ya había facultado a la Secretaría a redeterminar la estructura de los subsidios otorgados a los usuarios de los servicios de energía eléctrica y gas natural, a través del artículo 177 del Decreto Nº 70/2023” apuntó.

Desde la convocatoria a esta audiencia pública virtual, los interesados pudieron consultar online el expediente correspondiente. Aquéllos con intención de exponer tuvieron tiempo de inscribirse por Internet entre el 10 y el 24 de febrero y en el transcurso de la audiencia, entre las 11:47 y las 12:07.

Guido Hernández de EDENOR y Luciano Sket de EDESUR encabezaron la lista de oradores que incluyó a otros referentes del sector eléctrico y de la industria nacional 1, tres defensores del Pueblo 2, dos particulares interesados y a los voceros de tres asociaciones de usuarios y/o consumidores 3 .

También expusieron el Procurador General Adjunto de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Diego Isabella; el subsecretario de Energía de la Provincia de Buenos Aires, Gastón Ghioni; el intendente de Esteban Echeverría, Fernando Gray; el subsecretario de Relaciones Judiciales de la Municipalidad de Almirante Brown, Carlos Leonardo Olivera; la directora de la Oficina de Defensa al Consumidor de la Municipalidad de Almirante Brown, Valeria López Laytar; María José Lubertino de la Asociación Ciudadana por los Derechos Humanos; Walter Martello del Centro de Estudios Pensando en Generar Políticas Públicas y José Luis Ramón de Protectora Fuerza Política de Mendoza.

Fuente: Argentina.gov.ar

https://www.argentina.gob.ar/noticias/enre-realizo-audiencia-publica-revision-quinquenal-tarifas-edenor-edesur

ADELAT realizou o webinar “Eletricidade e Telecomunicações na América Latina: Compartilhando Infraestrutura e Serviços”

ADELAT realizou o webinar “Eletricidade e Telecomunicações na América Latina: Compartilhando Infraestrutura e Serviços”

A Associação Latino-Americana de Distribuidores de Energia Elétrica realizou o primeiro encontro do ano da série Voz Especializada ADELAT. O foco foi  a análise dos benefícios e desafios do compartilhamento de infraestrutura entre as empresas de eletricidade e telecomunicações da região.

 A cerimônia de início foi conduzida pela diretora executiva da Associação, Alessandra Amaral. Em seguida, Roberto Cajamarca, Diretor de Gestão do Conhecimento, apresentou as principais conclusões do último DSO Brief, “Novas sinergias entre eletricidade e telecomunicações”.

Cajamarca destacou o papel da energia como facilitadora da conectividade e a importância das empresas de telecomunicações para permitir a digitalização das redes elétricas. Nesse sentido, ele explicou que “a tecnologia 5G e a fibra óptica são essenciais para a modernização dos sistemas de distribuição elétrica, pois permitem a implantação de redes inteligentes, medição inteligente e gestão da demanda”.

Ele também destacou os principais desafios para o compartilhamento de infraestrutura, como a fragmentação regulatória, a remuneração insuficiente pelo uso compartilhado e a proliferação de operadoras de telecomunicações, entre outros. Em seguida, ele analisou a situação atual em cinco países da região e citou casos bem-sucedidos implementados na Itália, Irlanda e Japão.

Logo, Amaral deu lugar aos especialistas convidados. O primeiro palestrante foi Carlos Alberto Calixto Mattar, Diretor do Grupo de Trabalho de Energia Elétrica da ARIAE e Superintendente de Regulação de Serviços de Distribuição da ANEEL. Ao longo de sua apresentação, Mattar aprofundou sobre o contexto regulatório brasileiro. Nesse sentido, ele afirmou: “Temos um plano de regularização que contempla uma série de regras, que foi apresentado para consulta pública em 2021 e ainda não foi devidamente finalizado com as empresas de telecomunicações”.

Por outro lado, ele destacou que os principais desafios são a ocupação desordenada e clandestina, a baixa priorização de atividades de uso compartilhado pelas distribuidoras, o aumento de custos e o desequilíbrio na relação entre distribuidoras e empresas de telecomunicações.

Em seguida, Alejandra Arenas Pinto compartilhou sua experiência como Coordenadora de Desenho Regulatório da Comissão Reguladora de Comunicações da Colômbia (CRC). Ele destacou como marco a aprovação de uma lei em 2019 que concedeu à CRN autoridade para regulamentar o compartilhamento de infraestrutura. Ele explicou que resoluções subsequentes reduziram as tarifas para o uso compartilhado de postes, dutos e torres para incentivar a expansão do agrupamento de cabos e facilitar a expansão da cobertura.

“Usamos o conceito de custo de oportunidade para estabelecer qual deveria ser o valor para a operadora de telecomunicações considerar economicamente razoável compartilhar a infraestrutura”, explicou. No entanto, entre os desafios que permanecem, ela afirmou que “o setor elétrico continua percebendo que a regulação favorece as telecomunicações” e que é preciso analisar mecanismos que garantam o compartilhamento recíproco para que o setor elétrico também possa acessar a infraestrutura de telecomunicações.

Seguidamente, Alberto Villa, Chefe de Serviços Avançados de Redes da ENEL, apresentou sua visão sobre os benefícios do compartilhamento de recursos. “Usar a infraestrutura existente permite economias significativas nos custos de construção e nos tempos de comissionamento, além de trazer benefícios não apenas econômicos, mas também ambientais e de sustentabilidade”, afirmou.

No caso europeu, ele observou que grandes torres de antenas são instaladas em subestações elétricas, enquanto antenas 5G são instaladas em postes e outros elementos da rede elétrica. Ele também mencionou que a Itália está buscando desenvolvimentos sustentáveis ​​e sinérgicos para utilizar estações de carregamento de veículos elétricos. “O objetivo é garantir um desenvolvimento eficiente, eficaz, equitativo e sustentável”, concluiu.

Finalmente, Atila Branco, CTO da Fibrasil, afirmou que a fibra neutra é o método mais simples e fácil adotado por muitas distribuidoras de banda larga brasileiras. Ele afirmou que essa alternativa tem um mercado grande, mas precisa ser consolidada; e que é necessário regularizar a situação e estabelecer preços saudáveis ​​que representem um benefício mútuo.

Para concluir, foi aberta uma área de discussão onde os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos especialistas. 

Agradecemos a todos os participantes por fazerem parte deste encontro, que esperamos ser o primeiro de muitos que compartilharemos ao longo de 2025 com o objetivo de continuar a construir conhecimento que nos permitirá percorrer uma transição energética eficaz e sustentável.

 

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

ADELAT realiza webinar sobre Energia Elétrica e Telecomunicações

ADELAT realiza webinar sobre Energia Elétrica e Telecomunicações

No dia 20 de fevereiro acontecerá o primeiro webinar do ciclo Adelat 2025 Expert Voice: Energia Elétrica e Telecomunicações na América Latina: compartilhamento de infraestrutura e serviços.

O encontro será realizado através do Zoom e LinkedIn Live, com tradução simultânea para espanhol e português. É necessária a inscrição prévia para participar.

Ao longo do webinar os nossos especialistas apresentarão as conclusões do último DSO Brief, centrando-se na importância do acesso à energia como condição necessária para aprofundar e modernizar a conectividade da região.

Da mesma forma, será analisado o feedback de ambos os sistemas, uma vez que melhores redes de telecomunicações favorecem e permitem a digitalização do setor elétrico. Neste sentido, será dada ênfase o compartilhamento de infraestruturas como aspecto essencial para otimizar recursos e reduzir custos.

Por último, será explorada em profundidade a necessidade de marcos regulatórios adequados e de modelos de negócios integrais que incentivem os investimentos.

Temos a certeza que este encontro será o primeiro de muitos em um ano em que continuamos considerando a troca de conhecimento como um dos grandes objetivos da nossa Associação, para avançarmos juntos para uma verdadeira transformação energética.

*Para mais informações ou comunicados de imprensa, escreva para comunicacion@darkturquoise-zebra-776384.hostingersite.com

Por qué la Argentina y la región se deben preparar para integrar la distribución eléctrica y las Tics

Por qué la Argentina y la región se deben preparar para integrar la distribución eléctrica y las Tics

La distribución eléctrica y las telecomunicaciones tienen en la actualidad un rol central en el funcionamiento de la sociedad, y su convergencia representa una oportunidad para transformar las operaciones, mejorar el acceso a servicios esenciales y promover el desarrollo social y económico en la Argentina y la región.

 

La compartición de infraestructura pasiva (como postes, ductos y derechos de vía) entre las empresas prestadoras de servicio de distribución eléctrica y las empresas de Tecnología de Información y Comunicaciones (Tics) facilita la rápida expansión, la evolución de ambas redes y especialmente la mejora en la prestación de los servicios de cada una de ellas, tal como se destaca en el documento de la Asociación de Distribuidoras de Energía Eléctrica Latinoamericanas (ADELAT) sobre estas nuevas sinergias.

Este modelo permite a las empresas de distribución eléctrica y telecomunicaciones aprovechar los activos existentes para reducir significativamente los costos iniciales de despliegue de nuevas tecnologías. Desde el punto de vista técnico, el uso compartido implica el desarrollo de soluciones compatibles que permitan a ambos sectores utilizar la misma infraestructura sin interferencias.

En el ámbito regulatorio, los acuerdos sobre la compartición de infraestructura requieren marcos claros y detallados que definan los derechos, responsabilidades y obligaciones de cada parte involucrada.

Esto incluye la distribución equitativa de costos operativos, como el mantenimiento de postes, ductos y otros activos compartidos, así como los costos asociados a la reparación de daños o renovaciones necesarias.

En algunos países de América Latina han ocurrido avances normativos dirigidos a armonizar los intereses y simplificar los procesos para que las empresas de telecomunicaciones accedan a postes de distribución eléctrica, con facilitación del acceso a derechos de vía y ductos subterráneos.

A pesar de estos avances, en muchos casos, la falta de estándares técnicos y la ausencia de armonización regulatoria generan retrasos en los proyectos y conflictos entre actores.

El acceso a electricidad es un prerrequisito indispensable para la operación de redes de telecomunicaciones. La falta de energía en zonas rurales o periféricas no solo limita la posibilidad de conectar a sus habitantes con el resto del mundo, sino que también frena su desarrollo económico, social y educativo.

Las soluciones de conexión a la red o stand-alone permiten aumentar la electrificación y, al mismo tiempo, habilitar antenas y sistemas de telecomunicaciones, repetidores y otras infraestructuras críticas necesarias para garantizar la conectividad, ofreciendo la oportunidad de cerrar las brechas en el acceso a la banda ancha y avanzar de manera más acelerada hacia protocolos y redes de última generación, como las redes 5G.

 

Redes eléctricas y digitalización, unidas hacia el futuro

Esto no solo facilita el acceso a internet y telefonía, sino que también potencia servicios esenciales como telemedicina, educación en línea, banca y gobierno digital, que son claves para el desarrollo sostenible y la reducción de la desigualdad.

A la vez, las tecnologías de información y telecomunicaciones (TIC) son fundamentales para la digitalización y modernización del sector eléctrico, permitiendo la implementación de redes inteligentes (smart grids) que mejoran de manera significativa la eficiencia, sostenibilidad y resiliencia del sistema eléctrico.

Estas redes, habilitadas por sistemas de comunicación avanzados, facilitan recopilar, transmitir e intercambiar en tiempo real información sobre consumo, generación y calidad, permitiendo operaciones más precisas, automatizadas y resilientes frente a contingencias.

Así, uno de los principales beneficios de las redes inteligentes es la capacidad de gestionar la demanda eléctrica de manera eficiente.

La instalación de medidores inteligentes conectados a través de redes de fibra óptica permite a los operadores recopilar información en tiempo real sobre el consumo eléctrico en diferentes puntos de la red para hacer un balanceo proactivo de la carga, evitar interrupciones, gestionar mejor la demanda en momentos críticos y ofrecer información detallada a los usuarios, incentivando hábitos de consumo más eficientes.

Asimismo, la utilización de sensores y dispositivos de comunicación para recopilar datos de consumo energético en tiempo real fomentará la eficiencia energética y la sostenibilidad, permitiendo que los usuarios cuenten con mejor información para tomar decisiones sobre su consumo y optimizar el uso de la energía, resguardando la seguridad y privacidad de los datos.

La detección y localización de fallas en tiempo real es otro de los avances que se pueden impulsar mediante sistemas de telecomunicaciones de alta velocidad, como las redes LTE (Long Term Evolution), fibra óptica y comunicaciones satelitales.

La integración de mantenimiento predictivo también es una ventaja: las telecomunicaciones permiten la transmisión continua de datos desde sensores IoT en activos críticos como transformadores, subestaciones y líneas de distribución.

Finalmente, el desarrollo de redes 5G y la expansión de la fibra óptica representan el futuro de la modernización del sistema de distribución eléctrica. Las redes 5G ofrecen una latencia ultra baja y una capacidad sin precedentes para conectar millones de dispositivos simultáneos.

Esto habilita nuevas aplicaciones de automatización avanzada, como el control remoto de subestaciones, la detección automática de sobrecargas y el análisis instantáneo de grandes volúmenes de datos.

Es así como se plantea que la electrificación masiva, la digitalización de las redes y el despliegue de nuevas tecnologías -como la fibra óptica y el 5G- ofrecen un escenario ideal para potenciar las sinergias de la integración entre ambos sectores, con beneficios en la habilitación de la red eléctrica para la transición energética y la reducción de la brecha de acceso a la información.

 

Fuente: Dinamic Arg

Expertos analizan las claves para acelerar la transición energética en Latinoamérica

Expertos analizan las claves para acelerar la transición energética en Latinoamérica

Integración de electricidad y telecomunicaciones aparecen como dos factores determinantes en el proceso de cambio, según el informe de ADELAT.

La Asociación de Distribuidoras de Energía Eléctrica Latinoamericanas (ADELAT) presentó el DSO Brief “Nuevas sinergias entre electricidad y telecomunicaciones: retos de infraestructura y servicios compartidos”, un informe que explora el impacto de la convergencia entre ambos sectores y su potencial para impulsar el desarrollo energético y digital en América Latina.

Según el estudio, la masificación de la electrificación, la incorporación de tecnologías inteligentes y la expansión de redes de fibra óptica y 5G crean un entorno favorable para la integración de estos sectores.

Esta convergencia permite no solo optimizar la red eléctrica para la transición energética, sino también mejorar la conectividad en zonas alejadas, facilitando el acceso a información y servicios digitales.

Entre los beneficios más destacados de esta sinergia se encuentran: la optimización de la infraestructura; el mayor acceso a energías renovables promoviendo la descarbonización; la expansión de la conectividad; y una mayor resiliencia y sostenibilidad.

A pesar de las ventajas, el informe también destaca una serie de desafíos que deben abordarse para garantizar una integración exitosa. Entre ellos, la necesidad de una regulación que facilite la infraestructura compartida con un marco de compensación adecuado, normas técnicas claras y estrategias para minimizar el impacto urbano y ambiental.

El estudio de ADELAT propone medidas concretas para superar estos desafíos, como un marco regulador actualizado; inversión en infraestructura inteligente; colaboración público-privaday desarrollo de estándares técnicos unificados.

El informe concluye que la interconexión de los avances tecnológicos en electricidad y telecomunicaciones será fundamental para el desarrollo sustentable de América Latina.

ADELAT reafirma su compromiso con la generación de conocimiento y destaca que el trabajo conjunto entre distribuidores eléctricos, empresas de telecomunicaciones, reguladores y la sociedad será esencial para garantizar un modelo energético eficiente, resiliente y equitativo.

 

Fuente: Mejor Energía

https://www.mejorenergia.com.ar/noticias/2025/01/31/3769-expertos-analizan-las-claves-para-acelerar-la-transicion-energetica-en-latinoamerica

ADELAT presenta estudio sobre la integración de la distribución eléctrica y las telecomunicaciones

ADELAT presenta estudio sobre la integración de la distribución eléctrica y las telecomunicaciones

La Asociación de Distribuidoras de Energía Eléctrica Latinoamericanas (ADELAT) presentó el DSO Brief “Nuevas sinergias entre electricidad y telecomunicaciones: retos de infraestructura y servicios compartidos”.

El objetivo de este nuevo documento es analizar la relación entre ambas infraestructuras e indagar cómo su interconexión puede representar una oportunidad clave para allanar el camino hacia la transformación energética de la región.

En este sentido, el estudio plantea que la electrificación masiva, la digitalización de las redes y el despliegue de nuevas tecnologías -como la fibra óptica y el 5G- ofrecen un escenario ideal para potenciar las sinergias de la integración entre ambos sectores, con beneficios como la habilitación de la red eléctrica para la transición energética y la reducción de la brecha de acceso a la información, entre otros.

El documento, además, aborda cómo las redes inteligentes y las infraestructuras compartidas pueden acelerar la adopción de energías renovables, mejorar la eficiencia operativa y ampliar los servicios en comunidades aisladas. Asimismo, destaca el rol de ambos sectores a la hora de garantizar la resiliencia y la sostenibilidad de las redes energéticas del futuro.

Por último, el DSO Brief sugiere algunas propuestas para abordar el desafío de integrar ambas estructuras de manera efectiva, sostenida y organizada; y destaca que para alcanzar este objetivo, la colaboración entre operadores de distribución eléctrica, empresas de telecomunicaciones, reguladores y la sociedad en su conjunto será fundamental.

En particular, se requiere una regulación que promueva la compartición de la infraestructura  mediante una remuneración adecuada del uso de las redes de distribución eléctrica, el cumplimiento de normas técnicas y de seguridad, y un ordenamiento que optimice el uso de la infraestructura y minimice su impacto urbano y paisajístico.

Estamos convencidos de que este documento, que se suma a la lista de estudios producidos por ADELAT en su rol de generadora de conocimiento, va a contribuir a comprender la importancia de la interconexión de los avances tecnológicos de diferentes áreas para avanzar en el camino del desarrollo económico sustentable y en la calidad de vida de las personas.

 

Fuente: Factor Energético